MUNDIAL 2006
Diário do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006
09.06.2006
Grupo A - 1ª Jornada

4-2
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Bastian Schweinsteiger, Torsten Frings, Miroslav Klose (79m - Oliver Neuville), Philipp Lahm, Per Mertesacker, Tim Borowski (72m - Sebastian Kehl), Bernd Schneider (90m - David Odonkor), Lukas Podolski e Christoph Metzelder
Jose Porras, Luis Marin, Michael Umana, Gilberto Martinez (66m - Jervis Drummond), Danny Fonseca, Mauricio Solis (78m - Cristian Bolanos), Paulo Wanchope, Walter Centeno, Ronald Gomez (90m - Randall Azofeifa), Leonardo Gonzalez e Douglas Sequeira
1-0 - Philipp Lahm - 6m
1-1 - Paulo Wanchope - 12m
2-1 - Miroslav Klose - 17m
3-1 - Miroslav Klose - 61m
3-2 - Paulo Wanchope - 73m
4-2 - Torsten Frings - 87m
Melhor jogador – Miroslav Klose (Alemanha)
Amarelo - Danny Fonseca (30m)
Árbitro - Horacio Elizondo (Argentina)
Munich (17h00)

0-2
Artur Boruc, Mariusz Jop, Marcin Baszczynski, Jacek Krzynowek (78m - Kamil Kosowski), Jacek Bak, Miroslav Szymkowiak, Michal Zewlakow, Ebi Smolarek, Arkadiusz Radomski, Radoslaw Sobolewski (67m - Ireneusz Jelen), Maciej Zurawski (83m - Pawel Brozek)
Cristian Mora, Ivan Hurtado (69m - Jorge Guagua), Ulises de la Cruz, Agustin Delgado (83 m - Patricio Urrutia), Edison Mendez, Carlos Tenorio (65m - Ivan Kaviedes), Segundo Castillo, Luis Valencia, Giovanny Espinoza, Neicer Reasco, Edwin Tenorio
0-1 - Carlos Tenorio - 24m
0-2 - Agustin Delgado - 80m
Melhor jogador – Agustin Delgado (Equador)
Amarelos - Ebi Smolarek (37m); Ivan Hurtado (31m) e Edison Mendez (70m)
Árbitro - Toru Kamikawa (Japão)
Gelsenkirchen (20h00)
10.06.2006
Grupos B/C - 1ª Jornada

1-0
Paul Robinson, Gary Neville, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckam, Frank Lampard, Joe Cole (83m - Owen Hargreaves), Michael Owen (56m - Stewart Downing) e Peter Crouch
Justo Villar (8m - Aldo Bobadilla), Delio Toledo (82m - Jorge Nuñez), Carlos Gamarra, Julio Cesar Caceres, Roque Santa Cruz, Roberto Acuña, Carlos Paredes, Cristian Riveros, Nelson Valdez, Denis Caniza e Carlos Bonet (68m - Nelson Cuevas)
1-0 - Carlos Gamarra (p.b.) - 3m
Melhor jogador – Frank Lampard (Inglaterra)
Amarelos - Steven Gerrard (19m), Peter Crouch (63m); Nelson Valdez (22m)
Árbitro - Marco Rodriguez (México)
Frankfurt (14h00)

0-0
Shaka Hislop, John Avery, Brent Sancho, Dennis Lawrence, Christopher Birchall, Cyd Gray, Densill Theobald (66m), Whitley Aurtis, Carlos Edwards, Collin Samuel (52m - Glen Cornell), John Stern e Dwight Yorke
Rami Shaaban, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Niclas Alexandersson, Freddie Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic, Henrik Larsson, Tobias Linderoth (78m - Kim Kallstrom), Christian Wilhelmsson (78m - Mattias Jonson) e Anders Svensson (62m - Markus Allback)
Melhor jogador – Dwight Yorke (Trinidad e Tobago)
Amarelos - John Avery (16m) e Dwight Yorke (74m); Henrik Larsson (90m)
Vermelho - John Avery (46m)
Árbitro - Shamsul Maidin (Singapura)
Dortmund (17h00)

2-1
Roberto Abbondanzieri, Roberto Ayala, Juan Sorin, Esteban Cambiasso, Gabriel Heinze, Javier Saviola (75m - Lucho Gonzalez), Javier Mascherano, Hernan Crespo (64m - Rodrigo Palacio), Juan Riquelme (90m - Pablo Aimar), Maxi Rodriguez e Nicolas Burdisso
Jean-Jacques Tizié, Kanga Akale (62m - Bakari Koné), Arthur Boka, Kolo Touré, Didier Zokora, Bonaventure Kalou (55m - Aruna Dindane), Didier Drogba, Abdoulaye Meite, Kader Keita (72m - Arouna Koné), Vaya Touré e Emmanuel Eboué
1-0 - Hernan Crespo - 24m
2-0 - Javier Saviola - 38m
2-1 - Didier Drogba - 82m
Melhor jogador – Javier Saviola (Argentina)
Amarelos - Javier Saviola (41m), Gabriel Heinze (48m) e Lucho Gonzalez (81m); Emmanuel Eboué (62m) e Didier Drogba (90m)
Árbitro - Frank De Bleeckere (Bélgica)
Hamburg (20h00)
11.06.2006
Portugal - Angola - "Antes do jogo"
Algumas notas prévias:
- A primeira para saudar o jogo inaugural da selecção de Angola na fase final de um Campeonato do Mundo de Futebol, e, logo, tendo por parceiro nesta "grande estreia" a selecção de Portugal; neste momento, é-me inevitável pensar na alegria com que Jorge Perestrelo celebraria esta partida.
- Em relação a este encontro em concreto, em minha opinião, a selecção portuguesa é absolutamente favorita... desde que encare o jogo com seriedade e profissionalismo; naturalmente, os jogadores de Angola (alguns dos quais actuando em Portugal, em equipas da I Liga e da Liga de Honra) beneficiarão de uma motivação extrema, pela conjugação dos dois factores (partida de estreia e o facto de o adversário se chamar Portugal); os jogadores portugueses terão portanto de procurar atingir a mesma motivação e correr pelo menos tanto como se prevê que os angolanos venham a fazer.
- Em termos mais gerais, sobre a participação de Portugal neste Mundial: não são grandes as expectativas que tenho... para começar, o Grupo, sendo teoricamente acessível, tem selecções com algumas especificidades que poderão complicar bastante a nossa missão. Para além dos factores motivacionais de Angola, também os jogadores do Irão (beneficiando porventura, adicionalmente, de mais favoráveis condições físicas) se apresentarão em campo (por circunstâncias de ordem "política") com uma enorme dose de "patriotismo", dispostos a lutar até ao último minuto de cada partida. Por fim, em relação ao México, não podemos esquecer a posição que ocupa no ranking da FIFA, que faz com que seja um dos "cabeças-de-série" deste Mundial.
Acreditando, ainda assim, que, com maiores ou menores dificuldades, acabaremos por garantir o apuramento para a fase seguinte, jogando nos 1/8 Final (eventualmente) com a Argentina ou a Holanda, Portugal teria de se superar para poder prosseguir em prova.
E é esse espírito de superação que, à partida para esta prova, não antevejo caracterizar uma selecção cuja preparação não terá sido a ideal, com um treinador que continuo a pensar não ter a requerida capacidade de "leitura de jogo", para, a partir do banco, arriscar e procurar inverter eventuais situações de desvantagem (sem esquecer o magnífico jogo Portugal - Inglaterra, no EURO 2004, então num contexto particular, com milhões de portugueses a "empurrar" a sua selecção para o êxito).
Em resumo, não ficarei surpreendido quer Portugal chegue longe (numa prova em que o carácter de aleatoriedade pode ser determinante, por exemplo, por via de apuramentos decididos no desempate por grandes penalidades...), caso as individualidades consigam atingir o nível de desempenho que está ao seu alcance, quer se quede logo pela fase de grupos.
Uma conclusão me parece inequívoca: será imprescindível manter os "pés assentes na terra" e não nos deixarmos embalar pelas sucessivas vagas de falsas promessas de favoritismo, numa prova em que (à excepção de 1966) praticamente não temos "história" e em que, "no papel", haverá selecções bem mais apetrechadas (Argentina, Inglaterra, Holanda, R. Checa, Itália, França, Espanha... para além do "incontornável" Brasil).
Grupos C/D - 1ª Jornada

0-1
Dragoslav Jevric, Ivica Dragutinovic, Igor Duljaj, Goran Gavrancic, Mateja Kezman (67m - Danijel Ljuboja), Savo Milosevic (46m - Nikola Zigic), Dejan Stankovic, Predrag Djordjevic, Nenad Djordjevic (43m - Ognjen Koroman), Albert Nadj e Mladen Krstajic
Edwin van der Sar, Jori Mathijsen (86m - Khalid Boulahrouz), Giovanni van Bonckhorst, Phillip Cocu, Ruud van Nistelrooy (69m - Dirk Kuyt), Arjen Robben, Andre Ooijer, John Heitinga, Robin van Persie, Marco van Bommel (60m - Denny Landzaat) e Wesley Sneijder
0-1 - Arjen Robben - 18m
Melhor jogador – Arjen Robben (Holanda)
Amarelos - Dejan Stankovic (34m), Ognjen Koroman (64m), Ivica Dragutinovic (81m) e Goran Gavrancic (90m); Giovanni van Bonckhorst (56m) e John Heitinga (85m)
Árbitro - Markus Merk (Alemanha)
Leipzig (14h00)

3-1
Oswaldo Sanchez, Ricardo Osorio, Rafael Marquez, Carlos Salcido, Gerardo Torrado (46m - Luis Perez), Pavel Pardo, Jared Borgetti (52m - Jose Fonseca), Omar Bravo, Gonzalo Piñeda, Mario Mendez e Guillermo Franco (46m - Zinha)
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Yahya Golmohamaddi, Rahman Rezaei, Javad Nekounam, Ali Karimi (63m - Mehrzad Madanchi), Vahid Hashemian, Ali Daei, Hossein Kaabi, Nosrati (81m - Arash Borhani) e Andranik Teymourian
1-0 - Omar Bravo - 28m
1-1 - Yahya Golmohamaddi - 36m
2-1 - Omar Bravo - 76m
3-1 - Zinha - 79m
Melhor jogador – Omar Bravo (México)
Amarelos - Gerardo Torrado (18m); Javad Nekounam (55m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Nuremberg (17h00)

0-1
Compelida a iniciar a partida com 3 alterações face ao previsto "onze titular" (Petit, Tiago e Simão Sabrosa substituíram, respectivamente, Costinha, Maniche e Deco, cuja condição física não lhes permitiria garantir 90 minutos de competição ao nível requerido), a equipa portuguesa entrou em campo com uma boa atitude e, ainda antes dos 15 segundos, já Pauleta surgia isolado a desviar a bola do alcance do guarda-redes, saindo ligeiramente ao lado do poste.
Pouco depois, aos 4 minutos, numa excelente arrancada de Figo, rompendo por entre a (algo frágil) defesa angolana, desmarcou Pauleta, que, com muita calma, colocou a bola no fundo da baliza, inaugurando o marcador.

Nos minutos imediatos, o jogo parecia poder revelar-se fácil; contudo, a partir do quarto de hora, a selecção nacional passou a jogar lento e com passes em profundidade, facilitando a tarefa defensiva da equipa angolana, que começou a libertar-se, chegando mesmo a criar duas ou três situações ameaçadoras.
No final da primeira parte, Portugal denotava querer acordar da letargia em que deixara caír a partida, mas prevalecia a ideia da necessidade de mais determinação e, sobretudo, de imprimir mais velocidade e ritmo ao jogo, de forma a evitar que a partida de pudesse eventualmente vir a complicar-se.
No segundo tempo, a história do jogo não sofreria grandes alterações, com a equipa portuguesa, esforçada, mas a revelar alguma tensão e nervosismo; o tempo ia correndo, as coisas não saíam bem.
Em boa verdade, Angola nunca evidenciou capacidade para poder inverter o rumo dos acontecimentos e, nos últimos minutos, Portugal acabou a resguardar o resultado que lhe deu os primeiros três pontos nesta prova.
Para além do golo, destaque principal para um forte remate de cabeça de Cristiano Ronaldo (ainda na primeira parte), com a bola a embater com estrondo na barra e, quase no final da partida, para o sinal de inconformismo transmitido por Maniche, com um poderoso remate de "meia-distância", a obrigar o guarda-redes angolano, João Ricardo, "à defesa da noite".
Objectivo cumprido, num jogo que poderia eventualmente apresentar-se problemático (pela sua conjuntura, opondo dois países de língua portuguesa, com ambições diferenciadas), não obstante uma exibição sofrível. A distinção de "melhor jogador em campo" seria atribuída a Figo, o "maestro" que pautou as tentativas de ataque organizado da equipa de Portugal.
Uma palavra final para o exemplar comportamento, quer do público, quer dos jogadores, fazendo deste jogo uma verdadeira festa.
João Ricardo, Delgado, Jamba, Kali, Loco, André, Mateus, Mendonça, Figueiredo (80m - Miloy), Zé Kalanga (70m - Edson) e Akwá (60m - Mantorras)
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Petit (72m - Maniche), Tiago (83m - Hugo Viana), Figo, Cristiano Ronaldo (60m - Costinha), Simão Sabrosa e Pauleta
0-1 - Pauleta - 4m
Melhor jogador – Luís Figo (Portugal)
Amarelos - Jamba (28)m), Loco (45m) e André (52m); Cristiano Ronaldo (26m) e Nuno Valente (79m)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Koln (20h00)
12.06.2006
Grupos E/F - 1ª Jornada

3-1
Mark Schwarzer, Neill Lucas, Craig Moore (61m - Joshua Kennedy), Marco Bresciano (53m - Tim Cahill), Jason Culina, Brett Emerton, Mark Viduka, Harry Kewell, Vince Grella, Scott Chipperfield e Luke Wilkshire (75m - John Aloisi)
Yoshikatsu Kawaguchi, Yuichi Komano, Tsuneyasu Miyamoto, Hidetoshi Nakata, Naohiro Takahara, Shunsuke Nakamura, Atsushi Yanagisawa (79m - Shinji Ono), Alessandro Santos, Takashi Fukunishi, Keisute Tsuboi (56m - Teruyuki Moniwa; 90m - Masashi Oguro) e Yuji Nakazawa
0-1 - Shunsuke Nakamura - 26m
1-1 - Tim Cahill - 84m
2-1 - Tim Cahill - 89m
3-1 - John Aloisi - 90m
Melhor jogador – Tim Cahill (Austrália)
Amarelos - Vince Grella (33m), Craig Moore (58m), Tim Cahill (69m) e John Aloisi (78m); Tsuneyasu Miyamoto (31m), Naohiro Takahara (40m), Teruyuki Moniwa (68m)
Árbitro - Essam Abd El Fatah (Egipto)
Kaiserslautern (14h00)

0-3
Kasey Keller, Pablo Mastroeni (46m - John O’Brien), Eddie Lewis, Steve Cherundolo (46m - Eddie Johnson), Claudio Reyna, Bobby Convey, Brian McBride (77m - Josh Wolff), Marcus Beasley, Landon Donovan, Oguchi Onyewu e Eddie Pope
Petr Cech, Zdenek Grygera, Tomas Galasek, Marek Jankulovski, Pavel Nedved, Jan Koller (45m - Vratislav Lokvenc), Tomas Rosicky (86m - Jiri Stajner), Karel Poborsky (82m - Jan Polak), Jaroslav Plasil, Tomas Ujfalusi e David Rozehnal
0-1 - Jan Koller - 5m
0-2 - Tomas Rosicky - 36m
0-3 - Tomas Rosicky - 76m
Melhor jogador – Tomas Rosicky (R. Checa)
Amarelos - Oguchi Onyewu (5m) e Claudio Reyna (60m); David Rozehnal (16m), Vratislav Lokvenc (59m), Tomas Rosicky (81m) e Zdenek Grygera (88m)
Árbitro - Carlos Amarilla (Paraguai)
Gelsenkirchen (17h00)

2-0
Gianluigi Buffon, Cristian Zaccardo, Fabio Grosso, Daniele de Rossi, Fabio Cannavaro, Luca Toni (82m - Alessandro Del Piero), Francesco Totti (56m - Mauro Camoranesi), Alberto Gilardino (64m - Vincenzo Iaquinta), Alessandro Nesta, Simone Perrotta e Andrea Pirlo
Richard Kingston, Asamoah Gyan (89m - Alex Tachie-Mensah), Samuel Kuffour, John Mensah, Emmanuel Pappoe (46m - Illiasu Shilla), Michael Essien, Stephen Appiah, Sulley Muntari, Matthew Amoah (68m - Razak Pimpong), John Pantsil e Eric Addo
1-0 - Andrea Pirlo - 40m
2-0 - Vincenzo Iaquinta - 83m
Melhor jogador – Andrea Pirlo (Itália)
Amarelos - Daniele de Rossi (10m), Mauro Camoranesi (62m) e Vincenzo Iaquinta (88m); Sulley Muntari (41m) e Asamoah Gyan (65m)
Árbitro - Carlos Simon (Brasil)
Hannover (20h00)
13.06.2006
Grupos F/G - 1ª Jornada

2-1
Woon Jae Lee, Young Chul Kim, Jin Cheul Choi, Jin Kyu Kim (46m - Jung Hwan Ahn), Ji Sung Park, Young Pyo Lee, Eul Yong Lee (68m - Nam Il Kim), Chun Soo Lee, Ho Lee, Jae Jin Cho (83m - Sang Sik Kim), Chong Gug Song
Kossi Agassa, Dare Nibombe, Jean-Paul Abalo, Emmanuel Adebayor, Massamasso Tchangai, Moustapha Salifou (86m - Yao Aziawonou), Cherif Touré Mamam, Alaixys Romao, Kader Mohamed, Yao Junior Senaya (55m - Assimiou Touré) e Ludovic Assemoassa (62m - Richmond Forson)
0-1 - Kader Mohamed - 31m
1-1 - Chun Soo Lee - 54m
2-1 - Jung Hwan Ahn - 72m
Melhor jogador – Jung Hwan Ahn (Coreia do Sul)
Amarelos - Jean-Paul Abalo (23m), Alaixys Romao (24m) e Massamasso Tchangai (90m); Young Chul Kim (41m) e Chun Soo Lee (51m)
Vermelho - Jean-Paul Abalo (53m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Frankfurt (14h00)

0-0
Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Zinedine Zidane, Sylvain Wiltord (84m - Vikash Dhorasoo), Thierry Henry, Lilian Thuran, Willy Sagnol e Frank Ribery (70m - Louis Saha)
Pascal Zuberbuehler, Ludovic Magnin, Philippe Senderos, Johann Vogel, Ricardo Cabanas, Raphael Wicky (82m - Xavier Margairaz), Alexander Frei, Marco Streller (56m - Daniel Gygax), Tranquillo Barnetta, Patrick Mueller (75m - Johan Djourou) e Philipp Degen
Melhor jogador – Claude Makelelé (França)
Amarelos - Eric Abidal (64m), Zinedine Zidane (72m) e Willy Sagnol (90m); Ludovic Magnin (42m), Marco Streller (45m), Philipp Degen (56m), Ricardo Cabanas (72m) e Alexander Frei (90m)
Árbitro - Valentin Ivanov (Rússia)
Stuttgart (17h00)

1-0
Dida, Cafu, Lúcio, Juan, Emerson, Roberto Carlos, Adriano, Kaká, Ronaldinho, Zé Roberto e Ronaldo (69m – Robinho)
Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Josip Simunic, Robert Kovac, Igor Tudor, Dario Simic, Marko Babic, Dado Prso, Niko Kovac (41m - Jerko Leko), Ivan Klasnic (56m - Ivica Olic), Nico Kranjcar
1-0 - Kaká - 44m
Melhor jogador – Kaká (Brasil)
Amarelos – Emerson (42m); Niko Kovac (32m), Robert Kovac (67m) e Igor Tudor (90m)
Árbitro - Benito Archundia (México)
Berlin (20h00)
14.06.2006
Grupo H - 1ª Jornada / Grupo A - 2ª Jornada

4-0
Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Xavi, Fernando Torres, Luis Garcia (77m - Cesc Fabregas), Xabi Alonso (55m - David Albelda), Sergio Ramos, Marcos Senna, David Villa (55m - Raul) e Pablo
Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmachnyi, Anatoliy Tymoschuk, Vladimir Yezerskyi, Andriy Rusol, Andriy Shevchenko, Oleg Gusev (46m - Andriy Vorobey), Andriy Voronin, Andriy Gusin (46m - Oleg Shelayev), Vladyslav Vashchuk e Ruslan Rotan (64m - Serhiy Rebrov)
1-0 - Xabi Alonso - 13m
2-0 - David Villa - 17m
3-0 - David Villa - 48m (g.p.)
4-0 - Fernando Torres - 81m
Melhor jogador – Xavi (Espanha)
Amarelos - Andriy Rusol (17m), Vladimir Yezerskyi (53m)
Vermelho - Vladyslav Vashchuk (47m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Leipzig (14h00)

2-2
Ali Boumnijel, Karim Haggui, Zied Jaziri, Hatem Trabelsi, Yassine Chikhaoui (82m - Karim Essediri), Jaouhar Mnari, Riadh Bouazizi (55m - Mehdi Nafti), Adel Chedli (69m - Kaies Ghodhbane), Radhi Jaidi, David Jemmali e Hamed Namouchi
Mabrouk Zaid, Ahmed Dokhi, Redha Tukar, Hamad Al Montashari, Omar Al Ghamdi, Mohammed Noor (75m - Mohammed Ameen), Hussein Sulimani, Saud Kariri, Khaled Aziz, Nawaf Al Temyat (67m - Malek Al Hawsawi) e Yasser Al Kahtani (82m - Sami Al Jaber)
1-0 - Zied Jaziri - 23m
1-1 - Yasser Al Kahtani - 57m
1-2 - Sami Al Jaber - 84m
2-2 - Radhi Jaidi - 90m
Melhor jogador – Zied Jaziri (Tunísia)
Amarelos - Karim Hagui (35m), Riadh Bouazizi (36m), Adel Chedli (65m) e Yassine Chikhaoui 79m)
Árbitro - Mark Shield (Austrália)
Munich (17h00)

1-0
Jens Lehmann, Arne Friedrich (64m - David Odonkor), Bastian Schweinsteiger (77m – Tim Borowski), Torsten Frings, Miroslav Klose, Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bernd Schneider, Lukas Podolski (71m - Oliver Neuville) e Christoph Metzelder
Artur Boruc, Marcin Baszczynski, Jacek Bak, Radoslaw Sobolewski, Jacek Krzynowek (77m - Mariusz Lewandowski), Maciej Zurawski, Michal Zewlakow (83m - Dariusz Dudka), Ebi Smolarek, Arkadiusz Radomski, Bartosz Bosacki e Ireneusz Jelen (90m - Pawel Brozek)
1-0 - Oliver Neuville - 90m
Melhor jogador – Philipp Lahm (Alemanha)
Amarelos - Michael Ballack (58m), David Odonkor (68m), Christoph Metzelder (70); Jacek Krzynowek (3m), Radoslaw Sobolewski (28m) e Artur Boruc (89m)
Vermelho - Radoslaw Sobolewski (75m)
Árbitro - Luis Medina Cantalejo (Espanha)
Dortmund (20h00)
15.06.2006
Grupos A/B - 2ª Jornada

3-0
E, logo ao 7º dia, completado o 18º jogo da prova, Polónia e Costa Rica são os primeiros países eliminados (não obstante terem ainda de cumprir a partida que oporá ambas as equipas), reduzindo-se assim a 30 os "candidatos" à conquista do Mundial.
Por seu lado, Equador (pela primeira vez na sua história) e Alemanha são os primeiros apurados para os 1/8 Final, disputando entre si, na última jornada desta fase, o 1º lugar do Grupo (partindo os equatorianos - de forma surpreendente - em vantagem, dado que lhes bastará empatar a derradeira partida para assegurar a vitória no Grupo).
Cristian Mora, Ivan Hurtado, Ulises de la Cruz, Edison Mendez, Agustin Delgado, Segundo Castillo, Luis Valencia (73m - Patricio Urrutia), Giovanny Espinoza (69m - Jorge Guagua), Neicer Reasco, Edwin Tenorio e Carlos Tenorio (46m - Ivan Kaviedes)
Jose Porras, Luis Marin, Michael Umana, Danny Fonseca (29m - Alvaro Saborio), Mauricio Solis, Paulo Wanchope, Walter Centeno (84m - Bernard Kurt), Ronald Gomez, Leonardo Gonzalez (56m - Carlos Hernandez), Harold Wallace e Douglas Sequeira
1-0 - Carlos Tenorio - 8m
2-0 - Agustin Delgado - 54m
3-0 - Ivan Kaviedes - 90m
Melhor jogador – Agustin Delgado (Equador)
Amarelos - Segundo Castillo (44m), Ulises de la Cruz (54m) e Cristian Mora (60m); Luis Marin (10m) e Mauricio Solis (28m)
Árbitro - Coffi Codjia (Benin)
Hamburg (14h00)

2-0
No termo de uma difícil partida, em que apenas nos derradeiros 10 minutos foi capaz de transpor a muralha defensiva tobaguenha, a Inglaterra junta-se a Equador e Alemanha, sendo a terceira selecção a garantir o apuramento para os 1/8 Final da competição.
Paul Robinson, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckam, Frank Lampard, Michael Owen (58m - Wayne Rooney), Joe Cole (75m - Stewart Downing), Jamie Carragher (58m - Aaron Lennon) e Peter Crouch
Shaka Hislop, Brent Sancho, Dennis Lawrence, Christopher Birchall, Cyd Gray, Aurtis Whitley, Carlos Edwards, Stern John, Kenwine Jones (70m - Glen Cornell), Densill Theobald (85m - Evans Wise) e Dwight Yorke
1-0 - Peter Crouch - 83m
2-0 - Steven Gerrard - 90m
Melhor jogador – David Beckham (Inglaterra)
Amarelos - Frank Lampard (64m); Densill Theobald (18m), Aurtis Whitley (19m), Kenwine Jones (45m), Shaka Hislop (47m) e Cyd Gray (56m)
Árbitro - Toru Kamikawa (Japão)
Nuremberg (17h00)

1-0
Um golo de Ljungberg no penúltimo minuto da partida provocou a eliminação do Paraguai (terceira equipa eliminada no dia de hoje, após a Polónia e a Costa Rica), ao mesmo tempo que deixa a Suécia à beira do apuramento para os 1/8 Final (apenas seria eliminada se, perdendo com a Inglaterra, Trinidad e Tobago vencer o Paraguai, conseguindo anular a sua actual desvantagem a nível de golos).
Andreas Isaksson, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Tobias Linderoth, Niclas Alexandersson, Freddie Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic (46m - Marcus Allback), Kenrik Larsson, Kim Kallstrom (86m - Johan Elmander) e Christian Wilhelmsson (68m - Mattias Jonson)
Aldo Bobadilla, Jorge Nuñez, Carlos Gamarra, Julio Cesar Caceres, Carlos Bonet (81m - Edgar Barreto), Roque Santa Cruz (63m - Dante Lopez), Roberto Acuña, Carlos Paredes, Cristian Riveros (62m - Julio dos Santos), Nelson Valdez e Denis Caniza
1-0 - Freddie Ljungberg - 89m
Melhor jogador – Freddie Ljungberg (Suécia)
Amarelos - Tobias Linderoth (14m), Teddy Lucic (48m) e Marcus Allback (60m); Denis Caniza (3m), Roberto Acuña (51m), Jorge Nuñez (54m), Carlos Paredes (74m) e Edgar Barreto (85m)
Árbitro - Lubos Michel (Eslováquia)
Berlin (20h00)
16.06.2006
Grupos C/D - 2ª Jornada

6-0
Na sequência de uma autêntica "avalanche" de futebol da Argentina, uma absolutamente inesperada goleada frente à Sérvia e Montenegro, que, sublinhe-se, fora "apenas" a selecção menos batida de todo o mundo na fase de qualificação para o Mundial (1 único golo sofrido!).
Hoje, tudo correu bem aos argentinos, perante uns desorientados sérvios e montenegrinos que se revelaram impotentes para travar a escalada de futebol do adversário, acabando por, definitivamente, "baixar os braços", após a expulsão de Kezman, consentindo mais 3 golos nos últimos 12 minutos, a somar aos três que haviam "encaixado" já na primeira parte da partida.
Não só pelo resultado deste encontro, a Argentina confirma-se como uma das equipas mais sólidas da competição e uma das principais candidatas à conquista do ceptro mundial... que, não obstante, está ainda "longe".
Roberto Abbondanzieri, Roberto Ayala, Juan Sorin, Lucho Gonzalez (17m - Esteban Cambiasso), Gabriel Heinze, Javier Mascherano, Hernan Crespo, Juan Riquelme, Javier Saviola (59m - Carlos Tevez), Maxi Rodriguez (75m - Lionel Messi) e Nicolas Burdisso
Dragoslav Jevric, Albert Nadj (46m - Ivan Ergic), Igor Duljaj, Goran Gavrancic, Mateja Kezman, Dejan Stankovic, Predrag Djordjevic, Milan Dudic, Savo Milosevic (70m - Zvonimir Vukic), Mladen Krstajic e Ognjen Koroman (50m - Danijel Ljuboja)
1-0 - Maxi Rodriguez - 6m
2-0 - Esteban Cambiasso - 31m
3-0 - Maxi Rodriguez - 41m
4-0 - Hernan Crespo - 78m
5-0 - Carlos Tevez - 84m
6-0 - Lionel Messi - 88m
Melhor jogador – Juan Riquelme (Argentina)
Amarelos - Hernan Crespo (36m); Ogjjen Koroman (7m), Albert Nadj (27m), Mladen Krstajic (42m)
Vermelho - Mateja Kezman (65m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Gelsenkirchen (14h00)

2-1
Após as vitórias da Argentina e Holanda, são já 5 os países apurados para os 1/8 Final, com estas duas selecções a juntarem-se a Equador, Alemanha e Inglaterra.
No "reverso da medalha", há já 5 equipas eliminadas: para além de Polónia, Costa Rica e Paraguai, hoje foi a vez de Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro, selecções que infirmaram a expectativa que poderia haver quanto à possibilidade de chegarem longe na competição.
E, se a Costa do Marfim, com duas derrotas tangenciais, ante as poderosas equipas da Argentina e Holanda (ambas por 1-2) não deslustra, já a participação da Sérvia e Montenegro acaba por se saldar numa inesperada "hecatombe".
Edwin van der Sar, John Heitinga (46m - Khalid Boulahrouz), Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst, Ruud van Nistelroy (73m - Denny Landzaat), Phillip Cocu, Wesley Sneijder (50m - Rafael van der Vaart), Arjen Robben, Andre Ooijer, Robin van Persie e Mark van Bommel
Jean-Jacques Tizié, Arouna Koné (73m - Kanga Akale), Arthur Boka, Kolo Touré, Didier Zokora, Romaric (62m - Gilles Yapi Yapo), Didier Drogba, Abdoulave Meite, Bakary Koné (62m - Aruna Dindane), Yava Touré e Emmanuel Eboué
1-0 - Robie van Persie - 23m
2-0 - Ruud van Nistelroy - 27m
2-1 - Bakari Koné - 38m
Melhor jogador – Arjen Robben (Holanda)
Amarelos - Arjen Robben (34m), Joris Mathijsen (35m), Mark van Bommel (58m) e Denny Landzaat (90m); Didier Zokora (25m), Didier Drogba (41m) e Arthur Boka (66m)
Árbitro - Oscar Ruiz (Colômbia)
Stuttgart (17h00)

0-0
As selecções africanas não têm tido na presente competição um desempenho ao nível do esperado, já com 5 derrotas, apenas a Tunísia tendo alcançado um empate. Hoje, a equipa de Angola começou a construir um pouco de história, forçando um empate com uma selecção com bastantes mais "pergaminhos", como a do México.
E, se a equipa angolana voltara a entrar na partida denotando algum receio do poderio do adversário, evidenciou, no decurso da segunda parte, algumas fases em que "perdeu o respeito" e poderia ter sido até mais consequente nas suas jogadas ofensivas.
O empate final - com uma importante participação do guarda-redes João Ricardo, considerado o melhor jogador em campo - deixa tudo em aberto para os jogos em falta no Grupo de Portugal, com as quatro selecções ainda na disputa dos dois lugares de qualificação; as equipas a apurar neste Grupo sabem já que - de alguma forma, como esperado - terão se enfrentar, nos 1/8 Final, a Argentina ou a Holanda.
Oswaldo Sanchez, Carlos Salcido, Rafael Marquez, Ricardo Osorio, Gerardo Torrado, Pavel Pardo, Gonzalo Pineda (78m - Ramon Morales), Mario Mendez, Guillermo Franco (74m - Jose Fonseca), Omar Bravo e Zinha (52m - Jesus Arellano)
João Ricardo, Jamba, Kali, Zé Kalanga (83m - Miloy), André, Mateus (68m - Mantorras), Akwá, Mendonça, Figueiredo (73m - Rui Marques), Loco e Delgado
Melhor jogador – João Ricardo (Angola)
Amarelos - Gonzalo Pineda (59m); Delgado (13m), André (44m), Zé Kalanga (50m) e João Ricardo (86m)
Vermelho - André (79m)
Árbitro - Shamsul Maidin (Singapura)
Hannover (20h00)
17.06.2006
Portugal - Irão - "Antes do jogo"
Não obstante a presente edição do Campeonato do Mundo de Futebol se encontrar ainda numa fase preliminar, algumas equipas começaram já a "colocar as cartas na mesa", apresentando as suas "credenciais" como candidatas à conquista do troféu máximo do futebol mundial, em particular, nos casos da Argentina, Espanha, mas também Inglaterra e Alemanha (selecções que, à 2ª jornada, garantiram já o apuramento para os 1/8 Final).
Numa prova ainda relativamente longa como esta, as vitórias mais "impressivas" da Argentina e Espanha podem não significar necessariamente que os respectivos desempenhos em fases mais adiantadas da competição tenham a mesma sequência; é importante não "perder o gás", mantendo uma constância no desempenho e resultados.
Portugal tem hoje uma oportunidade que não pode desperdiçar; a, de vencendo, garantir também, desde já, o apuramento... não deixando arrastar a decisão para um último jogo, de desfecho imprevisível.
A equipa do Irão, que conhecemos mal, será sem dúvida aguerrida, mas a realidade não pode ser escamoteada: Portugal é claramente favorito, deve assumir esse papel e - se pretende de facto deixar a marca da sua presença neste Mundial - vencer categoricamente, de preferência com uma boa exibição.
Portugal terá, necessariamente, de jogar mais e melhor que na estreia, frente a Angola. Mas tal está perfeitamente ao alcance da nossa equipa.
Grupos D/E - 2ª Jornada

2-0
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche (67m - Petit), Figo (88m - Simão Sabrosa), Deco (80m - Tiago), Cristiano Ronaldo e Pauleta
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Yahya Golmohamaddi (88m - Sohrab Bakhtiarizadeh), Rahman Rezaei, Javad Nekounam, Ali Karimi (65m - Ferydoon Zandi), Vahid Hashemian, Hossein Kaabi, Andranik Teymourian, Mohammad Nosrati e Mehrzad Madanchi (66m - Rasoul Khatibi)
Com uma atitude determinada, Portugal teve uma forte entrada na partida, traduzida por um impressionante rácio de 70 % / 30 % em termos de posse de bola, por volta dos 20 minutos.
Não obstante, o Irão surpreendeu, não só pelo porte físico dos seus jogadores, mas também pelo bom "toque de bola" e pela forma como encarou o "jogo pelo jogo", não se remetendo à defesa, proporcionando espaços à equipa portuguesa.
E, com Portugal a assumir, logo de início, a condução de uma partida, de que praticamente manteve sempre o controlo - não dispondo contudo de muitas oportunidades de golo, pese embora o ataque continuado e persistente -, os iranianos dariam um sinal de "pré-aviso" aos 30 minutos, rematando ao poste, num lance entretanto anulado pelo árbitro, por posição de "fora-de-jogo".
Com dificuldade em manter o ritmo elevado com que entrara no encontro, e já no decorrer da segunda parte, as coisas pareciam poder vir a complicar-se, à medida que o Irão ia dando sinais de que o empate a zero lhe poderia servir e começava a bloquear os caminhos para a sua área.
Até que, numa boa jogada, Figo se escapou pelo flanco esquerdo, Nuno Valente "arrastou" consigo um defesa iraniano, abrindo espaço para a entrada de trás de Deco, na zona frontal, ainda longe da baliza; a espontaneidade do remate não deu possibilidade de defesa ao guarda-redes. Portugal chegava ao golo, cumprindo a tarefa mais difícil, a de quebrar a resistência psicológica iraniana.
Logo aí se anteviu que a vitória e o apuramento estavam alcançados, não obstante a pronta resposta iraniana, com um jogador a surgir isolado frente ao guarda-redes português, com o remate a sair ao lado. Aos 77 minutos, Ricardo seria ainda obrigado a "dizer presente", defendendo com autoridade um perigoso remate de cabeça.
Na jogada imediata, surgiu a grande penalidade, a castigar um derrube de Figo, à entrada da área iraniana. Cristiano Ronaldo, que denotara sintomas de alguma ansiedade, na busca do golo, nem sempre com o discernimento necessário, "respirou fundo" e, convertendo irrepreensivelmente o castigo máximo, conseguia o 2-0, que dava tranquilidade absoluta à equipa portuguesa.

Uma palavra sobre o árbitro, que pareceu em má consição física, acompanhando os lances à distância, nem sempre ajuizando da melhor forma, denotando alguma dualidade de critérios, em particular na forma condescentente que adoptou relativamente a jogadas faltosas, a que os jogadores do Irão recorreram com alguma insistência.
Numa boa partida, em particular no que respeita à atitude positiva com que encarou o jogo, com Deco a assumir o seu papel de "maestro" (distinguido como melhor jogador em campo), a selecção portuguesa, embora algo em "esforço", cumpre os "serviços mínimos", atingindo o seu primeiro objectivo, garantindo desde já o apuramento para os 1/8 Final da prova, começando a "reconstruir" a história, 40 anos depois. E, se Portugal é o sexto país a conseguir o apuramento... por seu lado, a equipa do Irão é a sexta já eliminada nesta Fase Final do Mundial.
Resistindo e contornando a pressão de "não poder falhar" neste grupo teoricamente acessível, espera-se que a equipa portuguesa se liberte nos próximos jogos, espalhando o "perfume" do seu futebol, frente a adversários bem mais conceituados: no imediato, o México, numa partida sem pressão (Scolari deveria, em meu entender, dar oportunidade aos "suplentes" da selecção); e, depois, "a sério", contra Argentina ou Holanda (duas das melhores selecções mundiais).
1-0 - Deco - 63m
2-0 - Cristiano Ronaldo - 80m (g.p.)
Melhor jogador – Deco (Portugal)
Amarelos - Pauleta (45m), Deco (48m) e Costinha (61m); Javad Nekounam (20m), Mehrzad Madanchi (32m), Hossein Kaabi (73m) e Yahya Golmohammadi (88m)
Árbitro - Eric Poulat (França)
Frankfurt (14h00)

0-2
Petr Cech, Zdenek Grygera, Marek Jankulovski, Jaroslav Plasil (68m - Libor Sionko), Tomas Rosicky, Pavel Nedved, Vratislav Lokvenc, Karel Poborsky (56m - Jiri Stajner), Tomas Galasek (46m - Jan Polak), Tomas Ujfalusi e David Rozehnal
Richard Kingson, John Mensah, Illiasu Shilla, Michael Essien, Otto Addo (46m - Derek Boateng), Stephen Appiah, Sulley Muntari, Habib Mohamed, John Pantsil, Matthew Amoah (80m - Eric Addo) e Asamoah Gyan (85m - Razak Pimpong)
Ao oitavo jogo, a primeira vitória de uma selecção africana pode vir "baralhar" bastante as contas do grupo e, eventualmente, provocar a surpresa da eliminação de uma das mais poderosas selecções da Europa, a da R. Checa (semi-finalista do EURO 2004), precisamente uma das que mais tinha "chamado a atenção" na jornada inaugural da competição, com a sua categórica vitória de 3-0 ante os EUA.
0-1 - Asamoah Gyan - 2m
0-2 - Sulley Muntari - 82m
Melhor jogador – Michael Essien (Ghana)
Amarelos - Vratislav Lokvenc (49m); Otto Addo (18m), Michael Essien (37m), Asamoah Gyan (66m), Derek Boateng (75m), Sulley Muntari (84m) e Habib Mohamed (90m)
Vermelho - Tomas Ujfalusi (65m)
Árbitro - Horacio Elizondo (Argentina)
Koln (17h00)

1-1
No termo de um jogo "esquisito", com um auto-golo e 3 expulsões (primeiro, a Itália a ficar, desde muito cedo, em inferioridade numérica e, depois, no final da 1ª parte e, de imediato, no recomeço, dois jogadores estado-unidenses a serem expulsos), o empate será porventura o resultado mais ajustado, que leva a decisão do grupo para uma empolgante 3ª jornada, com todas as equipas ainda com hipóteses, em dois jogos que serão como que duas "finais" (Itália - R. Checa e Ghana - EUA).
Gianluigi Buffon, Cristian Zaccardo (54m - Alessandro del Piero), Daniele de Rossi, Fabio Cannavaro, Luca Toni (61m - Vincenzo Iaquinta), Francesco Totti (35m - Gennaro Gattuso), Alberto Gilardino, Alessandro Nesta, Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta e Andrea Pirlo
Casey Keller, Carlos Bocanegra, Pablo Mastroeni, Steve Cherundolo, Clint Dempsey (62m - Marcus Beasley), Claudio Reyna, Bobby Convey (52m - Jimmy Conrad), Brian Mc Bride, Landon Donovan, Oguchi Oniyewu e Eddie Pope
1-0 - Alberto Gilardino - 22m
1-1 - Cristian Zaccardo (p.b.) - 27m
Melhor jogador – Kasey Keller (EUA)
Amarelos - Francesco Totti (5m) e Gianluca Zambrotta (70m); Eddie Pope (21m)
Vermelhos - Daniele de Rossi (28m); Pablo Mastroeni (45m) e Eddie Pope (47m)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Kaiserslautern (20h00)
18.06.2006
Grupos F/G - 2ª Jornada

0-0
Yoshikatsu Kawaguchi, Tsuneyasu Miyamoto, Hidetoshi Nakata, Mitsuo Ogasawara, Naohiro Takahara (85m - Masashi Oguro), Shunsuke Nakamura, Atsushi Yanagisawa (61m - Keiji Tamada), Alessandro Santos, Takashi Fukunishi (46m - Junichi Inamoto), Akira Kaji e Yuji Nakazawa
Stipe Pletikosa, Darijo Srna (87m - Ivan Bosnjak), Josip Simunic, Robert Kovac, Igor Tudor (70m - Ivica Olic), Dario Simic, Marko Babic, Dado Prso, Niko Kovac, Ivan Klasnic e Niko Kranjcar (78m - Luka Modric)
Melhor jogador – Hidetoshi Nakata (Japão)
Amarelos -Tsuneyasu Miyamoto (21m), Yoshikatsu Kawaguchi (42m) e Alessandro Santos (72m); Robert Kovac (32m) e Darijo Srna (69m)
Árbitro - Frank de Bleeckere (Bélgica)
Nurenberg (14h00)

2-0
Dida, Cafu, Lúcio, Juan, Emerson (72m - Gilberto Silva), Roberto Carlos, Adriano (88m - Fred), Kaká, Ronaldo (72m - Robinho), Ronaldinho e Zé Roberto
Mark Schwarzer, Lucas Neill, Craig Moore (69m - John Aloisi), Tim Cahill (56m - Harry Kewell), Jason Culina, Tony Popovic (41m - Marco Bresciano), Brett Emerton, Mark Viduka, Vince Grella, Scott Chipperfield e Mile Sterjovski
Num jogo mais difícil do que porventura seria esperado pelos brasileiros, apenas alcançando o golo da "tranquilidade" no último minuto, após uma fase de alguma pressão da Austrália em busca do empate, o Brasil é o 7º país a garantir o apuramento para os 1/8 Final do Campeonato do Mundo de Futebol.
1-0 - Adriano - 49m
2-0 - Fred - 90m
Melhor jogador – Zé Roberto (Brasil)
Amarelos - Cafu (29m), Ronaldo (31m) e Robinho (83m); Brett Emerton (13m), Jason Culina (39m)
Árbitro - Markus Merk (Alemanha)
Munich (17h00)

1-1
Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (88m - Vikash Dhorasoo), Thierry Henry, Lilian Thuram, Willy Sagnol, Zinedine Zidane (90m - David Trezeguet) e Sylvain Wiltord (60m - Frank Ribery)
Woon Jae Lee, Young Chul Kim, Dong Jin Kim, Jin Cheul Choi, Nam Il Kim, Ji Sung Park, Chun Soo Lee (72m - Jung Hwan Ahn), Eul Yong Lee (46m - Ki Hyeon Seol), Young Pyo Lee, Ho Lee (69m - Sang Sik Kim) e Jae Jin Cho
1-0 - Thierry Henry - 9m
1-1 - Ji Sung Park - 81m
Melhor jogador – Ji Sung Park (Coreia do Sul)
Amarelos - Eric Abidal (79m) e Zinedine Zidane (85m); Ho Lee (11m) e Dong Jin Kim (29m)
Árbitro - Benito Archundia (México)
Leipzig (20h00)
19.06.2006
Grupos G/H - 2ª Jornada

0-2
Kossi Agassa, Dare Nibombe, Emmanuel Adebayor, Massamasso Tchangai, Kuami Agboh (25m - Moustapha Salifou), Thomas Dossevi (69m - Yao Junior Senaya), Cherif Touré Mamam (87m - Robert Malm), Richmond Forson, Alaixys Romao, Kader Mohamed e Assimiou Touré
Pascal Zuberbuehler, Ludovic Magnin, Philippe Senderos, Johann Vogel, Ricardo Cabanas (77m - Marco Streller), Raphael Wicky, Alexander Frei (87m - Mauro Lustrinelli), Daniel Gygax (46m - Hakan Yakin), Tranquillo Barnetta, Patrick Mueller e Philipp Degen
Não obstante os jogadores togoleses não terem cumprido a velada promessa de "greve", a derrota do Togo tem como consequência que a sua selecção seja a 7ª eliminada neste Mundial.
0-1 - Alexander Frei - 16m
0-2 - Tranquillo Barnetta - 88m
Melhor jogador – Alexander Frei (Suíça)
Amarelos - Moustapha Salifou (45m), Emmanuel Adebayor (47m) e Alaixys Romao (53m); Johann Vogel (90m)
Árbitro - Carlos Amarilla (Paraguai)
Dortmund (14h00)

0-4
Mabrouk Zaid, Ahmed Dokhi (55m - Abdulaziz Khathran), Redha Tukar, Hamad Al Montashari, Omar Al Ghamdi, Mohammed Ameen (55m - Malek Al Hawsawi), Mohammed Noor (77m - Sami Al Jaber), Hussein Sulimani, Saud Kariri, Khaled Aziz e Yasser Al Kahtani
Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmacghnyi, Anatoliy Tymoschuk, Andriy Rusol, Andriy Shevchenko (86m - Artem Milevskiy), Oleg Shelayev, Oleg Gusev, Andriy Voronin (79m - Andriy Gusin), Serhiy Rebrov (71m - Ruslan Rotan), Maksym Kalinichenko e Vyacheslav Sviderskyi
A Ucrânia "desforrou-se" dos 0-4 sofridos na primeira jornada (frente à Espanha) com uma vitória… por 4-0 sobre a Arábia Saudita.
0-1 - Andriy Rusol - 4m
0-2 - Serhiy Rebrov - 36m
0-3 - Andriy Shevchenko - 46m
0-4 - Maksym Kalinichenko - 84m
Melhor jogador – Maksym Kalinichenko (Ucrânia)
Amarelos - Ahmed Dokhi (41m), Omar Al Ghamdi (57m) e Saud Kariri (73m); Andriy Nesmachnyi (22m), Maksym Kalinichenko (77m) e Vyacheslav Sviderskyi (89m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Hamburg (17h00)

3-1
Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Xavi, Fernando Torres, Luis Garcia (46m - Raul), Xabi Alonso, Sergio Ramos, Marcos Senna (46m - Cesc Fabregas), David Villa (57m - Joaquin) e Pablo
Ali Boumnijel, Karim Haggui, Zied Jaziri, Hatem Trabelsi, Mehdi Nafti, Jaouhar Mnari, Riadh Bouazizi (57m - Kaies Ghodhbane), Adel Chedli (80m - Haykel Guemamdia), Radhi Jaidi, Anis Ayari (57m - Alaeddine Yahia) e Hamed Namouchi
Depois de praticamente ter entrado a ganhar na folgada vitória de 4-0 sobre a Ucrânia, a Espanha "entrou a perder" no encontro de hoje frente à Tunísia, tendo de sofrer bastante para conseguir dar a volta ao resultado, com três golos nos últimos 20 minutos, garantindo também o apuramento para os 1/8 Final, com Fernando Torres a isolar-se como melhor marcador até ao momento, já com 3 golos em 2 jogos.
0-1 - Jaouhar Mnari - 8m
1-1 - Raul - 71m
2-1 - Fernando Torres - 76m
3-1 - Fernando Torres - 90m (g.p.)
Melhor jogador – Xabi Alonso (Espanha)
Amarelos - Carlos Puyol (30m) e Cesc Fabregas (89m); Anis Ayari (32m), Hatem Trabelsi (40m), Radhi Jaidi (70m), Haykel Guemamdia (81m), Zied Jaziri (85m) e Jaouhar Mnari (90m)
Árbitro - Carlos Simon (Brasil)
Stuttgart (20h00)
No termo da segunda jornada da prova, 15 equipas definiram já o seu futuro próximo (não obstante estar ainda em disputa a atribuição do 1º lugar em todos os 8 Grupos):
- 8 selecções já apuradas - Equador, Alemanha, Inglaterra, Argentina, Holanda, Portugal, Brasil e Espanha
- 7 selecções já eliminadas - Polónia, Costa Rica, Paraguai, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro, Irão e Togo
Disputarão portanto a qualificação, na derradeira jornada, 17 dos 32 países:
- Grupo B - Suécia (a quem bastará um empate) e Trinidad e Tobago
- Grupo D - México (também apurado se empatar) e Angola (apenas com hipóteses caso Portugal derrote o México, necessitando os angolanos de vencer e anular uma desvantagem relativa de 3 golos)
- Grupo E - Itália, R. Checa, Ghana e EUA (quem ganhar será apurado, com algumas restrições no caso dos EUA; a Itália ou R. Checa podem ser eliminadas se o Ghana vencer; em alternativa, poderão apurar-se ambas se, empatando, houver também um empate na partida do Ghana com os EUA)
- Grupo F - Austrália, Croácia e Japão (à Austrália bastará o empate frente à Croácia... desde que o Japão não vença o Brasil por mais de 1 golo de diferença; a Croácia será apurada se vencer, com a mesma restrição relativamente ao jogo entre Japão e Brasil)
- Grupo G - Suíça, Coreia do Sul e França (os franceses serão apurados se vencerem e desde que não haja empate no Suíça - Coreia do Sul, caso em que a França teria de vencer o Togo por 2 golos de diferença... condição necessária para afastar a Coreia do Sul)
- Grupo H - Ucrânia, Tunísia e Arábia Saudita (Ucrânia ou Tunísia serão apuradas se vencerem o jogo que as oporá; bastando à Ucrânia o empate... desde que a Arábia Saudita não vença a Espanha por, pelo menos, 3 golos de vantagem).
20.06.2006
Grupo A - 3ª Jornada

0-3
Cristian Mora, Jorge Guagua, Ulises de la Cruz, Edison Mendez, Felix Borja (46m - Cristian Benitez), Ivan Kaviedes, Paul Ambrosi, Marlon Ayovi (68m - Patricio Urrutia), Luis Valencia (63m - Christian Lara), Giovanny Espinoza e Edwin Tenorio
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Robert Huth, Bastian Schweinsteiger, Torsten Frings (66m - Tim Borowski), Miroslav Klose (66m - Oliver Neuville), Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bernd Schneider (73m - Gerald Asamoah) e Lukas Podolski
A Alemanha, impondo-se categoricamente ao Equador, conquistou a primeira posição no Grupo, defrontando portanto, nos 1/8 Final, o 2º classificado do Grupo B, a apurar esta noite.
Miroslav Klose, com mais 2 golos, isolou-se no comando da lista dos melhores marcadores, somando já um total de 4 golos marcados.
0-1 - Miroslav Klose - 4m
0-2 - Miroslav Klose - 44m
0-3 - Lukas Podolski - 57m
Melhor jogador – Michael Ballack (Alemanha)
Amarelos - Luis Valencia (52m); Tim Borowski (75m)
Árbitro - Valentin Ivanov (Rússia)
Berlin (15h00)

1-2
Jose Porras, Jervis Drummond (70m - Harold Wallace), Luis Marin, Michael Umana, Cristian Bolanos (78m - Alvaro Saborio), Mauricio Solis, Paulo Wanchope, Walter Centeno, Ronald Gomez (82m - Carlos Hernandez), Leonardo Gonzalez e Gabriel Badilla
Artur Boruc, Marcin Baszczynski, Jacek Bak, Jacek Krzynowek, Maciej Zurawski (46m - Pawel Brozek), Miroslav Szymkowiak, Michal Zewlakow, Ebi Smolarek (85m - Grzegorz Rasiak), Arkadiusz Radomski (64m - Mariusz Lewandowski), Bartosz Bosacki e Ireneusz Jelen
1-0 - Ronald Gomez - 25m
1-1 - Bartosz Bosacki - 33m
1-2 - Bartosz Bosacki - 66m
Melhor jogador – Bartosz Bosacki (Polónia)
Amarelos - Michael Umana (17m), Luis Marin (45m), Ronald Gomez (45m), Gabriel Badilla (56m) e Leonardo Gonzalez (76m); Arkadiusz Radomski (18m), Jacek Bak (24m), Michal Zewlakow (29m), Marcin Baszczynski (60m) e Artur Boruc (90m)
Árbitro - Shamsul Maidin (Singapura)
Hannover (15h00)
Grupo B - 3ª Jornada

2-2
Andreas Isaksson, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Tobias Linderoth (90m - Daniel Andersson), Niclas Alexandersson, Fredrik Ljungberg, Kenrik Larsson, Kim Kallstrom, Mattias Jonson (54m - Christian Wilhelmsson) e Marcus Allback (75m - Johan Elmander)
Paul Robinson, Ashley Cole, Rio Ferdinand (56m - Sol Campbell), John Terry, David Beckam, Frank Lampard, Wayne Rooney (69m - Steven Gerrard), Joe Cole, Jamie Carragher, Owen Hargreaves e Michael Owen (4m - Peter Crouch)
Não obstante ter consentido o empate no último minuto, numa boa partida de futebol, o resultado acaba por ser lisonjeiro para a selecção inglesa, dado o desempenho da equipa da Suécia.
Garantindo o 1º lugar no Grupo, a Inglaterra enfrentará nos 1/8 Final o Equador; por seu lado, a Suécia terá de bater-se com a Alemanha.
A título de curiosidade, o sueco Marcus Allback entrou na história dos Mundiais de Futebol, ao marcar o golo nº 2000 em Fases Finais da prova. O francês Laurent foi o autor do primeiro golo da história dos Campeonatos do Mundo; outros golos "especiais" foram marcados nomeadamente por Schiavio (nº 100, em 1934), Gerd Muller (nº 800, em 1970), Yazalde (nº 900, em 1974), Resenbrink (nº 1000, em 1978), Baltacha (nº 1100, em 1982), Jean-Pierre Papin (nº 1200, em 1986), Gary Lineker (nº 1300, também em 1986), Ekstrom (nº 1400, em 1990), Claudio Cannigia (nº 1500, em 1994), Issa (nº 1600, em 1998), Komljenovic (nº 1700, também em 1998), Beto (nº 1800, em 2002, contra os EUA) e Christian Vieir (nº 1900, igualmente em 2002).
0-1 - Joe Cole - 34m
1-1 - Marcus Allback - 51m
1-2 - Steven Gerrard - 85m
2-2 - Henrik Larsson - 90m
Melhor jogador – Joe Cole (Inglaterra)
Amarelos - Niclas Alexandersson (83m) e Fredrik Ljungberg (87m); Owen Hargreaves (76m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Koln (20h00)

2-0
Aldo Bobadilla, Jorge Nuñez, Carlos Gamarra, Julio Cesar Caceres (77m - Julio Manzur), Edgar Barreto, Roque Santa Cruz, Alberto Acuña, Carlos Paredes, Nelson Valdez (66m - Nelson Cuevas), Julio dos Santos e Deniz Caniza (89m - Paulo da Silva)
Kelvin Jack, Avery John (31m - Kenwyne Jones), Brent Sancho, Dennis Lawrence, Christopher Birchall, Aurtis Whitley (67m - Russell Latapy), Carlos Edwards, Cornell Glen (41m - Evans Wise), Stern John, Densill Theobald e Dwight Yorke
1-0 - Brent Sancho (p.b.) - 25m
2-0 - Nelson Cuevas - 86m
Melhor jogador – Julio dos Santos (Paraguai)
Amarelos - Carlos Paredes (30m) e Julio dos Santos (54m); Brent Sancho (45m) e Aurtis Whitley (48m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Kaiserslautern (20h00)
21.06.2006
Portugal - México - "Antes do jogo"
O seleccionador nacional, Luís Felipe Scolari, anunciou já que os (5) jogadores portugueses punidos com cartões amarelos não iniciarão o jogo (Nuno Valente, Costinha, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta), sendo de prever que venham a ser substituídos por Paulo Ferreira, Petit, Tiago, Simão Sabrosa e Nuno Gomes.
Já aqui o tinha escrito e reafirmo: em minha opinião, a selecção portuguesa só teria a ganhar se, no jogo de hoje, substituísse ainda mais jogadores (se possível, até os 11!).
Humberto Coelho fê-lo no EURO 2000, no terceiro jogo da fase grupos, jogando com a Alemanha com os "reservistas", obtendo um resultado "esmagador" de 3-0, então com 3 golos de Sérgio Conceição.
Porque acho que Portugal deveria mudar por completo a equipa:
- porque o Mundial compreende (para quem chegar até ao fim...) 7 jogos em apenas 1 mês; que se transformam em 6 jogos nas últimas 3 semanas... e, neste momento, em 5 jogos em apenas 19 dias; é portanto fundamental fazer a "gestão de esforço" e, na medida do possível, preservar ao máximo a condição física dos elementos preponderantes da equipa;
- porque, obviamente, não faz sentido arriscar a que jogadores já com um cartão amarelo possam vir a ser suspensos para o jogo dos 1/8 Final;
- porque subsiste sempre o risco de lesões;
- porque se dará ritmo de jogo, e, sobretudo, confiança, aos jogadores menos utilizados - que, se integram o lote dos seleccionados, é porque têm valor para tal! -, assim reforçando também o espírito de grupo;
- porque esses jogadores terão a motivação extra de pretender "mostrar serviço", afirmando-se como opções válidas para a titularidade na fase decisiva da competição;
- finalmente, porque o jogo com o México não é a partida essencial desta prova; nada nos garante que - mesmo na hipótese de perdermos o 1º lugar (o que, aliás, poderia acontecer mesmo se jogassem todos os habituais titulares...) - o adversário dos 1/8 Finais seja mais acessível; Argentina e Holanda apenas jogam às 20 horas, podendo, nomeadamente os argentinos "escolher" o adversário.
Aliás, não me parece de todo líquido que uma destas duas equipas possa ser considerado um opositor "preferencial"; nesta fase da competição, não valerá muito a pena pretender estar a fazer "escolhas"; Portugal tem de estar preparado para defrontar qualquer oponente. Por outro lado, numa perspectiva de evolução da prova, caso a selecção portuguesa vença o Grupo, teoricamente terá fortes probabilidades de - caso atinja essas fases mais avançadas - encontrar a Inglaterra nos 1/4 Final... e o Brasil nas 1/2 Finais.
Em conclusão, e em minha opinião, o jogo de hoje nada terá de decisivo e o risco de jogar com os habituais "suplentes" é mínimo.
Tem a palavra Scolari...
Grupo D - 3ª Jornada

2-1
Ricardo, Miguel (61m - Paulo Ferreira), Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Marco Caneira, Petit, Maniche, Figo (80m - Luís Boa Morte), Tiago, Simão Sabrosa e Hélder Postiga (69m - Nuno Gomes)
Oswaldo Sanchez, Carlos Salcido, Rafael Marquez, Ricardo Osorio, Pavel Pardo, Gonzalo Piñeda (69m - Jose Antonio Castro), Mario Mendez (80m - Guillermo Franco), Jose Fonseca, Omar Bravo, Francisco Rodriguez (46m - Zinha) e Luis Perez
A selecção de Portugal iniciou a partida apenas com as alterações "ditadas" pelos cartões amarelos, com as "meias-surpresas" de ser Marco Caneira a substituir Nuno Valente, enquanto Hélder Postiga ocupou o lugar habitual de Pauleta. Petit, Tiago e Simão Sabrosa voltaram a jogar, substituindo os "titulares" Costinha, Deco e Cristiano Ronaldo.
O México parecia entrar determinado, "em força", quando, logo aos 6 minutos, praticamente na primeira jogada de ataque, Portugal chegou ao golo, por intermédio de Maniche, a cruzamento de Simão Sabrosa.

Os mexicanos continuaram na busca do golo… mas seria a equipa portuguesa a conseguir marcar novamente, por Simão Sabrosa, na conversão de uma grande penalidade.
E, quando a equipa mexicana parecia começar a acusar um certo "desnorte", marcaria o seu golo.
A partir daí, Portugal perdeu a concentração e o México foi mais perigoso.
Num jogo com duas partes distintas, com Portugal a jogar "q.b." na segunda metade, o México beneficiaria de uma grande penalidade (que Omar Bravo falhou); o mesmo Bravo desperdiçaria outra oportunidade… e, em paralelo, a equipa mexicana via-se reduzida a 10 unidades, assistindo-se então a uma fase de alguma desconcentração da selecção portuguesa.
Com o empate do Irão frente a Angola, entrou-se numa toada de expectativa, com ambas as equipas à espera do fim do jogo. Portugal garantia a vitória, num jogo em que o México talvez merecesse o empate.
Portugal viu o árbitro perdoar a expulsão a Miguel (no lance que originou a grande penalidade), mas Luís Boa Morte e Nuno Gomes (sem grandes prestações, à semelhança de Hélder Postiga) seriam penalizados com o cartão amarelo (tal como Maniche).
Sem fazer jogos brilhantes, Portugal vence o grupo, fazendo o "pleno", com 3 vitórias, defrontando nos 1/8 Final o 2º classificado do Grupo C, a apurar hoje à noite. O México terá de defrontar o vencedor desse Grupo.
O Campeonato do Mundo "começa" agora…
1-0 - Maniche - 6m
2-0 - Simão Sabrosa - 24m (g.p.)
2-1 - Jose Fonseca - 29m
Melhor jogador – Jose Fonseca (México)
Amarelos - Miguel (26m), Maniche (69m), Luís Boa Morte (88m) e Nuno Gomes (90m); Francisco Rodriguez (22m), Luis Perez (27m), Rafael Marquez (65m) e Zinha (87m)
Vermelho - Luis Perez (61m)
Árbitro - Lubos Michel (Eslováquia)
Gelsenkirchen (15h00)

1-1
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Sohrab Bakhtiarizadeh, Rahman Rezaei, Ferydoon Zandi, Vahid Hashemian (39m - Rasoul Khatibi), Ali Daei, Hossein Kaabi (67m - Arash Borhani), Andranik Teymourian, Mohammad Nosrati (13m - Masoud Shojaei) e Mehrzad Madanchi
João Ricardo, Jamba, Kali, Miloy, Figueiredo (73m - Rui Marques), Akwá (51m - Flávio), Mateus (23m - Love), Mendonça, Zé Kalanga, Loco e Delgado
Angola chegou a fazer a festa de marcar e de estar numa posição de vitória na partida, mas a possibilidade do apuramento pareceu sempre uma "miragem" distante, que terminou quando o Irão empatou.
Fica ainda assim um balanço positivo, na estreia, com 2 empates e o 3º lugar no Grupo.
0-1- Flávio - 60m
1-1 - Sohrab Bakhtiarizadeh - 75m
Melhor jogador – Zé Kalanga (Angola)
Amarelos - Mehrzad Madanchi (37m), Andranik Teymourian (55m) e Ferydoon Zandi (90m); Loco (22m), Mendonça (45m) e Zé Kalanga (67m)
Árbitro - Mark Shield (Austrália)
Leipzig (15h00)
Grupo C - 3ª Jornada

0-0
Edwin van der Sar, Kew Jaliens, Khalid Boulahrouz, Dirk Kuyt, Phillip Cocu, Ruud van Nistelroy (56m - Ryan Babel), Rafael van der Vaart, Andre Ooijer, Tim de Cler, Robin van Persie (67m - Denny Ladzaat) e Wesley Sneijder (86m - Hedwiges Maduro)
Roberto Annondanzieri, Roberto Ayala, Nicolas Burdisso (24m - Fabricio Coloccini), Esteban Cambiasso, Javier Mascherano, Juan Riquelme (80m - Pablo Aimar), Carlos Tevez, Gabriel Milito, Leandro Cufre, Maxi Rodriguez e Lionel Messi (70m - Julio Cruz)
Com o nulo registado nesta partida, a Argentina manteve o 1º lugar do Grupo, defrontando o México nos 1/8 Final. O adversário de Portugal será portanto a Holanda, 2ª classificada, no que constituirá uma "repetição" das 1/2 Finais do EURO 2004.
Melhor jogador – Carlos Tevez (Argentina)
Amarelos - Dirk Kuyt (28m), Andre Ooijer (42m) e Tim de Cler (48m); Esteban Cambiasso (57m) e Javier Mascherano (90m)
Árbitro - Luis Medina Cantalejo (Espanha)
Frankfurt (20h00)

3-2
Boubacar Bary, Arthur Boka, Didier Zoroka, Blaise Kouassi, Kader Keita (73m - Bonaventure Kalou), Arouna Koné, Kanga Akale (60m - Bakary Koné), Aruna Dindane, Cyrille Domoraud, Yava Touré e Emmanuel Eboué
Dragoslav Jevric, Ivan Ergic, Igor Duljaj, Goran Gavrancic, Nilkola Zigic (67m - Savo Milosevic), Dejan Stankovic, Predrag Djordjevic, Nenad Djordjevic, Milan Dudic, Mladen Krstajic (16m - Albert Nadj) e Sasa Ilic
A Sérvia e Montenegro - com uma excelente carreira na fase de apuramento para o Mundial - surge na Fase Final como uma equipa "descontrolada"; depois da goleada sofrida perante a Argentina, e quando a equipa parecia querer reagir e finalizar a prova com uma imagem diferente, acabou por ter um jogador expulso e permitir a reviravolta no marcador à Costa do Marfim (selecção em que se "apostava" num melhor desempenho - que, todavia, não lhe foi possibilitado, por via do poderio de Argentina e Holanda, duas das melhores seleções do Mundo), que assim obtém a sua única vitória na competição.
0-1- Nikola Zigic - 10m
0-2 - Sasa Ilic - 20m
1-2 - Aruna Dindane - 37m (g.p.)
2-2 - Aruna Dindane - 67m
3-2 - Bonaventure Kalou - 86m (g.p.)
Melhor jogador – Aruna Dindane (Costa do Marfim)
Amarelos - Kader Keita (33m), Cyrille Domoraud (41m) e Aruna Dindane (43m); Albert Nadj (17m), Milan Dudic (35m), Igor Duljaj (37m) e Goran Gavrancic (57m)
Vermelhos - Cyrille Domoraud (90m); Albert Nadj (45m)
Árbitro - Marco Rodriguez (México)
Munich (20h00)
22.06.2006
Grupo E - 3ª Jornada

0-2
Petr Cech, Zdenek Grygera, Radoslav Kovac (78m - Marek Keinz), Marek Jankulovski, Karel Poborsky (46m - Jiri Stajner), Tomas Rosicky, Pavel Nedved, Milan Baros (64m - David Jarolim), Jan Polak, Jaroslav Plasil e David Rozehnal
Gianluigi Buffon, Fabio Grosso, Fabio Cannavaro, Gennaro Gattuso, Francesco Totti, Alberto Gilardino (60m - Filippo Inzaghi), Alessandro Nesta (17m - Marco Materazzi), Mauro Camoranesi (74m - Simone Barone), Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta e Andrea Pirlo
Está consumada a maior surpresa deste Mundial até ao momento: a eliminação da R. Checa, talvez a equipa que mais impressionara no EURO 2004… e uma das que mais "dera nas vistas" na 1ª jornada deste Campeonato do Mundo.
A Itália, como vencedora do grupo, defrontará o 2º classificado do Grupo F, possivelmente a Austrália ou Croácia.
0-1 - Marco Materazzi - 26m
0-2 - Filippo Inzaghi - 87m
Melhor jogador – Marco Materazzi (Itália)
Amarelos - Jan Polak (35m); Gennaro Gattuso (31m)
Vermelho - Jan Polak (45m)
Árbitro - Benito Archundia (México)
Hamburg (15h00)

2-1
Richard Kingson, John Mensah, Illiasu Shilla, Michael Essien, Derek Boateng (46m - Otto Addo), Stephen Appiah, Habib Mohamed, Matthew Amoah (59m - Eric Addo), John Pantsil, Razak Pimpong e Haminu Draman (80m - Alex Tachie-Mensah
Kasey Keller, Carlos Bocanegra, Steve Cherundolo (61m - Eddie Johnson), Eddie Lewis (74m - Bobby Convey), Clint Dempsey, Claudio Reyna (40m - Ben Olsen), Jimmy Conrad, Marcus Beasley, Brian Mc Bride, Landon Donovan e Oguchi Onyewu
E eis que surge a "rápida e ágil" selecção do Ghana a "salvar a honra" africana, conseguindo um inédito e histórico apuramento para os 1/8 Final… onde se espera que venha a proporcionar espectáculo, provavelmente contra o Brasil.
1-0 - Haminu Draman - 22m
1-1 - Clint Dempsey - 43m
2-1 - Stephen Appiah - 45m
Melhor jogador – Stephen Appiah (Ghana)
Amarelos - Michael Essien (5m), Illiasu Shilla (32m), John Mensah (81m) e Stephen Appiah (90m); Eddie Lewis (7m)
Árbitro - Markus Merk (Alemanha)
Nuremberg (15h00)
Grupo F - 3ª Jornada

1-4
Yoshikatsu Kawaguchi, Hidetoshi Nakata, Mitsuo Ogasawara (56m - Koji Nakata), Shunsuke Nakamura, Seiichiro Maki (60m - Naohiro Takahara; 66m - Masashi Oguro), Alessandro Santos, Junichi Inamoto, Keisuke Tsuboi, Keiji Tamada, Akira Kaji e Yuji Nakazawa
Dida (82m - Rogério Ceni), Lúcio, Juan, Kaká (71m - Zé Roberto), Ronaldo, Ronaldinho (71m - Ricardinho), Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Robinho
Mesmo "gordo" e lento, Ronaldo, o "fenómeno" continua a marcar golos; com os dois que alcançou hoje, entra na história, ao igualar o alemão Gerd Muller como melhor marcador de sempre dos Campeonatos do Mundo!
Ambos somam 14 golos (com o alemão a marcar 10 golos em 1970 e 4 em 1974; Ronaldo marcara 4 golos em 1998 e 8 em 2002, soma agora os primeiros 2 golos na presente edição da prova). Seguem-se-lhe:
- Fontaine (recordista numa só edição, com 13 golos em 1958);
- Pelé, com um total de 12 golos (6 em 1958, 1 em 1962, 1 e 1966 e 4 em 1970);
- Klinsmann (o actual seleccionador alemão, com 11 golos - 3 em 1990 e 1998 e 5 em 1994) e
- o húngaro Kocsis (11 golos em 1954); e, com 10 golos,
- o argentino Batistuta (4 em 1994, 5 em 1998 e 1 em 2002),
- o peruano Cubillas (5 em 1970 e 1978),
- o polaco Lato (7 em 1974, 2 em 1978 e 1 em 1982),
- o inglês Lineker (6 em 1986 e 4 em 1990) e
- o alemão Rahn (4 em 1954 e 6 em 1958).
Eusébio marcou 9 golos no Mundial de 1966; por fim, destaque ainda - entre os jogadores em actividade - para o alemão Miroslav Klose, que atingiu também já os 9 golos (somando, já na presente edição da prova, 4 golos, aos 5 que marcara em 2002).
Nesta partida, o Brasil, mesmo sem imprimir grande velocidade dominou e teve, desde início, sucessivas oportunidades, pelo menos duas delas negadas por brilhantes defesas do guarda-redes japonês.
Os nipónicos, jogando com alegria, surpreenderiam, ao inaugurar o marcador; o Brasil demorou então alguns minutos a recompor-se, mas o empate chegaria no momento exacto, mesmo em cima do termo do primeiro tempo.
Na segunda parte, a selecção brasileira rapidamente "arrumou" a questão, com 2 golos em poucos minutos. A partir do 3-1, o jogo "acabou", com o Brasil a começar a pensar nos 1/8 Final (contra a difícil equipa do Ghana!), enquanto que os japoneses estavam já conformados com a irreversibilidade da eliminação... e da derrota no encontro.
1-0 - Keiji Tamada - 34m
1-1 - Ronaldo - 45m
1-2 - Juninho Pernambucano - 53m
1-3 - Gilberto - 59m
1-4 - Ronaldo - 81m
Melhor jogador – Ronaldo (Brasil)
Amarelos - Akira Kaji (40m); Gilberto (44m)
Árbitro - Eric Poulat (França)
Dortmund (20h00)

2-2
Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Josip Simunic, Igor Tudor, Dario Simic, Marko Babic, Dado Prso, Niko Kovac, Stjepan Tomas (83m - Ivan Klasnic), Ivica Olic (74m - Luka Modric) e Niko Kranjcar (65m - Jerko Leko)
Zeljko Kalac, Lucas Neill, Craig Moore, Tim Cahill, Jason Culina, Brett Emerton, Mark Viduka, Harry Keweell, Vince Grella (63m - John Aloisi), Scott Chipperfield (75m - Joshua Kennedy) e Mile Sterjovski (71m - Marco Bresciano)
A segunda "surpresa" do dia é a da qualificação da equipa da Austrália, em detrimento da Croácia, que, depois da R. Checa e da Polónia, é mais uma das desilusões da prova, não tendo sequer logrado vencer uma partida.
Já a equipa australiana tinha começado por mostrar uma excelente ponta final no jogo com o Japão, a que se seguiu uma boa resposta frente ao Brasil.
No encontro de hoje, necessitando de atingir o empate, teve de "correr atrás do prejuízo" praticamente desde o início (entrando a perder, logo desde o segundo minuto).
Bem orientada por Guus Hiddink (que conduzira já a Coreia do Sul até às 1/2 Finais no Mundial de 2002), e com um bom conjunto de jogadores, a Austrália acabou por justificar a qualificação, defrontando agora a Itália.
1-0 - Darijo Srna - 2m
1-1 - Craig Moore - 38m (g.p.)
2-1 - Niko Kovac - 56m
2-2 - Harry Kewell - 79m
Melhor jogador – Harry Kewell (Austrália)
Amarelos - Dario Simic (32m), Igor Tudor (38m), Josip Simunic (62m), Stipe Pletikosa (70m) e Simunic (90m); Brett Emerton (81m)
Vermelhos - Dario Simic (85m) e Simunic (90m); Brett Emerton (87m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Stuttgart (20h00)
23.06.2006
Grupo H - 3ª Jornada

0-1
Mabrouk Zaid, Ahmed Dokhi, Redha Tukar, Hamad Al Montashari, Mohammed Noor, Sami Al Jaber (68m - Malek Al Hawsawi), Saad Al Harthi, Abdulaziz Khathran, Hussein Sulimani (81m - Mohammed Massad), Saud Kariri e Khaled Aziz (13m - Nawaf Al Temyat)
Santiago Cañizares, Michel Salgado, Carlos Marchena, David Albelda, Raul (46m - David Villa), Jose Antonio Reyes (70m - Fernando Torres), Antonio Lopez, Iniesta, Joaquin, Cesc Fabregas (66m - Xavi) e Juanito
Com uma "revolução completa", a Espanha apresentou-se nesta partida com os seus habituais suplentes, o que não invalidou que obtivesse a sua terceira vitória na prova, assim igualando as prestações da Alemanha, Portugal e Brasil - únicas 4 selecções só com vitórias até ao momento.
Como vencedora do Grupo, defrontará nos 1/8 Final o 2º classificado do Grupo G, possivelmente a França (ou Suíça ou Coreia do Sul).
0-1 - Juanito - 36m
Melhor jogador – Juanito (Espanha)
Amarelos - Sami Al Jaber (27m), Nawaf Al Temyat (77m); David Albelda (30m), Jose Antonio Reyes (35m), Carlos Marchena (75m)
Árbitro - Coffi Codjia (Benin)
Kaiserslautern (15h00)

1-0
Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmachnyi, Anatoliy Tymoschuk, Andriy Rusol, Andriy Shevchenko (88m - Artem Milevskiy), Oleg Shelayev, Oleg Gusev, Andryi Voronin, Serhiy Rebrov (55m - Andriy Vorobey), Maksym Kalinichenko (75m - Andriy Gusin) e Vyacheslav Sviderskyi
Ali Boumnijel, Karim Haggui, Zied Jaziri, Hatem Trabelsi, Mehdi Nafti (90m - Kaies Ghodhbane), Jaouhar Mnari, Riadh Bouazizi (79m - Chaouki Ben Saada), Adel Chedli (79m - Santos), Radhi Jaidi, Anis Ayari e Hamed Namouchi
Numa partida em que a Ucrânia necessitava apenas do empate, e beneficiando do facto de jogar em superioridade numérica durante toda a segunda parte, só numa fase bastante adiantada (e apenas na conversão de uma grande penalidade) a equipa conseguiu alcançar o golo da tranquilidade, que a colocou a salvo de um eventual golpe de infortúnio que um golo da Tunísia (e consequente derrota) implicaria. Os tunisinos acabariam contudo por não revelar capacidade para acompanhar os ganeses na passagem à fase seguinte.
Depois de goleada no jogo de estreia, frente à Espanha, a Ucrânia, com duas vitórias, garante o apuramento, defrontando nos 1/8 Final o vencedor do Grupo G, a apurar esta noite (possivelmente a Suíça - ou a Coreia do Sul ou, mais "remotamente", a França).
1-0 - Andriy Shevchenko - 70m (g.p.)
Melhor jogador – Anatoliy Tymoschuk (Ucrânia)
Amarelos - Vyacheslav Sviderskyi (18m), Oleg Shelayev (47m), Anatoliy Tymoschuk (61m), Andriy Rusol (65m); Zied Jaziri (9m), Riadh Bouazizi (43m)
Vermelho - Zied Jaziri (45m)
Árbitro - Carlos Amarilla (Paraguai)
Berlin (15h00)
Grupo G - 3ª Jornada

0-2
Kossi Agassa, Dare Nibombe, Jean-Paul Abalo, Massamasso Tchangai, Yao Aziawonou, Moustapha Salifou, Emmanuel Adebayor (75m - Thomas Dossevi), Richmond Forson, Cherif Touré Mamam (59m - Adekanmi Olufade), Kader Mohamed e Yao Junior Senaya
Fabien Barthez, William Gallas, Claude Makelelé, Frank Ribery (77m - Sidney Govou), Florent Malouda (74m - Sylvain Wiltord), Thierry Henry, Mikael Silvestre, Lilian Thuram, Patrick Vieira (81m - Alou Diarra), Willy Sagnol e David Trezeguet
Teve de sofrer imenso a França, para conseguir alcançar o apuramento; foi a primeira vitória francesa desde a fnal do Mundial de 1998, à 6ª partida...
E, assim, teremos nos 1/8 Final um "prometedor" Espanha - França!
0-1 - Patrick Vieira (55m)
0-2 - Thierry Henry - 61m
Melhor jogador – Patrick Vieira (França)
Amarelos - Yao Aziawonou (38m), Cherif Touré Mamam (44m) e Moustapha Salifou (88m); Claude Makelelé (30m)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Koln (20h00)

2-0
Pascal Zuberbuehler, Philippe Senderos (53m - Johan Djourou), Hakan Yakin (71m - Xavier Margairaz), Johann Vogel, Ricardo Cabanas, Alexander Frei, Tranquillo Barnetta, Christoph Spycher, Raphael Wicky (88m - Valon Behrami), Patrick Mueller e Philipp Degen
Woon Jae Lee, Dog Jin Kim, Jin Cheul Choi, Nam Il Kim, Jin Kyu Kim, Ji Sung Park, Young Pyo Lee (63m - Jung Hwan Ahn), Chu Young Park (66m - Ki Hyeon Seol), Chun Soo Lee, Ho Lee e Jae Jin Cho
A Suíça continua, paulatinamente, a fazer a sua caminhada; na Fase de Qualificação afastara o 3º classificado do Mundial 2002 (a Turquia); agora afasta o 4º classificado da mesma competição (Coreia do Sul).
E, talvez mais importante, a Suíça foi a única das 32 equipas que não sofreu um único golo!
1-0 - Philippe Senderos (23m)
2-0 - Alexander Frei (77m)
Melhor jogador – Alexander Frei (Suíça)
Amarelos - Philippe Senderos (43m), Hakan Yakin (55m), Raphael Wicky (69m), Christoph Spycher (82m) e Johan Djourou (90m); Chu Young Park (23m), Jin Kyu Kim (37m), Jin Cheul Choi (78m), Jung Hwan Ahn (78m) e Chun Soo Lee (80m)
Árbitro - Horacio Elizondo (Argentina)
Hannover (20h00)
GRUPO A Jg V E D G Pt Alemanha-Costa Rica......4-2
1 Alemanha3 3 - - 8-2 9 Polónia-Equador..........0-2
2 Equador3 2 - 1 5-3 6 Alemanha-Polónia.........1-0
3 Polónia3 1 - 2 2-4 3 Equador-Costa Rica.......3-0
4 Costa Rica3 - - 3 3-9 - Equador-Alemanha.........0-3
Costa Rica-Polónia.......1-2
GRUPO B Jg V E D G Pt Inglaterra-Paraguai......1-0
1 Inglaterra3 2 1 - 5-2 7 Trinidad-Suécia..........0-0
2 Suécia3 1 2 - 3-2 5 Inglaterra-Trinidad......2-0
3 Paraguai3 1 - 2 2-2 3 Suécia-Paraguai..........1-0
4 Trinidad T.3 - 1 2 0-4 1 Suécia-Inglaterra........2-2
Paraguai-Trinidad........2-0
GRUPO C Jg V E D G Pt Argentina-C. Marfim......2-1
1 Argentina3 2 1 - 8-1 7 Sérvia Mont.-Holanda.....0-1
2 Holanda3 2 1 - 3-1 7 Argentina-Sérvia Mont....6-0
3 C. Marfim3 1 - 2 5-6 3 Holanda-C. Marfim........2-1
4 Sérvia Mont.3 - - 3 2-10 - Holanda-Argentina........0-0
C. Marfim-Sérvia Mont....3-2
GRUPO D Jg V E D G Pt México-Irão..............3-1
1 Portugal3 3 - - 5-1 9 Angola-Portugal..........0-1
2 México3 1 1 1 4-3 4 México-Angola............0-0
3 Angola3 - 2 1 1-2 2 Portugal-Irão............2-0
4 Irão3 - 1 2 2-6 1 Portugal-México..........2-1
Irão-Angola..............1-1
GRUPO E Jg V E D G Pt Itália-Ghana.............2-0
1 Itália3 2 1 - 5-1 7 EUA-R. Checa.............0-3
2 Ghana3 2 - 1 4-3 6 Itália-EUA...............1-1
3 R. Checa3 1 - 2 3-4 3 R. Checa-Ghana...........0-2
4 EUA3 - 1 2 2-6 1 R. Checa-Itália..........0-2
Ghana-EUA................2-1
GRUPO F Jg V E D G Pt Brasil-Croácia...........1-0
1 Brasil3 3 - - 7-1 9 Austrália-Japão..........3-1
2 Austrália3 1 1 1 5-5 4 Brasil-Austrália.........2-0
3 Croácia3 - 2 1 2-3 2 Japão-Croácia............0-0
4 Japão3 - 1 2 2-7 1 Japão-Brasil.............1-4
Croácia-Austrália........2-2
GRUPO G Jg V E D G Pt França-Suíça.............0-0
1 Suíça3 2 1 - 4-0 7 Coreia Sul-Togo..........2-1
2 França3 1 2 - 3-1 5 França-Coreia Sul........1-1
3 Coreia Sul3 1 1 1 3-4 4 Togo-Suíça...............0-2
4 Togo3 - - 3 1-6 - Togo-França..............0-2
Suíça-Coreia Sul.........2-0
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Ucrânia..........4-0
1 Espanha3 3 - - 8-1 9 Tunísia-A. Saudita.......2-2
2 Ucrânia3 2 - 1 5-4 6 Espanha-Tunísia..........3-1
3 Tunísia3 - 1 2 3-6 1 A. Saudita-Ucrânia.......0-4
4 A. Saudita3 - 1 2 2-7 1 A. Saudita-Espanha.......0-1
Ucrânia-Tunísia..........1-0
24.06.2006
Concluídos que estão os 48 jogos da primeira fase, reduziram-se já a metade as selecções na disputa do título Mundial.
Num "balanço intercalar", começo por destacar que a Europa mantém em prova 10 selecções (sendo, naturalmente, o continente mais representado, relativamente ao total dos 16 apurados para os 1/8 Final). Dos 14 participantes à partida, apenas ficaram pelo caminho a Sérvia e Montenegro (equipa e país em desagregação, que não revelou capacidade para "sobreviver" no muito difícil grupo em que o sorteio a colocou) e, de forma mais ou menos surpreendente, a Polónia, Croácia e R. Checa.
A América do Sul mantém 3 (Brasil, Argentina e Equador) dos 4 participantes; apenas o Paraguai "sucumbiu" na fase grupos.
Os restantes 3 apurados provêm da: África (Ghana), América Central (México), e Oceania (Austrália).
A zona africana foi (a par da Ásia) a mais "dizimada", tendo perdido 4 dos 5 países que se apresentaram neste Mundial (Angola, Togo, Tunísia e a Costa do Marfim, que tanta expectativa suscitara).
Da América do Norte, Central e Caraíbas, foram 3 os países eliminados: EUA, Costa Rica e Trinidad e Tobago.
Por fim, a Ásia foi "riscada" do mapa do Mundial, com as eliminações do Irão, Coreia do Sul, Japão e Arábia Saudita.
A nível individal, as maiores decepções foram a R. Checa, Croácia e Sérvia e Montenegro... para além da França (não obstante ter garantido, quase "in extremis", o apuramento).
Pela positiva, terão que ser destacados os desempenhos das 4 selecções com vitórias em todos os jogos disputados: Alemanha, Brasil, Portugal e Espanha! Mas também a forma como a Argentina e Holanda se afirmaram no mais difícil dos grupos. Assim como a solidez defensiva da Suíça, ainda com a sua baliza inviolada. E, noutra vertente, a segurança revelada pela Inglaterra e a tradicional "matreirice" da Itália. Por fim, nota para os apuramentos menos esperados de Equador, Austrália e, sobretudo, do Ghana (sobre quem recai agora a grande expectativa de ver o que poderá fazer perante o Brasil).
No quadro dos 1/8 Final, e para além do aliciante Brasil - Ghana, destaque para um prometedor Espanha - França e... inevitavelmente, para o Portugal - Holanda, a "repetição" da 1/2 Final do EURO 2004.
O "verdadeiro" Mundial começa agora; depois de 3 jogos de "aquecimento", a prova vai entrar num ritmo de aceleração crescente, com as próximas 3 partidas (de cada selecção) a conduzir 2 países à ambicionada Final de Berlim, a 9 de Julho.
1/8 Final

2-0
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Torsten Frings (85m - Sebastian Kehl), Lukas Podolski (74m - Oliver Neuville), Miroslav Klose, Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bastian Schweinsteiger (72m - Tim Borowski), Bernd Schneider e Christoph Metzelder
Andreas Isaksson, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Tobias Linderoth, Niclas Alexandersson, Fredrik Ljungberg, Henrik Larsson, Kim Kallstrom (39m - Peter Hansson), Zlatan Ibrahimovic (72m - Marcus Allback) e Mattias Jonson (52m - Christian Wilhelmsson)
Dois golos praticamente de "rajada" nos primeiros 12 minutos e uma expulsão aos 35 minutos dizimaram as aspirações da equipa da Suécia, sem possibilidade de evitar a eliminação.
A Alemanha prossegue a sua senda vitoriosa, parecendo ir reforçando a confiança a cada jogo que vai disputando ... e vencendo.
Segue-se, nos 1/4 Final, a Argentina - o que pode constituir uma verdadeira "prova dos nove" relativamente à capacidade da Alemanha disputar efectivamente o título de Campeão Mundial - ou o México.
1-0 - Lukas Podolski - 4m
2-0 - Lukas Podolski - 12m
Melhor jogador – Miroslav Klose (Alemanha)
Amarelos - Torsten Frings (27m); Teddy Lucic (28m), Mattias Jonson (48m) e Marcus Allback (78m)
Vermelho - Teddy Lucic (35m)
Árbitro - Carlos Simon (Brasil)
Munich (16h00)
1/8 Final

2-1 (a.p.)
Roberto Abbondanzieri, Roberto Ayala, Juan Sorin, Esteban Cambiasso (76m - Pablo Aimar), Gabriel Heinze, Javier Saviola (84m - Lionel Messi), Javier Mascherano, Hernan Crespo (75m - Carlos Tevez), Juan Riquelme, Lionel Scaloni e Maxi Rodriguez
Oswaldo Sanchez, Carlos Salcido, Rafael Marquez, Ricardo Osorio, Pavel Pardo (38m - Gerardo Torrado), Jared Borgetti, Ramon Morales (74m - Zinha), Jose Antonio Castro, Mario Mendez, Jose Fonseca e Andres Guardado (66m - Gonzalo Piñeda)
Contrariamente à expectativa generalizada, foi o México a equipa que surgiu com mais perigo, inaugurando o marcador logo aos 6 minutos.
A Argentina, reagindo bem, rapidamente chegou ao empate. Tal como na primeira partida dos 1/8 Final, 2 golos ainda antes do termo do primeiro quarto de hora!
No decurso do tempo remanescente da primeira parte, o equilíbrio acabou por ser a tónica dominante, com ligeira superioridade mexicana a nível dos principais indicadores (52 % - 48 % em termos de "posse de bola"; 6 remates contra 4; 2 a 1 em remates à baliza; 5 a 3 em cantos).
A segunda parte seria bastante disputada, mas sem grandes oportunidades de golo. com as estatísticas a sofrerem ligeira inversão (predomínio argentino em termos de "posse de bola", com 52 % - 48 %; 4-3 em termos de remates à baliza; e 6-5 em cantos).
Com o empate a subsistir até final da partida (não obstante um golo, já em período de descontos, anulado à Argentina, por alegada posição irregular), seguir-se-ia o prolongamento...
...Em que, aos 98 minutos, Maxi Rodriguez deu um "pontapé no marasmo" em que o jogo ameaçava tornar-se até final, logo aí se percebendo que o México não teria já capacidade física nem resistência anímica para procurar inverter o seu "fado": pela 4ª vez consecutiva, a selecção mexicana é eliminada nos 1/8 Final da prova.
Para a Argentina, o "freguês" que se segue (nos 1/4 Final) é, nem mais nem menos, que a equipa da casa, a Alemanha!
0-1 - Rafael Marquez - 6m
1-1 - Hernan Crespo - 10m
2-1 - Maxi Rodriguez - 98m
Melhor jogador – Maxi Rodriguez (Argentina)
Amarelos - Rafael Marquez (70m), Jose Antonio Castro (82m), Gerardo Torrado (118m) e Jose Fonseca (119m); Gabriel Heinze (45m) e Juan Sorin (112m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Leipzig (20h00)
25.06.2006
Portugal - Holanda - "Antes do jogo"
Num Campeonato do Mundo, e nesta fase da prova, dificilmente pode haver "escolhas".
Pretendeu (e conseguiu) Portugal vencer o seu Grupo, nomeadamente para não ter de se defrontar (já) com a Argentina.
Em rigor, é impossível dizer qual seria o adversário preferencial. Quer a Argentina, quer a Holanda são duas das melhores selecções do mundo, porventura mais "matreira" e envolvente a da Argentina; jogando em ataque mais directo e continuado a da Holanda.
As estatísticas dos jogos de Portugal com a Holanda dão-nos vantagem... mas as estatísticas não jogam!
Este é o jogo que delimitará a fronteira entre o "normal" e o "bom" na carreira portuguesa nesta competição. É minha convicção que, frente a uma poderosa equipa holandesa, para que Portugal possa atingir os 1/4 Final, a selecção nacional deverá necessitar de se aproximar do seu máximo, sendo decisivas as prestações de jogadores como Deco, Figo, Cristiano Ronaldo, mas também Maniche e Costinha... e, já agora, de Pauleta.
Tenho a esperança que, à semelhança da excelente partida das 1/2 Finais do EURO 2004, Portugal possa ser mais forte e mais feliz... e possa reforçar a vantagem na estatística.
Força PORTUGAL!
1/8 Final

1-0
Paul Robinson, Ashley Cole, Rio Ferdinand, John Terry, Frank Lampard, Wayne Rooney, Joe Cole (77m - Jamie Carragher), Owen Hargreaves, Michael Carrick, David Beckam (87m - Aaron Lennon) e Steven Gerrard (90m - Stewart Downing)
Cristian Mora, Ivan Hurtado, Ulises de la Cruz, Edwin Tenorio (69m - Cristian Lara), Edison Mendez, Carlos Tenorio (72m - Ivan Kaviedes), Agustin Delgado, Segundo Castillo, Luis Valencia, Giovanny Espinoza e Neicer Reasco
Um golo de David Beckam, numa soberba transformação de um livre directo, colocou a Inglaterra nos 1/4 Final... que, tal como no EURO 2004, se espera sejam disputados frente a Portugal e, obviamente, desejando-se que com o mesmo desfecho!
1-0 - David Beckam - 60m
Melhor jogador – John Terry (Inglaterra)
Amarelos - John Terry (18m), Paul Robinson (78m) e Jamie Carragher (82m); Luis Valencia (24m), Carlos Tenório (37m) e Ulises de la Cruz (67m)
Árbitro - Frank de Bleeckere (Bélgica)
Stuttgart (16h00)
1/8 Final

1-0
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha, Maniche, Luís Figo (82m - Tiago), Deco, Cristiano Ronaldo (33m - Simão Sabrosa) e Pauleta (46m - Petit)
Edwin van der Sar, Khalid Boulahrouz, Joris Mathijsen (56m - Rafael van der Vaart), Giovanni van Bronckhorst, Dirk Kuyt, Phillip Cocu (85m - Jan Hesselink) , Arjen Robben, Andre Ooijer, Robin van Persie, Mark van Bommel (67m - John Heitinga) e Wesley Sneijder
Logo desde o primeiro minuto, a Holanda a trocar a bola no seu meio campo defensivo, parecendo querer adormecer a equipa portuguesa… mas, quando subiu no terreno, a jogada foi finalizada com um perigoso remate de Van Bommel, ligeiramente ao lado da baliza de Ricardo.
Aos 3 minutos, a Holanda chegava novamente ao meio-campo português, com Arjen Robben a rematar bastante ao lado.
Ao quinto minuto, van Bronckhorst marcou um livre, rasteiro, com a bola a ir "à figura" de Ricardo, sem dificuldade para deter a bola.
Nos minutos seguintes, Portugal procurou "pegar no jogo2, mas sem conseguir suplantar a barreira defensiva holandesa, e, nas jogadas em profundidade, com Pauleta a ser apanhado em posição irregular por duas vezes (aos 8 e 12 minutos) – situação que repetiria aos 40 minutos.
Aos 14 minutos, a Holanda voltou a chegar à zona defensiva portuguesa, com Van Persie a rematar novamente ao lado.
Aos 16 minutos, Robben, escapando-se pelo lado esquerdo, leva uma vez mais o perigo à área portuguesa, conseguindo mesmo fazer dois ou três dribles, até perder a bola.
O primeiro canto da partida, a favor de Portugal, surgiu aos 18 minutos. Marcou Deco, com cabeceamento defeituoso de Fernando Meira, a sair paralelo à baliza.
O jogo assumia contornos muito tácticos, com a Holanda "à espera" de Portugal, até que, aos 23 minutos, numa bela jogada de envolvência, iniciada em Cristiano Ronaldo, solicitando a corrida de Deco pelo flanco direito, que cruzou para Pauleta, com um ligeiro toque, surgindo Maniche, entrando de trás, e depois de, com muita classe, desviar um adversário do caminho, a disparar para um excelente golo, dando vantagem a Portugal, repetindo o feito do EURO 2004.

No minuto seguinte, um canto a favor da Holanda, acabou… com um "balão" para o ar, sem nexo.
Para, logo de seguida, aos 26 minutos, Maniche tentar reeditar o melhor golo do EURO 2004… desta vez, com a bola a sair ligeiramente por cima da baliza.
Aos 29 minutos, mais um canto para a Holanda, igualmente sem consequências.
Entre os 7 e os 15 minutos, Portugal jogara com Cristiano Ronaldo a 2meio-gás" (sendo assistido por duas vezes, com o jogo a decorrer), na sequência de uma entrada faltosa do lateral direito holandês, Boulahrouz, que lhe valeu ser admoestado com o cartão amarelo. O português foi procurando resistir, mas, aos 33 minutos, viu-se forçado a solicitar a substituição, por Simão Sabrosa.
Aos 36 minutos, um corte que saiu mal a Ricardo Carvalho, originou novo canto para a Holanda. Fernando Meira disse presente, afastando a bola da zona de perigo.
No minuto seguinte, Van Persie, desta vez do lado direito, imitou a jogada de Robben aos 16 minutos, driblando na área portuguesa (à espera da falta…), acabando por rematar, com muito perigo, ligeiramente ao lado.
Aos 39 minutos, Costinha, procurando jogar a bola, atinge o pé do adversário; o árbitro não viu a falta… que poderia ter significado a expulsão do médio português.
Ao minuto 42, o árbitro assinala posição de "fora-de-jogo" a Robben, precisamente antes de ser atingido por um "pé alto" de Nuno Valente (que, caso o jogo não tivesse sido interrompido, originaria uma grande penalidade… e, provavelmente, a expulsão do português).
Aos 44 minutos, a Holanda beneficia de um livre perigoso