EURO 2008
Diário do Campeonato da Europa de Futebol de 2008
07.06.2008
Depois do que aconteceu no EURO 2004, com o absolutamente inesperado triunfo da Grécia, a atitude mais prudente seria mesmo a de revelar os "prognósticos só no fim".
Mas, assumindo um pouco o risco, à partida para a principal competição europeia de futebol - e quando estamos a cerca de meia hora do seu início - há um lote de selecções que reunem algum favoritismo: as tradicionais Itália, França, Espanha, Holanda e Alemanha (não obstante não ter vencido nenhum dos 6 jogos que disputou desde que, em 1996, se sagrou Campeã da Europa), a que aqui junto também a R. Checa. Se tivesse de apostar apenas numa, a minha opção (enquanto equipa favorita) recairia na Espanha.
Quanto a Portugal, em condições normais - e não obstanta a reconhecida classe de alguns dos seus jogadores, com Cristiano Ronaldo ostentando, a priori, o estatuto de estrela maior desta prova (como gostaria de a ver confirmada!...) - não deverá "entrar nestas contas".
Nas quatro presenças anteriores em Fases Finais do Campeonato da Europa de Futebol (1984, 1996, 2000 e 2004), a equipa portuguesa sempre conseguiu ultrapassar a fase de grupos, tendo inclusivamente, nas 3 últimas edições, vencido o seu Grupo de apuramento (sendo aliás a única selecção que alcançou esta proeza). O historial de Portugal é muito bom, registando um 2º lugar, 2 terceiros e um 5º, com a particularidade de ter atingido os 1/4 Final em 1996, as 1/2 Finais em 2000 e a Final em 2004.
Infelizmente, receio que esta sucessiva tendência ascensional não tenha continuidade este ano. Mais, atrevo-me a antecipar que Portugal poderá inclusivamente não vencer nenhum dos jogos da presente edição... Oxalá tenha de vir a "retratar-me"!
Desde logo, porque - em minha opinião, contrariamente ao que se poderá comummente supor - a equipa portuguesa está integrada num Grupo difícil: uma das mais fortes candidatas ao título, a R. Checa, uma equipa fogosa como a da Turquia, e a Suíça, um dos países organizadores, com o que de dificuldade acrescida tal poderá implicar no último jogo da fase de qualificação.
Depois, porque Portugal - com uma sofrível campanha na fase de apuramento, praticamente sempre em "serviços mínimos" - se apresenta com uma equipa desequilibrada, com notórias insuficiências. Ao exacerbado protagonismo e mediatismo de Cristiano Ronaldo (com inevitáveis repercussões a nível da necessária concentração) contrapõe-se a ausência de um efectivo "ponta-de-lança"; o excesso de extremos é acompanhado por uma linha média com jogadores demasiado fatigados ou fora de forma (João Moutinho ou Petit, por exemplo), ou com falta de ritmo competitivo (como é o caso de Deco).
São muitas as incógnitas no início deste EURO. Conseguirá Cristiano Ronaldo - no termo de uma tão magnífica como extenuante época - estar ao seu nível? Terá Deco adquirido entretanto o ritmo necessário para que possa assumir em plenitude o seu papel de pautar o jogo de Portugal? Poderá João Moutinho resistir ao cansaço e afirmar-se como vector determinante do meio-campo? Estará Bosingwa na forma que apresentou durante o ano, como elemento municiador de ataque, provocando desequilíbrios?
Com o incansável apoio dos emigrantes portugueses - num primeiro jogo que considero decisivo, em que a vitória será imprescindível -, têm a palavra os "Viriatos"!
Grupo A - 1ª Jornada

0-1
Na partida inaugural do EURO 2008, repetiu-se o arranque da precedente edição da prova, com a equipa da casa (Suíça) a ser derrotada, perdendo frente à R. Checa por 0-1.
Assumindo a condição de favorita (única equipa que, em 2004, venceu todos os jogos da Fase Grupos), a R. Checa começou por controlar o jogo, mas rapidamente a Suíça conseguiria restabelecer o equilíbrio.
Beneficiando da sua frieza e eficácia, a R. Checa tiraria partido de alguns infortúnios da equipa suíça, que perderia Alexander Frei no final da primeira parte, devido a lesão aparentemente grave, vendo ainda Vonlanthen rematar à trave, já na recarga a um primeiro remate com muito perigo, culminando com a reclamação de uma grande penalidade, ao minuto 94, não sancionada pelo árbitro (com um jogador checo a desviar a trajectória da bola com o braço). Ao invés, a selecção dirigida por Karel Brückner aproveitaria a única grande oportunidade de golo, convertida por Svěrkoš , que entrara a substituir Koller.
Num jogo bastante táctico, em que ambas as equipas revelaram algum respeito mútuo, um resultado com o seu quê de penalizador para a Suíça, pela superioridade consentida pela R. Checa, que, não obstante, prossegue a sua senda de vitórias.
Diego Benaglio, Stephan Lichtsteiner (75m - Johan Vonlanthen), Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami (84m - Eren Derdiyok), Gökhan Inler, Gelson Fernandes, Tranquillo Barnetta, Alexander Frei (45m - Hakan Yakin) e Marco Streller
Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek, Libor Sionko (83m - Stanislav Vlček), David Jarolím (87m - Radoslav Kováč), Jan Polák, Jaroslav Plašil e Jan Koller (55m - Václav Svěrkoš)
0-1 - Svěrkoš - 70m
"Melhor em campo" - Ujfaluši
Amarelos - Magnin (58m), Vonlanthen (75m) e Barnetta (94m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Estádio St. Jakob-Park - Basileia (17h00)

2-0
E, tenho já de começar a retratar-me, e ainda bem! A abrir, uma excelente vitória de Portugal!
Numa partida jogada a ritmo intenso, sempre a alta velocidade, Portugal assumiu desde início a condição de favorito, procurando de forma constante o golo, quase sufocando a equipa turca, de que é melhor exemplo a sucessão de quatro cantos consecutivos, por volta dos 40 minutos.
Algo ansiosa, por vezes precipitada, sem conseguir manter a calma necessária para construir jogadas estruturadas, a equipa portuguesa conseguiria, não obstante, criar várias situações de perigo, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guarda-redes turco: primeiro, aos 37 minutos, com um fantástico remate cruzado de Cristiano Ronaldo, com Demirel a tocar ainda na bola, desviando-a para o poste esquerdo da baliza; de seguida, aos 50 minutos, já depois de Simão ter sido carregado em falta à entrada da área - com o árbitro a dar a lei da vantagem -, a bola sobrou para Nuno Gomes, que rematou ao poste; e, finalmente, o mesmo Nuno Gomes a cabecear à barra, iam decorridos 65 minutos.
Já depois de ter visto uma jogada de golo não validada pelo árbitro (aos 17 minutos), Pepe conseguiria mesmo marcar, a cerca de meia-hora do fim do encontro. Uma excelente combinação, tabelando com Nuno Gomes, isolando-se na área turca e, frente a Demirel, não obstante ser ainda "abalroado" por um defesa turco, com muita calma, a conseguir desviar a bola do alcance do guarda-redes.
Mesmo a perder, a Turquia - sempre muito passiva, como que incapaz de reagir ao turbilhão em que a equipa portuguesa a envolvera - manteve a toada de expectativa e de risco mínimo, apenas lançando esporádicos contra-ataques. Apenas aos 73 minutos, Ricardo, sempre bastante seguro, teria uma intervenção mais apertada, para, aos 81 minutos, num outro ataque perigoso, a bola sair ligeiramente ao lado da baliza portuguesa.
A finalizar o jogo - e já depois de Scolari ter dado, por via das 3 substituições efectuadas, claros sinais de que o fundamental era preservar a vitória - Portugal, na sequência de uma excelente iniciativa de Cristiano Ronaldo (um contra-ataque rapidíssimo, abrindo para João Moutinho, desmarcado no centro da área, o qual, não conseguindo visar a baliza, teria ainda tempo de assistir Raul Meireles, que, liberto à direita, empurrou para o fundo da baliza), conseguiria assim alcançar finalmente o golo da tranquilidade... que lhe conferiu uma vitória plenamente justa, a par da liderança do Grupo.
Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho, Deco (92m - Fernando Meira), Cristiano Ronaldo, Simão (82m - Raul Meireles) e Nuno Gomes (68m - Nani)
Volkan Demirel, Hamit Altıntop (75m - Semih Şentürk), Servet Çetin, Hakan Balta, Gökhan Zan (55m - Emre Aşık), Kazım Kazım, Emre Belözoglu, Mehmet Aurélio, Mevlüt Erdinç (45m - Sabri Sarıoğlu), Tuncay Sanlı e Nihat Kahveci
1-0 - Pepe - 61m
2-0 - Raul Meireles - 93m
"Melhor em campo" - Pepe
Amarelos - Kazım Kazım (4m), Gökhan Zan (51m), Sabri Sarıoğlu (72m)
Árbitro - Herbert Fandel (Alemanha)
Stade de Genève - Genève (19h45)
08.06.2008
Grupo B - 1ª Jornada

0-1
Replicando a derrota da outra equipa a jogar em casa (Suíça), no arranque do EURO 2008, a Áustria perdeu também frente à Croácia, com um golo sofrido logo aos 4 minutos, decorrendo de uma grande penalidade.
Jürgen Macho, Sebastian Prödl, René Aufhauser, Martin Stranzl, Jürgen Säumel (61m - Ivica Vastic), Emanuel Pogatetz, Joachim Standfest, Andreas Ivanschitz, Ronald Gercaliu (69m - Ümit Korkmaz), Martin Harnik e Roland Linz (73m - Roman Kienast)
Stipe Pletikosa, Vedran Ćorluka, Robert Kovač, Josip Šimunić, Danijel Pranjić, Darijo Srna, Niko Kovač, Luka Modrić, Niko Kranjčar (61m - Dario Knežević), Ivica Olić (83m - Ognjen Vukojević) e Mladen Petrić (72m - Igor Budan)
0-1 - Modrić - 4m (grande penalidade)
"Melhor em campo" - Pletikosa
Amarelos - Pogatetz (3m), Säumel (21m) e Prödl (68m); Kovač (51m)
Árbitro - Peter Vink (Holanda)
Estádio Ernst Happel - Viena (17h00)

2-0
Dois golos de Lukas Podolski - jogador nascido... na Polónia - colocaram termo a um jejum de quase 12 anos sem vitórias da Alemanha em Fases Finais de Campeonatos da Europa de Futebol, desde que, em 1996, vencera a R. Checa na Final, sagrando-se então Campeã.
Jens Lehmann, Philipp Lahm, Christoph Metzelder, Per Mertesacker, Marcell Jansen, Clemens Fritz (56m - Bastian Schweinsteiger), Torsten Frings, Michael Ballack, Lukas Podolski, Mario Gómez (75m - Thomas Hitzlsperger) e Miroslav Klose (91m - Kevin Kuranyi)
Artur Boruc, Marcin Wasilewski, Michał Żewłakow, Jacek Bąk, Paweł Golański (75m - Marek Saganowski), Wojciech Łobodziński (65m - Łukasz Piszczek), Dariusz Dudka, Maciej Żurawski (45m - Roger Guerreiro), Mariusz Lewandowski, Jacek Krzynówek e Euzebiusz Smolarek
1-0 - Podolski - 20m
2-0 - Podolski - 72m
"Melhor em campo" - Podolski
Amarelos - Schweinsteiger (64m); Euzebiusz Smolarek (40m) e Mariusz Lewandowski (60m)
Árbitro - Tom Henning Øvrebø (Noruega)
Estádio Wörthersee - Klagenfurt (19h45)
09.06.2008
Grupo C - 1ª Jornada

0-0
Sem imaginação e falha de soluções ofensivas, a selecção vice-campeã do Mundo (França) não conseguiu melhor que um nulo frente a uma bem organizada equipa da Roménia.
Bogdan Lobonţ, Cosmin Contra, Gabriel Tamaş, Dorin Goian, Răzvan Raţ, Răzvan Cociş (64m - Paul Codrea), Mirel Rădoi (93m - Nicolae Dică), Cristian Chivu, Bănel Nicoliţă, Daniel Niculae e Adrian Mutu (78m - Marius Niculae)
Grégory Coupet, Willy Sagnol, Lilian Thuram, William Gallas, Eric Abidal, Franck Ribéry, Jérémy Toulalan, Claude Makelele, Florent Malouda, Nicolas Anelka (72m - Bafétimbi Gomis) e Karim Benzema (78m - Samir Nasri)
"Melhor em campo" - Makelele
Amarelos - Daniel Niculae (27m), Cosmin Contra (40m), Dorin Goian (43m); Willy Sagnol (51m)
Árbitro - Manuel Enrique Mejuto González (Espanha)
Estádio Letzigrund - Zurich (17h00)

3-0
No melhor jogo do EURO 2008 - até ao momento - Holanda e Itália apresentaram-se a alto nível, num jogo de grande intensidade, em particular na segunda metade de cada uma das partes.
Utilizando em seu favor as armas tradicionalmente adoptadas pela Itália, beneficiando de rápidos contra-ataques, a Holanda foi elevando o marcador, numa vitória justa, embora por números algo exagerados.
A Itália, não abdicando nunca do jogo, foi castigada com o segundo e terceiro golos precisamente quando estava mais perto de marcar. Já depois do 0-3, os italianos dispuseram ainda de pelo menos duas oportunidades soberanas de golo... mas, hoje, a bola não quis entrar.
Também a Holanda, para além dos 3 golos, teve outras oportunidades, superiormente negadas por Buffon.
Referência final ao grave erro de arbitragem, validando o primeiro golo da Holanda, obtido em clara posição de fora-de-jogo - não obstante a comissão de arbitragem ter saído em defesa do árbitro...
Edwin van der Sar, André Ooijer, Khalid Boulahrouz (77m - Johnny Heitinga), Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst, Nigel de Jong, Orlando Engelaar, Dirk Kuyt (81m - Ibrahim Afellay), Rafael van der Vaart, Wesley Sneijder e Ruud van Nistelrooy (70m - Robin van Persie)
Gianluigi Buffon, Christian Panucci, Andrea Barzagli, Marco Materazzi (54m - Fabio Grosso), Gianluca Zambrotta, Massimo Ambrosini, Andrea Pirlo, Gennaro Gattuso, Mauro Camoranesi (75m - Antonio Cassano), Luca Toni e Antonio Di Natale (64m - Alessandro Del Piero)
1-0 - Ruud van Nistelrooy - 26m
2-0 - Wesley Sneijder - 31m
3-0 - Giovanni van Bronckhorst - 79m
"Melhor em campo" - Wesley Sneijder
Amarelos - Nigel de Jong (58m); Luca Toni (27m), Zambrotta (35m), Gattuso (51m)
Árbitro - Peter Fröjdfeldt (Suécia)
Estádio Stade de Suisse - Bern (19h45)
10.06.2008
Grupo D - 1ª Jornada

4-1
Repetindo o encontro de 2004, defrontaram-se novamente as selecções representantes dos dois primeiros Campeões da Europa. E, tal como há quatro anos, a Espanha repetiu a vitória, reforçando-a na partida de hoje (em 2004, havia vencido pela margem mínima, com um golo solitário).
Com um hat-trick de David Villa a demonstrar inequivocamente a sua categoria - a explicar por que razão Raul não foi convocado -, a Espanha, que tinha já o jogo ganho ao intervalo, confirmou nesta estreia o seu poderio, perfilando-se desde já como um dos mais fortes candidatos ao título.
Iker Casillas, Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol, Joan Capdevila, David Silva (77m - Xabi Alonso), Marcos Senna, Xavi Hernández, Andrés Iniesta (63m - Santi Cazorla), David Villa e Fernando Torres (54m - Cesc Fábregas)
Igor Akinfeev, Aleksandr Anyukov, Roman Shirokov, Denis Kolodin, Yuri Zhirkov, Dmitri Sychev (45m - Vladimir Bystrov / 70m - Roman Adamov), Konstantin Zyrianov, Sergei Semak, Igor Semshov (58m - Dmitri Torbinskiy), Diniyar Bilyaletdinov e Roman Pavlyuchenko
1-0 - David Villa - 20m
2-0 - David Villa - 44m
3-0 - David Villa - 75m
3-1 - Pavlyuchenko - 86m
4-1 - Cesc Fábregas - 91m
"Melhor em campo" - David Villa
Amarelos - N/A
Árbitro - Konrad Plautz (Áustria)
Estádio Tivoli Neu - Innsbruck (17h00)

0-2
Quatro anos depois, a selecção da Grécia, Campeã da Europa em título, regressou aos grandes palcos do futebol europeu.
E, tal como prevenira o seu treinador Otto Rehhagel, será praticamente impossível repetir o milagre de Portugal, tendo deixado a indicação de que a sua equipa iria continuar a jogar como é seu timbre: à defesa.
Durante mais de uma hora, com uma Grécia de risco mínimo, retraída no seu meio-campo, contribuindo para o pior jogo do torneio (até ao momento), parecia inevitável o nulo no marcador.
Até que, no espaço de 5 minutos - curiosamente, quando os gregos pareciam começar a querer subir no terreno -, primeiro o génio de Ibrahimović e, logo de seguida, Peter Hansson, com dois golos, faziam a equipa grega descer do "Olimpo".
Antonios Nikopolidis, Giourkas Seitaridis, Sotirios Kyrgiakos, Paraskevas Antzas, Traianos Dellas (70m - Ioannis Amanatidis), Vassilios Torosidis, Angelos Basinas, Konstantinos Katsouranis, Georgios Karagounis, Angelos Charisteas e Theofanis Gekas (45m - Georgios Samaras)
Andreas Isaksson, Niclas Alexandersson (74m - Fredrik Stoor), Olof Mellberg, Petter Hansson, Mikael Nilsson, Christian Wilhelmsson (78m - Markus Rosenberg), Anders Svensson, Fredrik Ljungberg, Daniel Andersson, Zlatan Ibrahimović (71m - Johan Elmander) e Henrik Larsson
0-1 - Zlatan Ibrahimović - 67m
0-2 - Petter Hansson - 72m
"Melhor em campo" - Zlatan Ibrahimović
Amarelos - Charisteas (1m), Seitaridis (51m), Torosidis (61m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Estádio Wals-Siezenheim - Salzburg (19h45)
11.06.2008
Grupo A - 2ª Jornada

3-1
Temos equipa!
Frente a uma das melhores selecções europeias, Portugal assumiu as despesas da partida, procurando sempre construir jogo, sendo premiado, logo aos 7 minutos, com o primeiro golo: uma iniciativa de Ronaldo, entrando na área, com o esférico a sobrar para Deco, numa jogada confusa, obrigando Čech a arrojar-se aos pés do médio português, que conseguiria afastar a bola do guarda-redes... assim como, com um remate enrolado, desviá-la do defesa checo que fazia a cobertura em cima da linha de baliza.
Os checos não se desconcentraram, continuando a jogar o seu futebol bem organizado, criando perigo aos 9, 15 e 16 minutos, acabando por chegar ao empate estavam decorridos apenas 17 minutos, precisamente na sequência de uma bola parada: um canto, em que Sionko, o jogador mais atrasado na linha ofensiva checa, foi o primeiro a chegar à bola, cabeceando para o fundo da baliza portuguesa.
Até final da primeira parte, o jogo foi repartido entre os dois meios-campos, eventualmente com a equipa checa a denotar, nesta fase, uma maior consistência. Portugal construiu algumas boas jogadas de ataque: aos 23 minutos, um excelente remate cruzado de Deco, de meia distância, a sair ligeiramente acima da trave; no minuto seguinte, novo remate de Ronaldo, de fora da área, com defesa segura de Čech; com a cena a repetir-se ao minuto 42, desta feita da zona central, com o guarda-redes checo a corresponder de forma soberana.
Por seu lado, a R. Checa criou dificuldades à equipa nacional, aos 29 e 36 minutos, respectivamente por intermédio de Plasil e Baros. No reinício, logo aos 48 minutos, Sionko centrou, com a bola a cruzar toda a zona da pequena área, sem que ninguém aparecesse a desviar. E, a "papel químico", aos 63 minutos, com Plasil a surgir novamente a cruzar, com a bola a percorrer toda a zona de pequena área portuguesa.
Entretanto, talvez na melhor fase da equipa checa, aos 63 minutos Portugal colocava-se na "mó de cima", com um golaço: o trabalho foi de João Moutinho, no lado direito, a assistir Ronaldo, que, vindo de trás, de primeira, rematou cruzado para o poste mais distante; Čech bem se esticou, procurando aproveitar o seu 1,97m de altura... mas não conseguiria chegar à bola.
Aos 66 e 70 minutos, aproveitando alguma insegurança denotada por Ricardo, a R. Checa ainda criaria novas situações de perigo. A partir daí, a equipa portuguesa, de forma inteligente, procurou garantir o controlo da partida, fazendo acalmar a intensa pressão da equipa checa, aproveitando também as paragens decorrentes das 6 substituições efectuadas entre os 68 e os 85 minutos para quebrar o ritmo de jogo. A última oportunidade dos checos surgira entretanto aos 83 minutos, com Ricardo a redimir-se, com uma excelente estirada, salvando a cabeçada para golo de Sionko.
Até que, tal como acontecera no primeiro jogo, frente à Turquia, já com 91 minutos, aproveitando o balanceamento ofensivo do adversário, num rapidíssimo contra-ataque, Ronaldo isolou-se... podia ter marcado, mas preferiu assistir "de bandeja" para Quaresma, que só teve de empurrar para o golo.
Em síntese, mais uma muito boa exibição de Portugal, com algumas excelentes iniciativas individuais, marcando nos momentos certos, não obstante ter passado por alguns momentos de apuro, dada a categoria do adversário.
Para já, a equipa portuguesa está praticamente apurada para os 1/4 Final; só um cataclismo afastaria a selecção nacional, com 2 vitórias em 2 jogos e 4 golos de vantagem em termos de diferença de golos. Se conseguir prosseguir numa evolução em crescendo, afinando rotinas e reforçando o jogo colectivo em detrimento do individual, Portugal poderá atingir um excelente desempenho neste Europeu...
Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho (74m - Fernando Meira), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão (80m - Quaresma) e Nuno Gomes (79m - Hugo Almeida)
Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek (73m - Jan Koller), Marek Matějovský (68m - Stanislav Vlček), Libor Sionko, Jan Polák, Jaroslav Plašil (85m - David Jarolím) e Milan Baroš
1-0 - Deco - 8m
1-1 - Sionko - 17m
2-1 - Cristiano Ronaldo - 63m
3-1 - Quaresma - 91m
"Melhor em campo" - Cristiano Ronaldo
Amarelos - Bosingwa (31m); Polák (22m)
Árbitro - Kyros Vassaras (Grécia)
Stade de Genève - Genève (17h00)

1-2
A Suíça está eliminada! Portugal vence o Grupo!
Não obstante terem ainda de se defrontar na última jornada da Fase de Grupos, no próximo domingo, Portugal e Suíça têm já a situação definida: com a segunda vitória em dois jogos disputados, Portugal não só garante o apuramento para os 1/4 Final, como também a vitória no Grupo, feito que alcança pela quarta vez consecutiva em Fases Finais de Campeonatos da Europa (1996, 2000, 2004 e 2008); a Suíça, com duas derrotas, está já eliminada e será inclusivamente última classificada do Grupo A.
R. Checa e Turquia partem em igualdade absoluta para o jogo decisivo. Em caso de empate, o desempate far-se-á (conforme o ponto 7.08 do Regulamento da prova)... por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade!
No jogo desta noite - com uma primeira parte disputada sob uma forte intempérie, com chuva torrencial em Basileia, transformando o relvado num "lago", quase impossibilitando a prática do futebol -, foi a Suíça a inaugurar o marcador, com um golo de Hakan Yakin, conseguindo recuperar uma bola que ficara presa numa poça de água, na sequência do cruzamento; isto já depois de uma incrível perdida da Turquia, com Diego Benaglia a salvar in extremis, com a bola a embater ainda no poste.
Na segunda parte, os turcos - a quem a derrota comprometeria de forma significativa as aspirações de apuramento - partiram em busca do golo do empate, o que alcançariam ainda antes do quarto de hora.
Na meia-hora final, ambas as equipas hesitaram entre procurar a vitória ou manter a igualdade; apesar de ter sido a Suíça a estar mais perto do golo... acabaria por vir a sofrer o tento que a afasta definitivamente da hipótese de atingir os 1/4 Final já no período de compensação.
Diego Benaglio, Stephan Lichtsteiner, Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami, Gökhan Inler, Gelson Fernandes (76m - Ricardo Cabanas), Tranquillo Barnetta (66m - Johan Vonlanthen), Hakan Yakin (85m - Daniel Gygax) e Eren Derdiyok
Volkan Demirel, Hamit Altıntop, Emre Aşık, Servet Çetin, Hakan Balta, Gökdeniz Karadeniz (45m - Semih Şentürk), Mehmet Aurélio, Arda Turan, Tümer Metin (Mehmet Topal), Nihat Kahveci (85m - Kazım Kazım) e Tuncay Sanlı
1-0 - Hakan Yakin - 32m
1-1 - Semih Şentürk - 57m
1-2 - Arda Turan - 92m
"Melhor em campo" - Arda Turan
Amarelos - Eren Derdiyok (55m); Tuncay Sanlı (31m), Mehmet Aurélio (41m), Hakan Balta (48m)
Árbitro - Ľuboš Micheľ (Eslováquia)
Estádio St. Jakob-Park - Basileia (19h45)
12.06.2008
Grupo B - 2ª Jornada

2-1
Contrariando as expectativas generalizadas, a Croácia - que afastou, na Fase de qualificação, a Inglaterra - derrotou hoje a Alemanha, assumindo a liderança isolada do Grupo, estando também a caminho do apuramento para os 1/4 Final.
Stipe Pletikosa, Vedran Ćorluka, Robert Kovač, Josip Šimunić, Danijel Pranjić, Darijo Srna (80m - Jerko Leko), Luka Modrić, Niko Kovač, Ivan Rakitić, Niko Kranjčar (85m - Dario Knežević) e Ivica Olić (72m - Mladen Petrić)
Jens Lehmann, Philipp Lahm, Christoph Metzelder, Per Mertesacker, Marcell Jansen (45m - David Odonkor), Clemens Fritz (82m - Kevin Kuranyi), Torsten Frings, Michael Ballack, Lukas Podolski, Mario Gómez (66m - Bastian Schweinsteiger) e Miroslav Klose
1-0 - Darijo Srna - 24m
2-0 - Ivica Olić - 62m
2-1 - Lukas Podolski - 79m
"Melhor em campo" - Luka Modrić
Amarelos - Darijo Srna (27m), Josip Šimunić (45m), Jerko Leko (92m), Luka Modrić (93m); Michael Ballack (75m), Jens Lehmann (92m)
Cartão vermelho - Bastian Schweinsteiger (92m)
Árbitro - Frank De Bleeckere (Bélgica)
Estádio Wörthersee - Klagenfurt (17h00)

1-1
Quando se esperava a quarta derrota em 4 jogos das equipas da casa, a Áustria conseguiu "salvar-se" com uma grande penalidade já em período de compensação, mantendo as esperanças no apuramento para os 1/4 Final. Para tal, terá de derrotar a Alemanha na última jornada, esperando que a Polónia não vença a Croácia por uma diferença de golos superior... caso em que seriam os polacos a qualificar-se. À Alemanha bastará o empate para seguir em frente.
Jürgen Macho, György Garics, Sebastian Prödl, Martin Stranzl, Emanuel Pogatetz, Christoph Leitgeb, René Aufhauser (74m - Jürgen Säumel), Andreas Ivanschitz (64m - Ivica Vastic), Ümit Korkmaz, Martin Harnik e Roland Linz (64m - Roman Kienast)
Artur Boruc, Marcin Wasilewski, Mariusz Jop (45m - Paweł Golański), Jacek Bąk, Michał Żewłakow, Dariusz Dudka, Mariusz Lewandowski, Jacek Krzynówek, Roger Guerreiro (85m - Maciej Żurawski), Marek Saganowski (83m - Wojciech Łobodziński) e Euzebiusz Smolarek
0-1 - Roger Guerreiro - 30m
1-1 - Ivica Vastic - 93m (grande penalidade)
"Melhor em campo" - Roger Guerreiro
Amarelos - Ümit Korkmaz (56m), Sebastian Prödl (72m); Marcin Wasilewski (58m), Jacek Krzynówek (61m), Jacek Bąk (93m)
Árbitro - Howard Webb (Inglaterra)
Estádio Ernst Happel - Viena (19h45)
13.06.2008
Grupo C - 2ª Jornada

1-1
No termo do que constituiu um bom jogo de futebol, com oportunidades repartidas por ambas as equipas, estão muito complicadas as contas para os Campeões do Mundo: a possibilidade de apuramento dependerá concerteza de uma vitória frente à França na última jornada. E, se ainda subsiste uma réstea de esperança para a Itália, é graças a Gianluigi Buffon, que, já próximo do termo da partida, defendeu uma grande penalidade apontada por Adrian Mutu.
Gianluigi Buffon, Gianluca Zambrotta, Christian Panucci, Giorgio Chiellini, Fabio Grosso, Andrea Pirlo, Daniele De Rossi, Mauro Camoranesi (85m - Massimo Ambrosini), Simone Perrotta (57m - Antonio Cassano), Alessandro Del Piero (77m - Fabio Quagliarella) e Luca Toni
Bogdan Lobonţ, Cosmin Contra, Gabriel Tamaş, Dorin Goian, Răzvan Raţ, Mirel Rădoi (25m - Nicolae Dică), Florentin Petre (60m - Bănel Nicoliţă), Paul Codrea, Cristian Chivu, Adrian Mutu (88m - Răzvan Cociş) e Daniel Niculae
0-1 - Adrian Mutu - 55m
1-1 - Christian Panucci - 56m
"Melhor em campo" - Andrea Pirlo
Amarelos - Andrea Pirlo (61m), Daniele De Rossi (92m); Adrian Mutu (43m), Cristian Chivu (58m), Dorin Goian (73m)
Árbitro - Tom Henning Øvrebø (Noruega)
Estádio Letzigrund - Zurich (17h00)

4-1
Impressionante demonstração de capacidade, poderio e... extrema eficácia da Holanda, goleando os vice-campeões do mundo por 4-1, já depois de ter inflingido também uns copiosos 3-0 aos Campeões do Mundo!
Num jogo entusiasmante, os holandeses, tal como na sua primeira partida (ou ainda mais no encontro de hoje), tiveram de repartir com o adversário as jogadas ofensivas e as situações de perigo, conseguindo, uma vez mais, ter um muito maior grau de efectividade.
Cedo inaugurando o marcador (estavam decorridos apenas 9 minutos), a Holanda aproveitaria o balanceamento ofensivo dos franceses - que chegou a "encostar" os holandeses cá atrás - para chegar ao segundo golo. E, após o tento de honra da França, não demoraria mais de 15 segundos a recolocar-se novamente em vantagem por 2 golos, fazendo o 3-1 imediatamente após a reposição da bola em jogo, num momento fatal de desconcentração para a equipa francesa.
Esse foi um rude golpe nas aspirações e na motivação dos franceses, que viriam ainda a assistir a mais um brilhante momento de futebol, protagonizado por um dos expoentes máximos desta prova, quando, já com 2 minutos para além do tempo regulamentar, Wesley Sneijder elevou o marcador para uns (demasiado) expressivos 4-1.
A Holanda está também já apurada, tendo igualmente garantido a vitória no grupo (à semelhança do que Portugal e Croácia haviam alcançado nos dias anteriores). É já certo que, ou os Campeões do Mundo (Itália), ou os vice-campeões do mundo (França) - pelo menos um deles - ficarão de fora da prova no final da fase de grupos. E, podem mesmo ver-se arredadas ambas as equipas!
Encontram-se agora "nas mãos" da Holanda; caso os holandeses venham a perder com a Roménia, seria esta a apurada. E, mesmo perdendo, serão também os romenos a prosseguir em frente em caso de empate entre Itália e França, se não forem derrotados por mais de 2 golos de diferença!
Edwin van der Sar, Khalid Boulahrouz, André Ooijer, Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst, Nigel de Jong, Orlando Engelaar (45m - Arjen Robben), Dirk Kuyt (55m - Robin van Persie), Rafael van der Vaart (78m - Wilfred Bouma), Wesley Sneijder e Ruud van Nistelrooy
Grégory Coupet, Willy Sagnol, Lilian Thuram, William Gallas, Patrice Evra, Jérémy Toulalan, Claude Makelele, Sidney Govou (75m - Nicolas Anelka), Florent Malouda (60m - Bafétimbi Gomis), Franck Ribéry e Thierry Henry
1-0 - Dirk Kuyt - 9m
2-0 - Robin van Persie - 59m
2-1 - Thierry Henry - 71m
3-1 - Arjen Robben - 72m
4-1 - Wesley Sneijder - 92m
"Melhor em campo" - Wesley Sneijder
Amarelos - André Ooijer (51m); Claude Makelele (32m), Jérémy Toulalan (82m)
Árbitro - Herbert Fandel (Alemanha)
Estádio Stade de Suisse - Bern (19h45)
14.06.2008
Grupo D - 2ª Jornada

1-2
Numa partida com cambiantes curiosas, com a Espanha a assumir o comando do jogo desde início, culminando a sua iniciativa com um golo à passagem do quarto de hora, a Suécia conseguiria começar por neutralizar o meio-campo espanhol, para, na segunda metade do primeiro tempo, passar a dominar, chegando com naturalidade ao empate.
Estranhamente, na etapa complementar, a Suécia - não querendo ou não tendo capacidade para continuar a jogar pelo jogo - como que abdicaria, concedendo toda a iniciativa à Espanha, que se instalou no meio-campo sueco.
A equipa da Suécia parecia então ter sido contagiada pelo futebol adoptado pela Grécia, limitando-se a permanecer na expectativa, parecendo ter como único fim a preservação do empate. Objectivo que quase conseguiria...
Depois de tanto porfiar em ataque continuado, deparando sempre com dificuldades para transpor a muralha sueca, a Espanha acabaria, ironicamente, por chegar ao golo - colocando inteira justiça no marcador -, já em tempo de compensação, na sequência de um contra-ataque rápido, numa excelente execução técnica de David Villa, marcando o seu quarto tento na competição, isolando-se novamente como melhor marcador da prova.
Com duas vitórias em dois jogos - repetindo as proezas de Portugal, Croácia e Holanda -, a Espanha pode também assegurar hoje o apuramento para os 1/4 Final, desde que a Grécia não vença a Rússia no jogo da noite. Em caso de empate, ou derrota da Grécia, a Espanha garantiria mesmo, desde já, a vitória no grupo.
Andreas Isaksson, Fredrik Stoor, Olof Mellberg, Petter Hansson, Mikael Nilsson, Johan Elmander (79m - Sebastian Larsson), Daniel Andersson, Anders Svensson, Fredrik Ljungberg, Henrik Larsson (87m - Kim Källström) e Zlatan Ibrahimović (45m - Markus Rosenberg)
Iker Casillas, Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol (24m - Raúl Albiol), Joan Capdevila, Andrés Iniesta (59m - Santi Cazorla), Marcos Senna, Xavi Hernández (59m - Cesc Fábregas), David Silva, David Villa e Fernando Torres
0-1 - Fernando Torres - 15m
1-1 - Zlatan Ibrahimović -34m
1-2 - David Villa - 92m
"Melhor em campo" - David Villa
Amarelos - Anders Svensson (55m); Carlos Marchena (53m)
Árbitro - Pieter Vink (Holanda)
Estádio Tivoli Neu - Innsbruck (17h00)

0-1
A Grécia, Campeã da Europa em título, está eliminada do EURO 2008, com duas derrotas nos dois primeiros jogos da Fase de Grupos. Ao invés da campanha de 2004, na presente edição da prova, a selecção grega não só passou a sofrer golos, como, ao invés, não se revelou ainda capaz de marcar.
A Rússia discutirá com a Suécia, na jornada final, o apuramento para os 1/4 Final, com vantagem na diferença de golos para os suecos.
Com este resultado, confirma-se também a vitória da Espanha no grupo.
Antonios Nikopolidis, Giourkas Seitaridis (40m - Georgios Karagounis), Traianos Dellas, Sotirios Kyrgiakos, Vassilios Torosidis, Konstantinos Katsouranis, Angelos Basinas, Christos Patsatzoglou, Angelos Charisteas, Ioannis Amanatidis (80m - Stelios Giannakopoulos) e Nikolaos Liberopoulos (61m - Theofanis Gekas)
Igor Akinfeev, Aleksandr Anyukov, Denis Kolodin, Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov (87m - Vasili Berezutski), Sergei Semak, Dmitri Torbinskiy, Konstantin Zyrianov, Igor Semshov, Diniyar Bilyaletdinov (70m - Ivan Saenko) e Roman Pavlyuchenko
0-1 - Konstantin Zyrianov - 33m
"Melhor em campo" - Roman Pavlyuchenko
Amarelos - Georgios Karagounis (42m) e Nikolaos Liberopoulos (58m); Ivan Saenko (77m) e Dmitri Torbinskiy (84m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Estádio Wals-Siezenheim - Salzburg (19h45)
15.06.2008
Grupo A - 3ª Jornada

2-0
Num jogo em que, do habitual "onze titular", apenas Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira se mantiveram na equipa portuguesa - com Scolari a dar descanso a Bosingwa (único português advertido com um cartão amarelo nos dois primeiros jogos), Ricardo Carvalho, Petit, João Moutinho, Simão, Ronaldo, Deco e Nuno Gomes - a Suíça alcançou uma justa vitória sobre Portugal.
As estreias de Miguel, Bruno Alves, Miguel Veloso, Hélder Postiga, e, mais tarde, de Jorge Ribeiro (entrando a substituir Paulo Ferreira, devido ao cartão amarelo com que este fora admoestado) não foram muito bem sucedidas - também com Nani e Quaresma desinspirados -, pese embora algumas ocasiões de perigo de que a equipa portuguesa dispôs, nomeadamente com duas bolas a embater nos ferros da baliza suíça.
O primeiro golo da Suíça viria dar expressão a um período de maior domínio da equipa helvética, que levara Scolari a fazer entrar em campo - no minuto precedente - João Moutinho.
Após o golo, Portugal, de forma mais ou menos desgarrada, procuraria ainda, por uma ou duas vezes, criar jogadas ofensivas, mas seria a Suíça a resolver o jogo, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar falta de Fernando Meira, numa fase em que os jogadores de Portugal de deixavam enredar em situações confusas que originariam diversos cartões amarelos.
A Suíça, penalizada por lesões de jogadores influentes, e infeliz em algumas outras situações de jogo, nas partidas com a R. Checa e a Turquia, despede-se desta competição com dignidade, alcançando a sua primeira vitória em 9 jogos disputados em 3 Fases Finais da prova, com Hakan Yakin a deixar a sua marca na presente edição, atingindo um registo de 3 golos marcados.
Portugal, já com a vitória no grupo garantida, perdulário na primeira hora de jogo, não revelaria a motivação necessária para encerrar esta fase sem derrotas, acabando por, na parte final do encontro, perder o controlo da partida e, um pouco, o auto-controlo. O EURO 2008 começa agora...
Pascal Züberbühler, Stephan Lichtsteiner (83m - Stéphane Grichting), Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami, Gelson Fernandes, Gökhan Inler, Johan Vonlanthen (61m - Tranquillo Barnetta), Hakan Yakin (86m - Ricardo Cabanas) e Eren Derdiyok
Ricardo, Miguel, Pepe, Bruno Alves, Paulo Ferreira (41m - Jorge Ribeiro), Fernando Meira, Miguel Veloso (71m - João Moutinho), Raul Meireles, Quaresma, Nani e Hélder Postiga (73m - Hugo Almeida)
1-0 - Hakan Yakin - 71m
2-0 - Hakan Yakin - 83m (grande penalidade)
"Melhor em campo" - Hakan Yakin
Amarelos - Hakan Yakin (27m), Johan Vonlanthen (37m), Tranquillo Barnetta (81m) e Gelson Fernandes (92m); Paulo Ferreira (30m), Jorge Ribeiro (64m), Fernando Meira (78m) e Miguel (81m)
Árbitro - Konrad Plautz (Áustria)
Estádio St. Jakob-Park - Basileia (19h45)

3-2
A R. Checa parecia ter o apuramento garantido quando, a um quarto de hora do termo da partida, vencia por 2-0; contudo, uma sensacional reviravolta - consubstanciada com 2 golos nos últimos três minutos -, colocaria a Turquia na fase seguinte!
Depois de dominar durante grande parte do encontro, a R. Checa foi completamente surpreendida pelo aguerrido quarto de hora final dos turcos, com a sua estrela Nihat Kahveci a aparecer finalmente, marcando dois golos decisivos, o primeiro deles, a empatar o jogo, na sequência de uma clamorosa falha de Petr Čech, deixando escapar a bola das mãos, para o remate fatal do turco.
O marcador assinalava então o minuto 87 e pensou-se que seria inaugurado um novo sistema de desempate numa Fase de Grupos de uma grande competição internacional, por via de remates da marca de grande penalidade... mas não! Embalada pela sensacional recuperação, a Turquia consumaria uma tão extraordinária quanto inesperada reviravolta frente a uma das grandes potências do futebol europeu.
Num louco final de jogo, haveria ainda tempo para - já com 92 minutos -, numa derradeira oportunidade dos checos de restabelecer a igualdade (a 3-3), os turcos se verem reduzidos a 10, por expulsão do seu guarda-redes Volkan Demirel, por agressão (empurrão) a Jan Koller.
Teria de ser então Tuncay Sanlı a assumir-se como guardião improvisado, para os três minutos finais do período de compensação, fase em que os checos, já sem discernimento e em absoluto desespero, não conseguiriam criar qualquer situação de perigo, sendo aindo admoestados com dois cartões amarelos, um deles para Milan Baroš, que, nesta partida, nem sequer sairia do banco.
Depois da reviravolta operada no jogo frente à Suíça, a Turquia confirma uma enorme crença, mostrando que os jogos não estão ganhos (ou perdidos) antes de terminarem. A R. Checa - já a primeira grande decepção deste EURO 2008 - repete o fantasma do Mundial 2006, em que, depois de uma vitória no jogo inaugural, duas derrotas nos encontros subsequentes provocam o prematuro afastamento da equipa da prova ainda na sua fase inicial.
Está assim já definido o primeiro jogo dos 1/4 Final: Croácia - Turquia. A equipa de Portugal aguarda ainda o seu adversário, que será conhecido amanhã, nos jogos de encerramento do Grupo B.
Volkan Demirel, Hamit Altıntop, Emre Güngör (63m - Emre Aşık), Servet Çetin, Hakan Balta, Mehmet Topal (57m - Kazım Kazım), Mehmet Aurélio, Arda Turan, Tuncay Sanlı, Nihat Kahveci e Semih Şentürk (45m - Sabri Sarıoğlu)
Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek, Libor Sionko (84m - Stanislav Vlček), Marek Matějovský (39m - David Jarolím), Jan Polák, Jaroslav Plašil (80m - Michal Kadlec) e Jan Koller
0-1 - Jan Koller - 34m
0-2 - Jaroslav Plašil - 62m
1-2 - Arda Turan - 75m
2-2 - Nihat Kahveci - 87m
3-2 - Nihat Kahveci - 89m
"Melhor em campo" - Nihat Kahveci
Amarelos - Mehmet Topal (6m), Mehmet Aurélio (10m), Arda Turan (62m) e Emre Aşık (73m); Tomáš Galásek (80m), Tomáš Ujfaluši (94m) e Milan Baroš (95m)
Cartão vermelho - Volkan Demirel (92m)
Árbitro - Peter Fröjdfeldt (Suécia)
Stade de Genève - Genève (19h45)
16.06.2008
Grupo B - 3ª Jornada

0-1
Não houve surpresas no 10º dia do EURO 2008: a Croácia, vencendo a Polónia, confirmou a vitória no Grupo B, fazendo o pleno - 3 triunfos em 3 partidas -, feito que apenas Holanda e Espanha poderão igualar.
Artur Boruc, Marcin Wasilewski, Michał Żewłakow, Dariusz Dudka, Jakub Wawrzyniak, Wojciech Łobodziński (55m - Euzebiusz Smolarek), Rafał Murawski, Roger Guerreiro, Mariusz Lewandowski (45m - Adam Kokoszka), Jacek Krzynówek e Marek Saganowski (69m - Tomasz Zahorski)
Vedran Runje, Dario Šimić, Hrvoje Vejić, Dario Knežević (27m - Vedran Ćorluka), Danijel Pranjić, Jerko Leko, Ognjen Vukojević, Nikola Pokrivač, Ivan Rakitić, Ivan Klasnić (74m - Nikola Kalinić)e Mladen Petrić (75m - Niko Kranjčar)
0-1 - Ivan Klasnić - 53m
"Melhor em campo" - Ivan Klasnić
Amarelos - Mariusz Lewandowski (38m), Tomasz Zahorski (84m); Hrvoje Vejić (45m), Ognjen Vukojević (85m)
Árbitro - Kyros Vassaras (Grécia)
Estádio Wörthersee - Klagenfurt (19h45)

0-1
Depois do Croácia - Turquia, ficámos hoje a conhecer outro jogo dos 1/4 Final: Portugal - Alemanha, partida a disputar em Basileia no próximo dia 19 (quinta-feira).
Num encontro mais difícil do que se poderia supor, a Alemanha obteve esta noite uma vitória - resultado com o seu quê de lisonjeiro - sobre a Áustria que, nada tendo a perder, necessitando imperiosamente de ganhar para manter aspirações a continuar em prova, beneficiou de algumas oportunidades... para além de uma grande penalidade, desta vez não assinalada pelo árbitro - que, posteriormente, compensaria o erro, não assinalando lance equivalente na área austríaca.
Pese embora ter também criado algumas outras ocasiões de perigo, foi necessário um inspirado Ballack para, na conversão de um livre, com um remate potente e colocado, marcar o golo que permitiria aos alemães alguma tranquilidade, em busca da recuperação da confiança perdida na sequência da derrota contra a Croácia. Tem agora a palavra a selecção portuguesa.
Tal como acontecera ontem com a Suíça, foi hoje a vez do outro país organizador (Áustria) ver concluída a sua participação no EURO 2008.
Jürgen Macho, György Garics, Martin Stranzl, Martin Hiden (55m - Christoph Leitgeb), Emanuel Pogatetz, Martin Harnik (67m - Roman Kienast), René Aufhauser (63m - Jürgen Säumel), Andreas Ivanschitz, Christian Fuchs, Ümit Korkmaz e Erwin Hoffer
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Clemens Fritz (92m - Tim Borowski), Torsten Frings, Michael Ballack, Lukas Podolski (82m - Oliver Neuville), Mario Gómez (60m - Thomas Hitzlsperger) e Miroslav Klose
0-1 - Michael Ballack - 49m
"Melhor em campo" - Michael Ballack
Amarelos - Martin Stranzl (13m), Erwin Hoffer (31m), Andreas Ivanschitz (48m)
Árbitro - Manuel Enrique Mejuto González (Espanha)
Estádio Ernst Happel - Viena (19h45)
17.06.2008
Grupo C - 3ª Jornada

2-0
A Holanda, mesmo remodelando de forma significativa a equipa, encerrou a sua campanha na fase de grupos com mais um triunfo, igualando o pleno também alcançado pela Croácia: 3 vitórias em 3 jogos.
A Roménia, cuja aposta parecia passar pela obtenção do empate nos vários jogos que realizou, esperando que Itália e França se anulassem, vê-se assim, com alguma naturalidade, eliminada da prova.
Maarten Stekelenburg, Khalid Boulahrouz (58m - Mario Melchiot), Johnny Heitinga, Wilfred Bouma, Tim de Cler, Demy de Zeeuw, Orlando Engelaar, Ibrahim Afellay, Robin van Persie, Arjen Robben (61m - Dirk Kuyt) e Klaas Jan Huntelaar (83m - Jan Vennegoor of Hesselink)
Bogdan Lobonţ, Cosmin Contra, Gabriel Tamaş, Sorin Ghionea, Răzvan Raţ, Răzvan Cociş, Paul Codrea (72m - Nicolae Dică), Cristian Chivu, Bănel Nicoliţă (82m - Florentin Petre), Marius Niculae (59m - Daniel Niculae) e Adrian Mutu
1-0 - Klaas Jan Huntelaar - 54m
2-0 - Robin van Persie - 87m
"Melhor em campo" - Robin van Persie
Amarelos - Cristian Chivu (78m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Estádio Stade de Suisse - Bern (19h45)

0-2
Combinando uma dose de infelicidade - a lesão de Franck Ribéry aos 10 minutos - com algumas opções estratégicas duvidosas (a colocação de Eric Abidal, um defesa lateral, a central), a França, a quem o único resultado que lhe interessava para poder manter aspirações era a vitória, acabou por, na pior exibição na prova, ser justamente derrotada pelos Campeões do Mundo, numa "reedição" da Final do Mundial de 2006.
Eric Abidal já havia denotado sinais de intranquilidade (inadaptação?) quando, logo aos 24 minutos, se viu obrigado a recorrer à falta dentro da área, a qual seria sancionada com grande penalidade... e expulsão do reconvertido defesa central francês.
Com Pirlo a não dar hipóteses de defesa na conversão da grande penalidade, a Itália colocava-se em vantagem no marcador (que já antes fizera por merecer)... e numérica.
Nos minutos imediatos ficou a sensação que o jogo estava resolvido, com a Itália a desperdiçar mais algumas oportunidades para elevar o marcador. Contudo, a França conseguiria ainda, nomeadamente por via de lances de bola parada, assustar os italianos, chegando mesmo a exigir a excelente intervenção de Buffon.
Com o segundo golo - conjugado com as boas notícias que chegavam de Berna, do Holanda-Roménia - a Itália, obrigada a "puxar dos galões" de Campeão do Mundo, confirmava a recuperação na classificação do Grupo, alcançando o segundo lugar e assim garantindo lugar nos 1/4 Final, que disputará frente à Espanha... privada de Andrea Pirlo e de Gennaro Gattuso, que viram hoje o segundo cartão amarelo na prova.
Já a França, despede-se assim, sem honra nem glória, com o último lugar no Grupo, apenas 1 ponto e 1 solitário golo marcado (frente à Holanda) face a 6 (!) golos sofridos.
Estão já definidos três encontros dos 1/4 Final: Portugal - Alemanha e Croácia - Turquia… cujos vencedores se enfrentarão nas 1/2 Finais; e Espanha - Itália. A Holanda aguarda ainda para conhecer o seu adversário, o qual será definido amanhã: Suécia ou Rússia?
Grégory Coupet, François Clerc, William Gallas, Eric Abidal, Patrice Evra, Jérémy Toulalan, Claude Makelele, Sidney Govou (66m - Nicolas Anelka), Franck Ribéry (10m - Samir Nasri - 26m - Jean-Alain Boumsong), Karim Benzema e Thierry Henry
Gianluigi Buffon, Gianluca Zambrotta, Christian Panucci, Giorgio Chiellini, Fabio Grosso, Andrea Pirlo (55m - Massimo Ambrosini), Daniele De Rossi, Gennaro Gattuso (82m - Alberto Aquilani), Simone Perrotta (64m - Mauro Camoranesi), Luca Toni e Antonio Cassano
0-1 - Andrea Pirlo - 25m - grande penalidade
0-2 - Daniele De Rossi - 62m
"Melhor em campo" - Daniele De Rossi
Amarelos - Patrice Evra (18m), Sidney Govou (47m), Jean-Alain Boumsong (72m) e Thierry Henry (85m); Andrea Pirlo (44m), Giorgio Chiellini (45m) e Gennaro Gattuso (54m)
Cartão vermelho - Eric Abidal (24m)
Árbitro - Luboš Michĕl (Eslováquia)
Estádio Letzigrund - Zurich (19h45)
18.06.2008
Grupo D - 3ª Jornada

1-2
Três jogos, três derrotas, um golo marcado e 5 sofridos... o balanço do Campeão Europeu em título, Grécia. Não há lembrança de um trambolhão assim: de Campeão em 2004, a último classificado (oficioso) em 2008 (única selecção que apenas coleccionou derrotas, em todos os jogos dispu