![]()
BENFICA - Fichas de jogos nas provas europeias
2007-08
Getafe - Benfica - 1-0
12.03.2008 - Taça UEFA - 1/8 Final
Getafe - Roberto Abbondanzieri Pato, Cosmin Contra, Manuel Tena, Lucas Licht, Mario Cotelo (74m - Cortés), Fabio Celestini, Francisco Casquero, Jaime Gavilán (80m - Fuertes), Juan Albín, Kepa González (69m - Signorino) e Rubén De la Red
Benfica - Quim, Nélson, Edcarlos (74m - Sepsi), Katsouranis, Léo, Petit, Maxi Pereira (59m - Di María), Rui Costa, Cristián Rodríguez, Nuno Gomes (66m - Mantorras) e Makukula
Cartões amarelos - Roberto Abbondanzieri Pato (38m), Mario Cotelo (60m) e Lucas Licht (73m); Katsouranis (14m), Maxi Pereira (55m) e Edcarlos (68m)
1-0 - Juan Albín - 77m
Árbitro - Viktor Kassai (Hungria)
Numa partida insípida, o Benfica confirmou que a crise é bem real, possivelmente mesmo mais profunda do que poderia supor-se, não parecendo a chicotada psicológica proporcionada pela demissão de Camacho ter trazido qualquer ânimo à equipa.
Perante um Getafe, privado de vários jogadores (por lesão e castigo), obrigado a remodelar meia-equipa, que pareceu adoptar como estratégia conceder a iniciativa ao adversário – a par de sistemáticas perdas de tempo, nas reposições de bola por parte do guarda-redes, e, inclusivamente, com mais de uma situação de duas bolas no campo em simultâneo –, para, de acordo com a sua matriz de jogo, replicar em rápidos contra-ataques, o Benfica nunca revelou capacidade para assumir de forma determinada a iniciativa.
Uma oportunidade desperdiçada (de forma incrível, rematando ao poste a um metro da baliza) por Makukula ainda no primeiro quarto de hora e uma outra, já na segunda parte, por intermédio de Rui Costa (rematando forte da zona central, à entrada da grande-área... mas à figura do guarda-redes), foi tudo o que a equipa portuguesa conseguiu construir.
Apesar das tentativas de Chalana, colocando em campo, primeiro, Di María, e, depois, Mantorras, o Benfica nunca conseguiria libertar-se da apatia.
Aproveitando uma falha, o Getafe não perdoaria, marcando o golo que lhe dá nova vitória, numa eliminatória que, desde cedo, controlou.
A partir daí – embora o golo não alterasse substancialmente a situação, uma vez que o Benfica necessitaria sempre, em qualquer circunstância, de marcar 2 golos – a equipa descreu, arrastando-se pelo campo, pouco mais do que limitando-se a esperar pelo escoar do tempo, vencida e convencida.
E assim, desta forma descolorida, se despede o Benfica de mais uma época de competições europeias, eliminado, pelo terceiro ano consecutivo, por equipas espanholas.
Benfica - Getafe - 1-2
06.03.2008 - Taça UEFA - 1/8 Final
Benfica - Quim, Nélson, Luisão (29m - Zoro), Edcarlos, Léo, Katsouranis, Cristián Rodríguez, Di María (62m - Mantorras), Rui Costa, Sepsi e Óscar Cardozo
Getafe - Óscar Ustari, Cosmin Contra, Belenguer, Cata Díaz, Lucas Licht, Albín, Casquero, Pablo Hernández, Esteban Granero (45m - Mario Cotelo), De la Red (73m - Celestini) e Braulio (61m - Manu)
0-1 - De la Red - 25m
0-2 - Pablo Hernández - 67m
1-2 - Mantorras - 76m
Cartões amarelos - Braulio (21m), De la Red (35m), Lucas Licht (82m), Casquero (85m) e Pablo Hernández (90m)
Cartão vermelho - Óscar Cardozo (9m)
Árbitro - Grzegorz Gilewski (Polónia)
Numa partida em que parecia querer demonstrar uma coesão e um futebol colectivo que tem estado arredado do clube nesta época, o Benfica, por culpas próprias, conjugadas com alguma infelicidade, cedo ofertou vantagem ao seu oponente.
Quando - logo aos 9 minutos - o seu único avançado, Óscar Cardozo, repetindo um gesto que já esboçara no último jogo contra o Sporting (face a Tonel), agrediu com uma cotovelada um jogador adversário, sendo expulso com cartão vermelho directo, o Benfica tomou consciência que este seria um desafio difícil, perante uma equipa (estreante nas provas europeias) que, em 8 jogos na edição desta época na Taça UEFA, sempre marcara (sendo o seu resultado típico o... 2-1).
O aviso chegaria logo aos 17 minutos, com Quim a responder com uma excelente defesa, adiando o golo... até aos 25 minutos, em que uma desatenção de Léo, perdendo a bola em zona proibida, e um ressalto (in)feliz do remate de De la Red em Edcarlos trairia inapelavelmente o guardião benfiquista.
E, quando, decorridos apenas mais 4 minutos, Luisão teve de abandonar o relvado, ressentindo-se de uma lesão, receou-se o pior. Nessa fase, o que se pedia era que o Benfica procurasse manter a serenidade, não se entregando.
Beneficiando do facto de o Getafe - especializado num sistema de jogo que explora velozes contra-ataques - não assumir deliberadamente uma toada ofensiva, a equipa benfiquista conseguiria controlar o jogo, dispondo mesmo de uma soberana ocasião para empatar a partida, ainda na fase inicial da segunda parte.
Como que adormecendo o jogo, sem criar oportunidades de perigo, o Getafe acabaria por - pouco depois de, com a entrada de Mantorras, o Benfica parecer querer assumir, não obstante a inferioridade numérica, uma toada ofensiva -, em nova jogada rápida, chegar ao segundo golo, iam decorridos 66 minutos, colocando alguma injustiça no marcador.
Para, no minuto seguinte, Edcarlos, a um metro da linha de golo, colocar o pé por baixo da bola, fazendo-a subir e embater no poste, em mais um momento de grande infelicidade... e imperícia.
O sinal de inconformismo perante a adversidade sairia dos pés de Mantorras, num remate potente, de meia-distância, com o Benfica finalmente a chegar ao golo.
Com o golo e com o apoio do (escasso) público, a equipa animar-se-ia, à entrada dos dez minutos finais, superando-se em termos de atitude e entrega ao jogo, acreditando, indo em busca do golo do empate.
Teria ainda uma oportunidade para tal, num livre marcado por Rui Costa, com a bola a ser desviada para canto, numa fase de grande confusão nas imediações da área da equipa espanhola, então algo desconcentrada e perdendo o controlo do jogo. Contudo, nos derradeiros cinco minutos, o Benfica acusaria o desgaste de um encontro pratcamente disputado na íntegra com um jogador a menos.
Numa das melhores e mais esforçadas exibições dos últimos meses - a par do jogo em Guimarães - o Benfica acaba por averbar uma derrota com algum travo de injustiça, tornando muito complexas as possibilidades de apuramento nesta eliminatória.
Nuremberga - Benfica - 2-2
21.02.2008 - Taça UEFA - 1/16 Final
Nuremberga - Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Tomás Galásek, Jawhar Mnari (87m - Abardonado), Marco Engelhardt, Angelos Charisteas, Ivan Saenko e Jan Koller
Benfica - Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos (70m - Óscar Cardozo), Léo, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira (70m - Sepsi), Rui Costa, Nuno Assis (81m - Di María) e Makukula
1-0 - Charisteas - 59m
2-0 - Saenko - 66m
2-1 - Cardozo - 89m
2-2 - Di María - 90m
Cartões amarelos - Pinola (89m); Léo (28m), Nuno Assis (45m), Luís Filipe (56m), Makukula (67m) e Petit (77m)
Árbitro - Ivan Bebek (Croácia)
Em mais uma (muito) pobre exibição, frente a uma equipa alemã sem nível europeu (6º classificado no campeonato da época passada, mas que luta agora para evitar a despromoção), o Benfica acabou por ser bafejado pela sorte, conseguindo, in extremis, um lisonjeiro empate, que lhe permitiu prosseguir para os 1/8 Final da Taça UEFA, onde enfrentará o Getafe, de Espanha.
Voltando a optar por um modelo de um único avançado, Camacho apostaria em Makukula, em detrimento de Cardozo, porventura mais desgastado nesta fase da época.
Não obstante, a equipa do Benfica entraria no jogo com boa atitude, beneficiando do retraimento voluntário do seu adversário, que parecia querer jogar na expectativa. De tal forma que, assumindo o controlo da partida, ainda antes dos 10 minutos, já a equipa portuguesa criara três situações de perigo na área do Nuremberga, contudo sem aproveitamento.
À medida que o tempo ia passando, o Benfica foi perdendo o fulgor inicial, enquanto, qual sistema de vasos comunicantes, o Nuremberga ia-se soltando e tornando mais afoito, com Charisteas, já próximo do intervalo, a desperdiçar a maior oportunidade de golo do primeiro tempo.
Na etapa complementar, a equipa benfiquista pareceu desaparecer do jogo, recuando no terreno, atravessando mesmo um período de 10 minutos de descontrolo total, com uma extrema apatia da defesa, permitindo aos alemães marcar dois golos e colocar-se em vantagem na eliminatória... até ao último minuto.
Até aí demasiado passivo, Camacho faria então, aos 70 minutos, uma dupla substituição, arriscando - já sem nada a perder - ao trocar um defesa central (Edcarlos) por um avançado (Cardozo), com Katsouranis a recuar no terreno.
Bastaram três minutos para Cardozo, numa excelente desmarcação, em diagonal, surgir isolado frente ao guarda-redes adversário, embora do seu lado menos forte, rematando cruzado, ligeiramente ao lado, na que era a melhor oportunidade de golo do Benfica.
Já sem grande convicção, e sempre "mais com o coração do que com a cabeça", seria ainda Cardozo, em cima do nonagésimo minuto, num remate enrolado, a fazer ressaltar a bola no chão, para se anichar nas redes contrárias, junto ao poste, sem hipóteses de defesa. O Benfica salvava a eliminatória.
Haveria ainda tempo para momentos de apuro, com a bola a sofrer vários ressaltos na área benfiquista, terminando com um canto. Na sequência, num rápido contra-ataque, ultrapassando a defesa alemã que - balanceada para a frente - não recuperara, Di María beneficiaria de uma situação de "um para zero", rodeando o guarda-redes e praticamente entrando pela baliza dentro, fazendo o golo do empate.
Numa partida muito sofrida - e quando talvez já não acreditasse - o Benfica conseguia eliminar o Nuremberga, única das 5 equipas alemãs ainda em prova a ser afastada.
Benfica - Nuremberga - 1-0
14.02.2008 - Taça UEFA - 1/16 Final
Benfica - Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit, Nuno Assis (85m - Freddy Adu), Rui Costa, Cristián Rodríguez (85m - David Luiz), Makukula e Óscar Cardozo (59m - Di María)
Nuremberga - Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Nicky Adler (46m - Jan Kristiansen), Peer Kluge, Tomás Galásek, Marco Engelhardt, Ivan Saenko e Jan Koller
1-0 - Makukula - 43m
Cartões amarelos - Nélson (22m) e Petit (86m); Wolf (66m) e Pinola (87m)
Árbitro - Alexandru Dan Tudor (Roménia)
Com uma exibição pouco convincente - e, sobretudo, pouco consistente -, o Benfica obteve hoje uma importante vitória (a 100ª em casa em jogos das provas europeias), não obstante a margem mínima, mas sem sofrer golos, o que lhe poderá permitir alcançar o apuramento para os 1/8 Final.
Satisfazendo a "vontade dos adeptos", Camacho colocou em campo a dupla de avançados formada por Makukuka (fazendo a sua estreia em jogos europeus pelo Benfica) e Cardozo.
Não obstante, na fase inicial da partida, a boa organização da equipa do Nuremberga - aliada à falta de dinamismo benfiquista - dificultou as acções ofensivas do Benfica, que não conseguia criar qualquer oportunidade de perigo... nem sequer, remates à baliza.
Seria o maestro Rui Costa, já muito perto do intervalo, a tomar a iniciativa, solicitando Makukula que, com um remate potente - contando com alguma colaboração do guarda-redes adversário - marcaria o único golo do encontro.
Apenas na segunda parte, e pelo que jogou nos primeiros 20 minutos, o Benfica acabaria por justificar a vantagem e a vitória na partida; nessa fase, a equipa portuguesa, assegurando o domínio a nível do meio-campo, controlaria o jogo e procuraria construir novos lances de perigo para a baliza alemã, embora sem concretização.
A partir dos 70 minutos, beneficiando da perda de ritmo do Benfica, o Nuremberga - que, até aí, praticamente não denotara intenções ofensivas - começou a subir no terreno, ameaçando a baliza, e colocando Quim à prova, o qual, aplicando-se a fundo, daria excelente resposta, numa oportuna intervenção.
Até ao termo do jogo, seriam os alemães a estar mais próximos do empate, sem que o Benfica conseguisse retomar o controlo da partida.
O resultado final, apesar de tangencial - muito distante dos 6-0 com que o Benfica, na senda da conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus (na época de 1961-62), esmagara os então campeões alemães -, acaba por ser melhor que a exibição conseguida. Resta aguardar que, na Alemanha, o Benfica consiga marcar, e garantir assim a continuidade na prova.
Shakthar Donetsk - Benfica - 1-2
04.12.2007 - Liga dos Campeões - 6ª Jornada
Shakthar Donetsk - Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (67m - Wilian), Lewandowski (57m - Hubschman), Jadson e Fernandinho; Brandão e Lucarelli (74m - Gladkiy)
Benfica - Quim; Nélson, Luisão, David Luiz e Léo; Maxi Pereira (83m - Luís Fiilipe), Petit, Katsouranis, Rui Costa e Di María (67m - Nuno Assis); Cardozo (90m - Nuno Gomes)
0-1 - Cardozo - 6m
0-2 - Cardozo - 22m
1-2 - Lucarelli - 30m
Cartões Amarelos - Kucher (68m) e Brandão (90m); David Luiz (29m) e Luís Filipe (90m)
Árbitro - Kyros Vassaros (Grécia)
Numa primeira parte feliz, com um anormal índice de eficácia (nas duas primeiras oportunidades, marcou dois golos), o Benfica cedo se colocaria em vantagem, na sequência do aproveitamento de um mau atraso da defesa ucraniana.
Não obstante, o Shakthar entrara determinado, levando muito perigo à baliza benfiquista logo aos dois minutos. E, mesmo já em posição desfavorável no marcador, a equipa da casa continuaria a criar as melhores ocasiões, beneficiando do facto de o Benfica defender numa posição bastante recuada... até que chegaria o segundo golo do Benfica.
A partir daí, a pressão sobre os ucranianos - que necessitavam vencer para poder aspirar a prosseguir na Liga dos Campeões - parecia começar a ser inversamente proporcional à tranquilidade e confiança de que a equipa portuguesa poderia beneficiar. Todavia, numa falta evitável de David Luiz, que o árbitro sancionaria com a consequente grande penalidade, Lucarelli, à passagem da meia-hora, com um remate forte (a embater ainda em Quim) reduzia para 1-2, relançando a partida.
No quarto de hora final do primeiro tempo, o Shakthar continuaria a pressionar a defesa benfiquista, com o Benfica a procurar responder em contra-ataque. Na sua terceira investida, a equipa portuguesa poderia ter chegado ao terceiro golo, não fora a deficiente execução de Maxi Pereira. Na resposta, coincidindo com os 45 minutos, Quim, colocado à prova, conseguiria repelir a bola, evitando o perigo.
À medida que a segunda parte foi decorrendo, o jogo - disputado com uma temperatura de 5 graus negativos - foi arrefecendo, caindo de intensidade, com os ucranianos gradualmente a esmorecer, não obstante os esforços continuados em busca do golo do empate.
Com a vitória num campo difícil, frente a um adversário valoroso - apesar de encerrar a sua campanha com 4 derrotas sucessivas, depois das vitórias nas duas jornadas iniciais - o Benfica, ascendendo ao terceiro lugar, salva a sua continuidade nas provas europeias, transitando (tal como o Sporting garantira já na jornada precedente) para a Taça UEFA, onde iniciará a participação nos 1/16 Final. AC Milan e Celtic confirmaram o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 AC Milan 6 4 1 1 12-5 13 2 Celtic 6 3 - 3 5-6 9 3 Benfica 6 2 1 3 5-6 7 4 Shakthar 6 2 - 4 6-11 6 AC Milan-Benfica____________ 2-1 / 1-1 Shakthar-Celtic_____________ 2-0 / 1-2 Celtic-AC Milan_____________ 2-1 / 0-1 Benfica-Shakthar____________ 0-1 / 2-1 Benfica-Celtic______________ 1-0 / 0-1 AC Milan-Shakthar___________ 4-1 / 3-0
Benfica - AC Milan - 1-1
28.11.2007 - Liga dos Campeões - 5ª Jornada
Benfica - Quim; Luís Filipe (74m - Di María), Luisão, David Luiz (88m - Freddy Adu) e Léo; Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Rui Costa e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes (75m - Cardozo)
AC Milan - Dida; Bonera, Nesta, Kaladze, Serginho (45m - Maldini); Gattuso, Pirlo, Seedorf (73m - Oddo), Brocchi (51m - Gourcuff); Kaká e Gilardino
0-1 - Pirlo - 15m
1-1 - Maxi Pereira - 20m
Cartões Amarelos - Petit (68 m); Kaladze (36 m), Serginho (41 m) e Maldini (80 m)
Árbitro - Herbert Fandel (Alemanha)
Uma equipa do Benfica pouco confiante nas suas capacidades, oferecendo - logo desde início - o controlo do jogo ao adversário, permitiu que o Ac Milan se instalasse no meio-campo benfiquista no primeiro quarto de hora da partida, criando algumas jogadas de perigo, culminadas com o excelente golo, num potente remate de Pirlo, na zona intermediária, com Quim a parecer mal batido.
Apenas a partir daí o Benfica "entraria no jogo", primeiro com uma boa iniciativa aos 18 minutos, para, dois minutos volvidos, Maxi Pereira restabelecer a igualdade.
No tempo restante, o Milan - beneficiando da superior qualidade do triângulo formado por Pirlo, Gattuso e Seedorf - apenas pareceu interessado em gerir o resultado (também com Dida a "queimar tempo" em sucessivas reposições de bola), que lhe assegurava a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Couberam então ao Benfica as mais soberanas oportunidades de golo, pelo menos por três ocasiões.
A equipa italiana apenas nos minutos finais - quando o Benfica procurava atacar já sem capacidade de recuperação nas situações de perda de bola, com jogadores como Petit, Katsouranis, Rui Costa e, em especial, Cristián Rodríguez e Maxi Pereira, "esgotados", depois de terem "dado o litro" durante todo o encontro - criaria novas situações de golo eminente, aos 88 e 90 minutos.
Num jogo em que, a haver um vencedor, a vitória assentaria melhor ao Benfica, o empate final, conjugado com a vitória - no derradeiro minuto - do Celtic frente ao Shakthar Donetsk, coloca o Ac Milan (Campeão Europeu em título) nos 1/8 Final da prova, afastando a equipa portuguesa, à qual resta apenas a possibilidade de, vencendo na Ucrânia na última jornada, transitar para a Taça UEFA.
Celtic - Benfica - 1-0
06.11.2007 - Liga dos Campeões - 4ª Jornada
Celtic - Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, McGeady, S. Brown (89m - Sno), Jarosik (66m - Donati), Jan Vennegoor Hesselink (66m - Killen) e McDonald
Benfica - Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos, Léo, Katsouranis, Binya, Maxi Pereira (61m - Di Maria), Rui Costa (77m - Bergessio), Cristian Rodriguez e Cardozo (77m - Nuno Gomes)
1-0 - McGeady - 45m
Cartão amarelo - Maxi Pereira (42m)
Cartão vermelho - Binya (85m)
Árbitro - Martin Hansson (Suécia)
O Benfica, parecendo revelar alguma tranquilidade logo desde o início da partida, beneficiando da ausência de pressão do Celtic, ameaçaria a baliza escocesa logo aos 5 minutos, numa boa execução de Cardozo, a que o guarda-redes deu boa resposta.
Apenas aos 9 minutos, o Celtic chegaria com perigo à baliza benfiquista, com um cabeceamento ligeiramente ao lado. Para, dois minutos decorridos, Cardozo dispor de nova oportunidade; contudo, apanhando a bola a meia-altura, o remate sairia algo alto, ainda com Boruc a desviar.
Com o jogo a começar a animar, aos 16 minutos, seria Brown a obrigar Quim a uma excelente intervenção, numa defesa de um potente e colocado remate. Até aos 20 minutos, ainda mais três lances de perigo: dois para o Celtic, entremeados por um a favor do Benfica. E ainda, aos 22 minutos, com o Benfica a recuar, o Celtic, agora intensificando a pressão, criava nova ocasião de perigo, obrigando a nova defesa de Quim.
No quarto de hora final do primeiro tempo o ritmo de jogo cairia naturalmente; porém, aos 45 minutos, num remate feliz de McGeady (com a bola a tabelar em Luisão, traindo Quim), o Celtic chegaria finalmente ao golo.
Na segunda metade da partida, com o jogo mais confuso, o Benfica raramente denotou capacidade para organizar o ataque, faltando-lhe a velocidade necessária para criar perigo; as substituições operadas por Camacho não trariam nada de novo à equipa.
As melhores oportunidades surgiriam ainda para a equipa escocesa, nomeadamente à passagem dos 70 minutos, por duas vezes e, de novo, aos 90 minutos, assim acabando por justificar a vitória.
Benfica - Celtic - 1-0
24.10.2007 - Liga dos Campeões - 3ª Jornada
Benfica - Quim, Maxi Pereira, Luisão, Katsouranis, Léo, Nuno Assis (61m - Di Maria), Binya, Rui Costa, Cristian Rodriguez (84m - Luís Filipe), Bergessio (61m - Freddy Adu), Cardozo
Celtic - Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, Jarosik, S. Brown, Donati (63m - Sno), McGeady, Killen (74m - Scott McDonald)
1-0 - Cardozo - 87m
Cartões amarelos - Di Maria (89m); McGeady (28m), Killen (55m), Hartley (72m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Perante um Celtic a jogar "pelo seguro", na expectativa de poder lançar o contra-ataque, concedendo a iniciativa ao adversário, o Benfica surgiu em campo algo intranquilo e precipitado, sem a calma necessária para explanar o seu jogo.
Assim, apenas aos 23 minutos criaria a primeira jogada de perigo, com Cardozo, próximo da pequena área, a não conseguir chegar à bola, para - fazendo o desvio - dar o melhor seguimento ao cruzamento. Por seu lado, os escoceses só aos 33 minutos ameaçariam a baliza benfiquista, com Quim a corresponder. Numa primeira parte relativamente "morna", o Benfica teria nova ocasião para inaugurar o marcador praticamente em cima da hora, por intermédio de Katsouranis, para a "defesa da noite" de Boruc.
No segundo período da partida, a toada não se alterou significativamente, o que levou Camacho a proceder - relativamente cedo - a duas substituições simultâneas. E, apenas dois minutos volvidos - e num espaço de outros 2 minutos -, o Benfica, infeliz, desperdiçaria duas excelentes oportunidades, ambas por Cardozo, primeiro (63m), rematando com tal potência que a bola embateu estrondosamente na barra; logo de seguida (65m), um remate cruzado... a embater na base do poste.
E, ainda, mais uma ocasião desaproveitada por Cardozo, aos 73 minutos, com um remate "enrolado", a saír ligeiramente ao lado. Para, aos 76 minutos - sempre Cardozo - a cabecear fraco... para as mãos de Boruc. Só aos 79 minutos o Celtic chegaria a área benfiquista, com Sno a rematar, para uma defesa sem dificuldade de Quim.
Até que, ao 87º minuto, numa excelente abertura de Di Maria, a solicitar a desmarcação, Cardozo finalmente - numa perfeita execução técnica, parando a bola no peito, para depois a desviar do alcance de Boruc - conseguiria o tão ansiado (e já há muito merecido) golo.
Num jogo em que apenas uma das equipas procurou o golo e a vitória, esta assenta perfeitamente ao Benfica, bastante esforçado, não obstante deixasse transparecer sintomas de intranquilidade, criando várias oportunidades (com mais de 20 remates à baliza), com grandes dificuldades na concretização.
Benfica - Shakthar Donetsk - 0-1
03.10.2007 - Liga dos Campeões - 2ª Jornada
Benfica - Quim; Nélson, (44m - Nuno Gomes), Luisão, Edcarlos e Léo; Maxi Pereira, Katsouranis, Cristian Rodriguez, Rui Costa e Di Maria (61m - Binya); Cardozo
Shakthar Donetsk - Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (79m - Duljaj), Lewandowski (87m - Hubschman), Jadson (76m - Castillo) e Fernandinho; Brandão e Lucarelli
0-1 - Jadson - 41m
Cartões amarelos - Katsouranis (57m), Cardozo (67m) e Cristian Rodriguez (79m); Srna (79m), Fernandinho (82m) e Castillo (83m)
Árbitro - Wolfgang Stark (Alemanha)
Numa partida em que, por largos períodos, pareceu "ausente de campo", o Benfica acaba por sofrer o castigo da derrota, frente a uma bem arrumada equipa do Shakthar Donetsk (líder do campeonato ucraniano, com cerca de 10 pontos de vantagem sobre os mais directos perseguidores, Dnepr e D. Kiev), com bom "toque de bola" e bem instruída no anti-jogo.
E, não obstante, a equipa benfiquista parecia ter entrado em campo com boa disposição, com Rodriguez a dar o primeiro sinal, logo aos 2 minutos, a rematar forte, de fora da área, com o guarda-redes ucraniano a ter de aplicar-se a fundo, respondendo eficazmente.
Porém, por volta dos 10 minutos, já o Shakthar tinha "encaixado" no jogo benfiquista, libertando-se, subindo no terreno, e começando a ameaçar a defesa portuguesa.
Numa fase de jogo em que predominava o equilíbrio, Cardozo - aos 20 minutos - obrigaria Pyatov a nova intervenção de elevado grau de dificuldade. Poucos minutos depois, numa excelente iniciativa individual de Di Maria, internando-se até junto da pequena área, fazia a bola embater com estrondo na trave...
Aos 39 minutos, Fernandinho, num livre, rematava com muito perigo, ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Era o aviso do que aconteceria dois minutos depois, com uma muito boa combinação, na sequência de uma rápida jogada de envolvência, aproveitando a superioridade numérica provocada pela lesão de Nélson, surgindo Jadson a dar o toque final, para o único golo do encontro.
A fechar a primeira parte, Katsouranis, com um remate forte à baliza, não seria feliz...
No segundo período, o Benfica parecia não se "encontrar", com o cúmulo do desnorte a ocorrer aos 67 minutos, com o Shakthar a fazer "gato-sapato" da equipa portuguesa, com Brandão, primeiro, e Fernandinho, logo de seguida, a desperdiçarem incrivelmente duas oportunidades (numa delas com superioridade numérica de 4 para 1!), levando o treinador romeno, Mircea Lucescu, ao "desespero".
Na parte final do desafio, o Shakthar - que até então mostrara saber disputar o "jogo pelo jogo" - adoptaria uma táctica de anti-jogo, com sucessivas substituições e interrupções com lances faltosos, a par da amostragem de cartões amarelos pelo árbitro.
Por seu lado, o Benfica, já com pouco discernimento - então comandado por Binya, o seu jogador "mais esclarecido" - procurava atacar, com Katsouranis a desperdiçar, aos 81 minutos, a que era até então a mais flagrante ocasião para evitar a derrota... até aos 90 minutos, em que Edcarlos falharia de forma incrível. Já em tempo de compensação, Nuno Gomes e Rui Costa rematariam ainda à baliza, mas de forma não consequente.
Uma derrota - num jogo em que, com outra tranquilidade, poderia ter obtido melhor resultado - que coloca o Benfica numa posição difícil no Grupo, considerando também a vitória do Celtic frente ao AC Milan.
AC Milan - Benfica - 2-1
18.09.2007 - Liga dos Campeões - 1ª Jornada
AC Milan - Dida; Oddo (81m - Bonera), Kaladze, Nesta e Jankulovski; Pirlo, Gattuso, Seedorf (75m - Emerson) e Ambrosini; Kaká e Inzaghi (84m - Gilardino)
Benfica - Quim; Luís Filipe, Miguel Vítor (73m - Binya), Edcarlos e Léo; Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa (87m - Nuno Assis), Di Maria e Cristián Rodriguez; Óscar Cardozo (63m - Nuno Gomes)
1-0 - Pirlo - 9m
2-0 - Inzaghi - 24m
2-1 - Nuno Gomes - 90m
Cartões amarelos - Inzaghi (67m); Óscar Cardozo (61m)
Árbitro - Mike Riley (Inglaterra)
O Benfica, defrontando o Campeão Europeu em título, em Milão, apresentando-se com uma equipa substancialmente renovada (7 estreantes na competição no "onze" inicial), padecendo também de algumas lesões em elementos-chave da equipa (como Luisão e Petit), cedo se viu em posição de desvantagem no marcador. Ao longo do primeiro tempo, o AC Milan podia ter dado ainda maior expressão ao marcador de 2-0 com que se atingiu o intervalo (não obstante o Benfica ter podido também marcar).
No segundo tempo, o ritmo de jogo reduziu-se significativamente, sem grandes oportunidades de golo; já em cima do termo do encontro, o Benfica conseguiria o "golo de honra", acabando por obter um resultado lisonjeiro. Uma palavra para a forma excelente como Rui Costa foi recebido e "despedido" (no momento da sua substituição) na sua "antiga casa".
Copenhaga - Benfica - 0-1
29.08.2007 - Liga dos Campeões - 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão)
Copenhaga - Jesper Christiansen, William Kvist, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Niclas Jensen, Michael Silberbauer, Rasmus Würtz (58m - Libor Sionko), Hjalte Nørregaard, Atiba Hutchinson, Morten Nordstrand (74m - Ailton Almeida) e Marcus Allbäck
Benfica - Quim, Nélson (45m - Nuno Assis), Katsouranis, Miguel Vitor e Léo; Petit, Luís Filipe, Rui Costa e Angel Di María (74m - Romeu Ribeiro); Nuno Gomes (90m - Bergessio) e Óscar Cardozo
0-1 - Katsouranis – 17m
Cartões amarelos - Hutchinson (17m); Óscar Cardozo (57m), Katsouranis (68m) e Miguel Vitor (87m)
Árbitro - Eric Braamhaar (Holanda)
Depois da sofrida vitória no Estádio da Luz, por 2-1 (com dois soberbos golos do sempre maestro Rui Costa) - e do titubeante arranque de campeonato, com dois empates, e após uma inédita "chicotada psicológica", na sequência da 1ª jornada da Liga, com a substituição de Fernando Santos pelo regressado Jose Antonio Camacho - o Benfica voltou a sofrer imenso (uma intensa pressão da equipa dinamarquesa no primeiro quarto de hora da partida) antes de conseguir, com o golo marcado em Copenhaga, garantir a qualificação.
Benfica - Copenhaga - 2-1
14.08.2007 - Liga dos Campeões - 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão)
Benfica - Quim, Luís Filipe, Luisão (37m - Freddy Adu), David Luiz e Léo; Katsouranis, Petit, Rui Costa e Nuno Assis (74m - Nuno Gomes); Bergessio (45m - Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo
Copenhaga - Jesper Christiansen, William Kvist, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Niclas Jensen, Michael Silberbauer, Rasmus Würtz, Hjalte Nørregaard (89m - Libor Sionko), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck (78m - Morten Nordstrand)
1-0 - Rui Costa – 25m
1-1 - Hutchinson – 35m
2-1 - Rui Costa - 85m
Cartões amarelos - Luís Filipe (53m), Petit (58m), David Luiz (67m) e Rui Costa (86m); Grønkjær (45m) e Wurz (61m)
Árbitro - Viktor Kassal (Hungria)
2006-07
Benfica - Espanyol - 0-0
12.04.2007 - Taça UEFA - 1/4 Final (2ª mão)
Benfica - Quim, Nélson (81m - Derlei), Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis (82m - Katsouranis), Rui Costa, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (70m - Mantorras)
Espanyol - Gorka Iraizoz, Zabaleta, Torrejón, Jarque, Chica, Ito (54m - Eduardo Costa), Hurtado, De la Peña (78m - Jónatas), Luis Garcia, Riera e Pandiani (71m - Corominas)
Cartões amarelos - Rui Costa (30m) e Karagounis (67m); Ito (37m), Luis Garcia (55m), De la Peña (62m), Zabaleta (84m ) e Chica (84m)
Árbitro - Claus Bo Larsen (Dinamarca)
Depois da desastrada primeira parte no jogo de Barcelona, um Benfica de "fim-de-estação", sem ânimo nem fôlego, faria uma ainda pior exibição no primeiro tempo da partida de hoje, chegando mesmo a parecer ausente do encontro.
Durante metade do jogo, o Espanyol, marcando de forma pressionante, não teve dificuldade em suster as denunciadas, previsíveis e lentas iniciativas do Benfica - que apenas no minuto inicial do jogo criaria perigo. Mais preocupado em defender que procurar marcar, a equipa catalã limitou-se a controlar o meio-campo, onde aparecia sempre em superioridade; apenas aos 12 minutos, os espanhóis ameaçaram o golo, com uma bola no poste.
Na segunda parte, o Benfica procurou despertar da letargia; paralelamente, o Espanyol ia perdendo fulgor, começando a recuar no terreno, cedendo mais espaço e iniciativa à equipa portuguesa.
Mas, na verdade, o Benfica apenas jogou futebol durante cerca de um quarto de hora, entre os 60 e os 75 minutos; tal é a fragilidade desta equipa que elimina o único representante português nas provas europeias que, nesse período de tempo, só por milagre, o Espanyol acabou por evitar... a goleada: aos 66, 72 e 73 minutos, o Benfica dispôs de três soberanas ocasiões de golo, que contudo não conseguiria concretizar, por inépcia dos seus jogadores, por alguma infelicidade e, também, muito por acção do guarda-redes basco, a fazer algumas defesas impossíveis.
No último quarto de hora (a que acrescem os 5 minutos de tempo de compensação), o Benfica praticamente já não teve "cabeça" para organizar o jogo, tal a forma precipitada (mesmo atabalhoada) com que procurava avançar no terreno. Ainda assim, Mantorras despediçaria "escandalosamente" mais uma oportunidade de golo (a quarta em cerca de 20 minutos), cabeceando desastradamente, para onde estava virado, quando tinha a baliza à mercê.
O Benfica - pagando um elevado preço por tanto tempo "ausente" do jogo (nas 2 mãos deste confronto) - é eliminado, de forma absolutamente desconsoladora e inglória, perante um adversário acessível, que apenas se preocupou em controlar o jogo (enquanto teve forças para isso) e, na fase final, em "destruir" o jogo adversário, "queimando" o máximo de tempo possível, com o que contou com a estranha complacência do árbitro.
Espanyol - Benfica - 3-2
06.04.2007 - Taça UEFA - 1/4 Final (1ª mão)
Espanyol - Gorka Iraizoz, Zabaleta (69m - Lacruz), Torrejón, Jarque, Chica, Moisés, De la Peña, Rufete (80m - Ito), Luis Garcia, Riera e Tamudo (53m - Pandiani)
Benfica - Quim, Nélson, Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis, João Coimbra (36m - Rui Costa), Derlei (57m - Miccoli), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
1-0 - Tamudo - 15m
2-0 - Riera - 33m
3-0 - Pandiani - 58m
3-1 - Nuno Gomes - 63m
3-2 - Simão Sabrosa - 65m
Cartões amarelos - Zabaleta (26m) e Riera (64m); Anderson (3m) e Simão Sabrosa (37m)
Árbitro - Eric Braamhaar (Holanda)
L'Espanyol ho tenia tot fet (3-0) però va deixar sortir viu el Benfica i s'haurà de guanyar la classicació a Lisboa i sense Tamudo.
La plantilla de l'Espanyol es va despertar ahir amb la sensació d'haver deixat escapar una ocasió històrica per enfonsar el Benfica. Un minut, concretament 90 segons que van del minuts 63 al 65, va ser fatídic per a la moral blanc-i-blava, ja que els gols de Nuno Gomes i Simão van deixar oberta l'eliminatòria.
(Jornal El 9 - Esportiu de Catalunya, de 7 de Abril de 2007)
A sensação que perdura da partida a que assisti no Estádio Olímpico de Barcelona (bem composto, com perto de 5 000 adeptos benfiquistas) é a de que, num jogo atípico, o Benfica, completamente perdido e "atordoado" pelo contra-ataque do Espanyol (com uma atitude que mais parecia ser a de uma equipa a jogar "fora de casa"), teve a eliminatória perdida.
Depois, num assomo de orgulho - perante uma equipa que lhe é claramente inferior -, teve ainda a felicidade de, no espaço de dois minutos, reentrar na disputa da eliminatória, não tendo contudo sabido aproveitar então o "desnorte" dos catalães para empatar o jogo e sair de Barcelona já com vantagem (também penalizado pelo árbitro, que "não viu" uma grande penalidade a favor da equipa portuguesa).
Uma equipa que denota estar "no limite", com um plantel escasso, sem a confiança do treinador, apostando praticamente sempre no mesmo "onze-base", com alguns reforços que não têm "90 minutos nas pernas", casos de Rui Costa ou Mantorras e com Derlei a continuar a "passar ao lado dos jogos". E com uma defesa intranquila, com a juventude de David Luiz e a insegurança de Anderson. Com Nélson bastante irregular e com Nuno Gomes claramente fora de forma. Subsiste a maestria de Rui Costa, a impulsividade de Miccoli e o esforço de Simão, que continua a "carregar a equipa às costas", com uma exibição coroada com um golo na sequência de uma excelente iniciativa individual, "de raiva".
Benfica - Paris St.-Germain - 3-1
15.03.2007 - Taça UEFA - 1/8 Final (2ª mão)
Benfica - Moretto; Nélson, André Luiz, Anderson, Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis (45m - João Coimbra), Simão Sabrosa; Nuno Gomes (90m - Paulo Jorge) e Miccoli (77m - Derlei)
Paris St.-Germain - Landreau, Mabiala (75m - Mendy), Rozehnal, Traoré, Drame, Mulumbu, Diané, Gallardo (70m - Kalou), Rothen, Pauleta e Luyindula (70m - Ngog)
1-0 - Simão Sabrosa - 12m
2-0 - Petit - 27m
2-1 - Pauleta - 32m
3-1 - Simão Sabrosa - 89m
Cartões amarelos - Katsouranis (22m) e Nuno Gomes (90m); Mulumbu (2m), Rothen (61m) e Traoré (90m)
Cartão vermelho - Mulumbu (88m)
Árbitro - Florian Meyer (Alemanha)
No jogo da 2ª mão, com um Estádio da Luz repleto, o Benfica entrou decidido a resolver cedo a eliminatória. Com uma toada ofensiva que quase "sufocou" a equipa francesa, rapidamente chegaria ao golo, por intermédio de Simão Sabrosa, colocando-se novamente em vantagem no conjunto das duas mãos.
As coisas pareciam fáceis, quando - logo aos 26 minutos - o Benfica, numa excelente execução de Petit (a fazer um "chapéu" a Landreau), ampliava a vantagem para 2-0.
Como que deslumbrado com as facilidades - num momento de desconcentração da equipa do Benfica -, Pauleta, com instinto goleador, antecipou-se à defesa benfiquista, cabeceando para o fundo da baliza, com Moretto a deixar passar a bola sob o corpo. A eliminatória voltava a estar igualada.
E, de imediato, nos minutos seguintes, pairou a "sombra" dos últimos 10 minutos da primeira parte em Paris, com o Benfica a passar mais uma vez por apuros, particularmente quando Pauleta rematou novamente com perigo, desta feita com Moretto a evitar o golo.
Na segunda parte, a sensação foi a de que a equipa francesa foi procurando "adormecer" o jogo, o que ia conseguindo; praticamente até ao quarto de hora final, o Benfica não criaria grandes oportunidades de perigo.
Nos minutos finais, o Benfica procurou decidir a eliminatória no tempo regulamentar, mas parecia que não viria a ser feliz... até que, a 3 minutos do final da partida, Mulumbu derrubou Léo na grande-área. Na conversão da grande penalidade, Simão Sabrosa, com frieza e segurança, marcava pela terceira vez ao Paris St.-Germain, apurando o Benfica para os 1/4 Final da Taça UEFA.
Paris St.-Germain - Benfica - 2-1
08.03.2007 - Taça UEFA - 1/8 Final (1ª mão)
Paris St.-Germain - Landreau, Rozehnal, Mendy, Sakho, Armand (79m - Drame), Cissé, Chantôme, Rothen (61 m - Gallardo), Frau, Kalou e Pauleta (73m - Luyindula)
Benfica - Quim; Nélson, Anderson, Luisão (32m - David Luiz) e Léo; Petit, João Coimbra (71m - Beto), Karagounis, Derlei (68m - Nuno Gomes) e Simão Sabrosa; Miccoli
0-1 - Simão Sabrosa - 9m
1-1 - Pauleta - 35m
2-1 - Frau - 39m
Cartões Amarelos - Rothen (46m), Kalou (80m); Karagounis (6m), Derlei (55m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Num Parques dos Príncipes colorido de vermelho, com dezenas de milhar de adeptos benfiquistas (estimam-se em mais de 20 000, num total de cerca de 37 000 espectadores), o Benfica disputou hoje a 1ª mão dos 1/8 Final com uma equipa do Paris St.-Germain, que ocupa o 18º e antepenúltimo lugar do Campeonato francês, portanto actualmente em zona de despromoção.
Privado de Katsouranis (ausente pela primeira vez nesta época, por indisposição), Fernando Santos concedeu a titularidade ao jovem João Coimbra, tendo, por outro lado, optado de início por Derlei, em detrimento de Nuno Gomes.
Entrando no jogo com boa disposição, a equipa francesa criaria a primeira ocasião de perigo aos 7 minutos, na sequência de um pontapé de canto, com alguma confusão na área benfiquista. Mas, logo no minuto seguinte, o Benfica beneficiava de uma soberana oportunidade de golo, com Derlei desmarcado na cara do guarda-redes francês, a deixar-se antecipar, no "último segundo", por Sakho, que lhe tirou autenticamente o "pão da boca".
...E, de imediato, na jogada subsequente, Nélson a percorrer todo o flanco direito, até à linha de fundo e a conseguir realizar (mais) um cruzamento perfeito, para a cabeça de Simão Sabrosa, que não desperdiçou, marcando o primeiro golo, colocando o Benfica em vantagem, colocando o Parque dos Príncipes "ao rubro".
Com o jogo bastante disputado, o Benfica disporia de nova oportunidade à passagem dos 23 minutos... que não seria aproveitada.
Por volta da meia-hora, o Benfica continuava a "mandar no jogo", trocando a bola, com a equipa francesa, passivamente, na expectativa, "a assistir".
Até que, em mais uma contrariedade, Luisão - após um desarme em esforço sobre Rothen - ressentia-se da lesão que o tem importunado e pedia, de imediato, a substituição, entrando David Luiz. Na sequência do livre, Quim seria obrigado a uma vistosa intervenção, desviando a bola por cima da baliza... para, na sequência do canto, ter de se aplicar novamente.
Pouco depois, com David Luiz ainda a procurar integrar-se no eixo da defesa, Pauleta, num cruzamento-remate em arco (que nem David Luiz, nem o atacante parisiense conseguiram desviar), introduzia a bola na baliza de Quim, empatando o jogo.
Com uma defesa que passara a um estado periclitante, como que "tremendo" perante as ofensivas francesas, Kalou entrou na área em "slalom", driblando 3 adversários (à espera da falta para a grande penalidade), até que se decidiu por assistir Frau; estava feito o segundo golo e concretizada a reviravolta no marcador... em 4 minutos.
O Benfica desesperava pela chegada do intervalo, com Rothen, em cima da hora, a criar novamente perigo para a baliza benfiquista.
Parecendo psicologicamente estabilizado, o Benfica entraria bastante bem na segunda parte, com duas ou três jogadas ofensivas, levando perigo à área francesa, numa delas - aos 53 minutos - com Mendy a salvar sobre a linha de golo, uma bola cabeceada por David Luiz.
Porém, a partir dos 55 minutos, o Paris St.-Germain retomaria o controlo do jogo, com Pauleta, aos 57 minutos, a tentar, num remate com efeito, em arco, trair Quim, mas a bola a sair ao lado. Para, aos 60 minutos, num rápido contra-ataque, Miccoli surgir isolado pelo lado esquerdo, rematando cruzado, com Landreau batido, mas a bola a passar a centímetros do poste! O Benfica desperdiçava uma excelente oportunidade para empatar a partida...
E, novamente, aos 64 minutos, num ressalto na sequência de um pontapé de canto, Miccoli, em excelente posição, no centro da área, enquadrado com a baliza, a rematar de primeira... bastante por alto.
Mais uma contrariedade sucederia ao Benfica pouco depois, com a lesão de João Coimbra, a ser substituído por Beto, vendo-se obrigado a esgotar as substituições a 20 minutos do final da partida.
20 minutos que não registariam particulares eventos a assinalar, com um jogo bastante partido, com faltas sucessivas, quebrando o ritmo, sendo a equipa francesa a ter ainda, em cima dos 90 minutos, uma ocasião de perigo, com um livre frontal, a embater na barreira defensiva do Benfica.
Em conclusão, 5 minutos de "desnorte" e alguma infelicidade (desde lesões às oportunidades desperdiçadas) acabaram por resultar - num encontro em que a equipa portuguesa registou 65 % de tempo de "posse de bola"! - numa derrota perfeitamente escusada e evitável... que obriga o Benfica a vencer na 2ª mão, no Estádio da Luz, na próxima semana.
D. Bucuresti - Benfica - 1-2
22.02.2007 - Taça UEFA - 1/16 Final (2ª mão)
D. Bucuresti - Lobont, Blay, Pulhac, Moti, Radu, Serban (45m - Balace), Margaritescu, Munteanu (58m - Mendy), Cristea (77m - Zé Kalanga), Niculescu e Danciulescu
Benfica - Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit, Katsouranis (89m - Beto), Karagounis e Simão Sabrosa; Derlei (86m - Paulo Jorge) e Miccoli (75m - Nuno Gomes)
1-0 - Munteanu - 23m
1-1 - Anderson - 50m
1-2 - Katsouranis - 64m
Cartões amarelos - Moti (22m) e Danciulescu (34m)
Árbitro - Nicolai Vollquartz (Dinamarca)
Contrariamente ao que se receava, o D. Bucuresti não teve uma entrada impetuosa no jogo, parecendo ficar, pacientemente, na expectativa do erro adversário, concedendo mesmo alguma iniciativa ao Benfica que, ainda antes dos 10 minutos, beneficiou de uma ocasião de perigo, que não conseguiu concretizar.
Passados os temidos 20 minutos iniciais, seria então que o Dínamo se "soltaria" e, aos 23 minutos (na sua primeira oportunidade...), numa diagonal a "rasgar" o centro da defesa do Benfica - que ficou paralisada, reclamando um (aparentemente inexistente) fora-de-jogo -, com Munteanu, oportuníssimo na desmarcação, a desviar a bola do alcance de Quim, empatando a eliminatória.
No período imediato, o Benfica pareceu acusar o golo, até que, por volta da meia-hora de jogo, Luisão teria uma oportunidade; todavia, falharia o alvo.
Aos 36 minutos, Simão Sabrosa, na conversão de um livre obrigaria Lobont a intervenção meritória. E, aos 42 minutos, Miccoli a desmarcar-se, mas a chegar atrasado, deixando o guarda-redes adversário anular o perigo.
Para, no minuto seguinte, Lobont ser chamado a mais duas intervenções (a primeira delas, de elevado grau de dificuldade, a estirar-se, "em voo", para, logo de seguida, ter de "mergulhar" junto ao solo)... e, na sequência (3 oportunidades num minuto!), Anderson - já em plena pequena área, com a baliza à mercê -, a ficar a centímetros da bola e do golo!
Depois da infelicidade a encerrar o primeiro tempo, a felicidade a abrir a segunda parte: o Benfica reentrava com boa atitude, mantendo a pressão que exercera nos últimos minutos antes do intervalo; aos 5 minutos, na sequência de um canto apontado por Simão Sabrosa, Anderson surgiu de rompante, antecipando-se à defesa romena, desviando de cabeça para o golo do empate, parecendo assegurar então uma vantagem decisiva na eliminatória.
Mais confiante e tranquilo, cinco minutos decorridos, o Benfica poderia ter sentenciado o confronto, com Miccoli a rematar forte, ligeiramente ao lado da baliza.
Aos 57 minutos, o Dínamo mostrava estar ainda "vivo", com Pulhac a imitar Miccoli, desperdiçando ocasião soberana para marcar o segundo golo.
Mais cinco minutos, e o Benfica a não conseguir concretizar nova oportunidade, com Lobont a não se deixar enganar por Simão Sabrosa, que - isolado, "na cara" do guarda-redes - procurava colocar-lhe a bola pelo meio das pernas... Para, no minuto seguinte, novamente com origem de um canto apontado por Simão Sabrosa, à imagem do primeiro golo, Katsouranis a decidir a eliminatória, colocando o Benfica em vantagem também nesta partida.
Daí até final o Benfica manteve o controlo do jogo, com a equipa romena a não demonstrar capacidade para inverter a situação.
Benfica - D. Bucuresti - 1-0
14.02.2007 - Taça UEFA - 1/16 Final (1ª mão)
Benfica - Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit (45m - Miccoli), Katsouranis, Rui Costa (90m - João Coimbra) e Karagounis; Simão Sabrosa e Nuno Gomes (74m - Derlei)
D. Bucuresti - Lobont, Radu, Balace, Moti, Blay, Pulhac (65m - Zé Kalanga / 82m - Serban), Cristea, Margaristescu, Munteanu (79m - Ropotan), Niculescu e Danciulescu
1-0 - Miccoli - 89m
Cartões Amarelos - Petit (33m), Léo (77m); Pulhac (25m), Moti (68m)
Árbitro - Ivan Bebec (Croácia)
No regresso da Taça UEFA às "Quartas-feiras europeias", o Benfica - transitando da Liga dos Campeões para a segunda prova da UEFA - recebeu, na 1ª mão dos 1/16 Final, a equipa romena do D. Bucuresti.
Com uma toada de jogo lento durante toda a primeira parte, apenas por uma vez - aos 16 minutos, numa boa assistência de Rui Costa para Nuno Gomes, que viu o guarda-redes adversário, com uma excelente intervenção, negar-lhe o golo, desviando a bola para o poste - o Benfica criou efectivo perigo.
Na segunda parte, a equipa portuguesa parecia entrar mais determinada, mas, com o decorrer do tempo de jogo, aparentava ir perdendo confiança, na medida inversa em que os romenos procuravam começar a "subir no terreno".
Até que, aos 69 minutos - numa fase em que a ansiedade ia aumentando -, o Benfica teve um momento de extrema infelicidade, na transformação de um livre, com Simão Sabrosa a rematar com estrondo à barra e, na sequência, a bola a ressaltar num adversário, sem, caprichosamente, entrar na baliza.
Aos 75 minutos, Niculescu colocaria - pela única vez na partida - o guarda-redes benfiquista à prova.
Quando parecia que o nulo no marcador já não se alteraria, aos 89 minutos, mais uma vez numa excelente assistência de Rui Costa, Simão Sabrosa, já à entrada da pequena área, rematou forte para mais uma defesa apertada de Lobont, surgindo Miccoli, com uma fulgurante recarga - num remate de "raiva" -, desta vez sem hipóteses para o guarda-redes.
Um golo que conferiu ao Benfica uma sofrida vitória, a par de uma preciosa vantagem na eliminatória, que se espera seja suficiente para garantir - na próxima semana, na Roménia - o apuramento para os 1/8 Final da prova, fase em que defrontaria provavelmente o Paris St.-Germain, hoje vitorioso em Atenas por 2-0, frente ao AEK.
Manchester United - Benfica - 3-1
06.12.2006 - Liga dos Campeões - 6ª Jornada
Manchester United – Van der Sar, G. Neville, Evra (67m - Heinz), Ferdinand, Vidic, Giggs (74m - Fletcher), Carrick, Scholes (79m - Solskjaer), Cristiano Ronaldo, Saha e Rooney
Benfica – Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis, Nuno Assis (73m - Karagounis) e Simão Sabrosa; Miccoli (64m - Paulo Jorge) e Nuno Gomes
0-1 - Nélson - 27m
1-1 - Vidic - 45m
2-1 - Giggs - 61m
3-1 - Saha - 75m
Cartões amarelos - Rooney (42m) e Fletcher (78m); Ricardo Rocha (34m)
Árbitro - Herbert Fandel (Alemanha)
O Benfica não revelou hoje capacidade para suster as ofensivas do Manchester United, principalmente depois de, pouco antes da meia hora de jogo, se ter colocado em vantagem no marcador, num excelente golo de Nélson.
O sonho - da repetição do "milagre" da época passada, com a eliminação desta mesma equipa do Manchester United, na última jornada da Fase Grupos - parecia então ser de possível concretização, mas o caudal atacante da equipa inglesa, comandada por Cristiano Ronaldo, acabaria por ditar a sua lei, com o empate a chegar em cima do intervalo e, na segunda parte, mais dois golos, remetendo o Benfica para a Taça UEFA.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M. United6 4 - 2 10-5 12 2 Celtic
6 3 - 3 8-9 9 3 Benfica
6 2 1 3 7-8 7 4 Copenhaga
6 2 1 3 5-8 7 M. United-Celtic_____________3-2 / 0-1 Copenhaga-Benfica____________0-0 / 1-3 Benfica-M. United____________0-1 / 1-3 Celtic-Copenhaga_____________1-0 / 1-3 Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
Benfica - Copenhaga - 3-1
21.11.2006 - Liga dos Campeões - 5ª Jornada
Benfica – Quim , Nélson, Anderson, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis (86m - Mantorras), Nuno Assis (80m - Karagounis), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (70m - Andrei Karyaka)
Copenhaga - Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Oscar Wendt (80m - Martin Bergvold), Michael Silberbauer (59m - William Kvist), Tobias Linderoth, Hjalte Nørregaard (59m - Fredrik Berglund), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck
1-0 - Léo – 14 m
2-0 - Miccoli – 16 m
3-0 - Miccoli – 37m
3-1 - Marcus Allbäck – 89m
Amarelos – Miccoli (27m) e Nélson (90m); Tobias Linderoth (24m), Michael Silberbauer (27m) e Oscar Wendt (74m)
Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)
O Benfica conquistou hoje uma clara vitória, numa exibição paupérrima, frente a um frágil adversário.
Entrando muito lenta na partida, falha de ideias, a equipa portuguesa parecia surgir em campo sem motivação ou objectivos.
Só que, beneficiando desta vez da fortuna que lhe tem faltado noutras ocasiões, no espaço de dois minutos, nas duas primeiras jogadas ofensivas dignas desse nome, aos 14 e 16 minutos, viu-se "repentinamente" a ganhar por 2-0 e, desde logo, com a vitória "garantida".
A equipa dinamarquesa, sem argumentos técnicos, não "baixou a guarda", continuou a defender em bloco, procurando aqui e ali, por via de lances de bola parada, chegar à baliza do Benfica. Mas, em mais uma investida benfiquista, numa das melhores jogadas do encontro, chegava o 3-0.
Pensou-se que seria possível (e inevitável) a goleada... só que, continuando a denotar falta de confiança, a par de repetida insegurança defensiva, parecendo "jogar sobre brasas", o Benfica esteve praticamente "ausente" da partida na segunda parte, limitando-se a gerir a vantagem, sem aproveitar a subida no terreno da equipa da Dinamarca que, porfiando, acabou por alcançar um merecido golo de honra.
O Benfica, não obstante o jogo muito denunciado poderia - dada a diferença de classe entre as duas formações - ter obtido mais 2 ou 3 golos, mas tal eventualidade colocaria uma expressão no marcador de todo não condizente com a sua exibição neste encontro.
Com a vitória do Celtic frente ao Manchester United (desperdiçando a equipa inglesa uma grande penalidade no último minuto da partida), os escoceses garantem a qualificação para os 1/8 Final.
Benfica e Manchester decidirão, pelo segundo ano consecutivo, o apuramento, sendo que, mais uma vez, um deles ficará de fora da Liga dos Campeões (prosseguindo para a Taça UEFA). Será possível ao Benfica repetir - desta vez, fora de casa - a proeza da época passada, alcançando a vitória que lhe proporcionaria a qualificação?
Benfica - Celtic - 3-0
01.11.2006 - Liga dos Campeões - 4ª Jornada
Benfica – Quim , Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit (84m – Beto), Katsouranis, Nuno Assis, Simão Sabrosa, Nuno Gomes (89m - Mantorras) e Fabrizio Miccoli (67m - Andrei Karyaka)
Celtic – Artur Boruc, Paul Telfer, Gary Caldwell, Stephen McManus e Lee Naylor; Shunsuke Nakamura, Evander Sno (72m - Maciej Żurawski), Neil Lennon, Stephen Pearson, Shaun Maloney (65m - Aiden McGeady) e Kenny Miller
1-0 - G. Caldwell (p.b.) – 10 m
2-0 - Nuno Gomes – 22 m
3-0 - Karyaka – 76m
Amarelos - Ricardo Rocha (28m) e Léo (54m); Evander Sno (5m), Shaun Maloney (55m) e Stephen Pearson (87m)
Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)
Com a felicidade que lhe faltara em Glasgow e frente a uma simpática equipa do Celtic, o Benfica “devolveu" o resultado da primeira volta, obtendo a sua mais categórica vitória de sempre na “Liga dos Campeões".
Felicidade por, em cerca de vinte minutos – e com 2 remates à baliza – alcançar uma confortável vantagem de 2 golos, que lhe “garantia", logo aí, a vitória na partida.
Quando, aos 10 minutos do encontro, Nélson cruzou da direita, para a intercepção desastrada de Caldwell (introduzindo a bola na sua própria baliza), não obstante o predomínio benfiquista em termos de posse de bola (73 % / 27 %!), a equipa portuguesa não havia criado ainda qualquer situação de perigo para a baliza escocesa.
E, até aos 22 minutos, momento do segundo golo, em mais um momento infeliz do mesmo Caldwell, colocando a bola – na sequência de uma recepção defeituosa com o peito – à mercê de Nuno Gomes… que não perdoaria, o Benfica apenas fizera um remate de meia-distância, com uma boa intervenção do guarda-redes Boruc.
A simpática equipa do Celtic – que sabe trocar a bola e, não sendo actualmente um dos clubes de topo, tem qualidade – sentiu-se como que “atordoada", apenas tendo efectivamente mostrado algo da sua capacidade nos últimos 20 minutos da primeira parte, altura em que o Benfica perdeu o controlo do jogo.
Na segunda parte, desde cedo, o Benfica “recompôs-se", acertou as marcações, readquiriu o domínio da partida, e, rapidamente, se anteviu que a vitória não lhe escaparia… e que, aliás, o resultado poderia vir a ser ampliado.
Como foi, numa excelente jogada colectiva, superiormente concretizada por Karyaka. Até final, o Benfica dispôs ainda de, pelo menos, mais duas oportunidades para marcar, mas o resultado não se alteraria.
Foi o 4º encontro entre Benfica e Celtic e, em todos eles, o resultado foi de 3-0! (com 2 vitórias para cada uma das equipas). E, como é nosso hábito, saímos do Estádio… a fazer muitas “contas de cabeça" em relação ao apuramento, ainda mais complexas na sequência da surpreendente derrota do Manchester United em Copenhaga.
A equipa escocesa – que já fora muito feliz em Lisboa, aqui tendo conquistado o seu único título de Campeão Europeu, numa final disputada no Estádio Nacional, no ano de 1967 (fora também feliz na outra ocasião que defrontara o Benfica, com um desempate por “moeda ao ar" a ser-lhe favorável, depois de uma outra vitória dos benfiquistas por 3-0) – não teve hoje argumentos para contrariar uma boa exibição da equipa da casa.
Uma palavra final para o “fair-play" dos escoceses: nunca uma equipa estrangeira trouxera tantos adeptos ao Estádio da Luz (calculados em cerca de 8 000!), aproveitando a visita à cidade que lhes deu a alegria da conquista da Taça dos Campeões Europeus, efeméride que foi recordada, com os Campeões de 1967, “apadrinhados" por Eusébio, a terem direito a uma “volta de honra" em pleno estádio.
Foi bonita a forma como evocaram a memória de Miklos Fehér… como foi bonita a forma como se despediram da equipa – a merecer fortes aplausos – após uma pesada derrota, com alegres cânticos; toda uma (outra) cultura de futebol, fazendo-nos perceber quanto temos ainda a aprender.
Celtic - Benfica - 3-0
17.10.2006 - Liga dos Campeões - 3ª Jornada
Celtic - Boruc, Telfer, G. Caldwell, McManus, Naylor, Maloney, Lennon, Sno (88m - Pearson), Nakamura, Zurawski (84m - Jarošík) e K. Miller
Benfica - Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis (72m - Nélson), Nuno Assis, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (78m - Kikin Fonseca)
1-0 - K. Miller - 56m
2-0 - K. Miller - 66m
3-0 - Pearson - 90m
Amarelos - Sno (70m); Katsouranis (63m)
Árbitro - Eric Braamhaar (Holanda)
Entrando muito receoso na partida, parecendo intimidado com o ambiente de Celtic Park, o Benfica ofereceu o controlo do jogo ao adversário que, no final do primeiro quarto de hora - tendo-se instalado no meio-campo da equipa portuguesa - beneficiava de uma vantagem de 65 % / 35 % em termos de "posse de bola".
Logo no primeiro minuto, Quim seria chamado a uma extraordinária defesa, na que, algo paradoxalmente, constituiria uma das raras oportunidades dos escoceses no primeiro tempo.
Aos 15 e 16 minutos, com dois remates de meia-distância, não obstante desenquadrados da baliza, o Benfica parecia querer "sacudir a pressão" do Celtic. E, a partir dai, adquirindo confiança, começou a trocar a bola e teria mesmo a ocasião mais soberana, por intermédio de Katsouranis, com a baliza à mercê, mas a não conseguir cabecear com a direcção certa.
No regresso, após o intervalo, o Celtic, em pouco mais de um quarto de hora, "acabou com o jogo", com dois golos... numa altura em que faltou alguma felicidade ao Benfica, nomeadamente com um excelente remate de Nuno Assis a embater com estrondo na trave da baliza da equipa escocesa (logo após o primeiro golo dos escoceses).
Quase abdicando da disputa da partida na sua fase final - acabando por sofrer o terceiro golo em "cima da hora" - o Benfica começa a ver a qualificação como... uma miragem.
Benfica - Manchester United - 0-1
26.09.2006 - Liga dos Campeões - 2ª Jornada
Benfica - Quim, Alcides, Luisão, Anderson (82m - Mantorras) e Léo; Katsouranis, Petit, Paulo Jorge (65m - Fabrizio Miccoli), Karagounis (62m - Nuno Assis) e Simão Sabrosa; Nuno Gomes
Manchester United - Edwin van der Sar, Gary Neville, Rio Ferdinand, Nemanja Vidić e Gabriel Heinze; Cristiano Ronaldo, John O'Shea, Paul Scholes, Michael Carrick, Louis Saha (85m - Alan Smith) e Wayne Rooney (85m - Darren Fletcher)
0-1 – Louis Saha – 60m
Amarelos - Katsouranis (26m) e Petit (86m); Michael Carrick (7m), Paul Scholes (10m) e Gabriel Heinze (66m)
Árbitro - Frank De Bleeckere (Bélgica)
Numa partida com uma primeira parte "atípica", estranhamente, a equipa do Manchester United surgiu no Estádio da Luz aparentando recear o Benfica, oferecendo o controlo do jogo e remetendo-se à defesa, prourando apenas explorar a velocidade de Cristiano Ronaldo, em raras oportunidades de contra-ataque.
No final dos primeiros 45 minutos, não obstante o domínio benfiquista (57 % de "posse de bola"), apenas uma oportunidade de golo a assinalar para cada lado.
Logo no início da segunda parte, constatar-se-ia o "engano"; afinal, os ingleses, tendo observado o Benfica, montaram uma estratégia ardilosa, tendo a equipa portuguesa ido no engodo: quase forçada, ao longo do primeiro tempo, a atacar, os benfiquistas viram-se obrigados a um desgaste acrescido, caindo bastante em termos físicos na segunda metade, em particular alguns dos seus jogadores nucleares, como Karagounis, Petit, Paulo Jorge, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, em missão de sacrifício.
E, depois de uma hora na expectativa do erro, ele surgiu... e o Manchester não perdoou: Louis Saha avançou rapidamente pelo lado direito, enquanto Cristiano Ronaldo se procurava desmarcar na zona central; preocupados com o português, os defesas do Benfica acabaram por conceder espaço ao francês, que, depois de desviar o último defesa do caminho, rematou em arco para a baliza, sem hipóteses para Quim, num golo de excelente execução técnica.
Até final, o Benfica pouco mais podia fazer; teve ainda uma oportunidade soberana para empatar, que Mantorras desperdiçou; mas, pouco antes, Quim fizera a tripla (!) defesa da noite, detendo um remate potente e, de imediato, duas recargas consecutivas.
A sensação que fica é que o Benfica deu o que tinha para dar neste jogo, não tendo possibilidade de replicar frente ao poderio físico do Manchester, autêntico "rolo compressor" quando se desdobrava em jogadas ofensivas, com o "tridente" formado por Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Louis Saha, bem apoiados por Paul Scholes.
É a história da "manta curta": para conseguir "tapar a cabeça", "destapam-se os pés"; não obstante a excelente partida de Katsouranis e as exibições esforçadas de Paulo Jorge (muitas vezes a levar a melhor sobre um muito faltoso Heinze), Petit, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, faltaram sempre unidades no ataque para ombrear com o bloco defensivo e de meio-campo da equipa inglesa.
Seguem-se os decisivos jogos com o Celtic de Glasgow...
Copenhaga - Benfica - 0-0
13.09.2006 - Liga dos Campeões - 1ª Jornada
Copenhaga - Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Brede Hangeland, Michael Gravgaard, André Bergdolmo, Michael Silberbauer, Tobias Linderoth, Hjalte Norregaard, Atiba Hutchinson, Jesper Gronkjaer (42m - William Kvist) e Fredrik Berglund (73m - Razak Pimpong)
Benfica - Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Katsouranis, Petit, Paulo Jorge, Nuno Assis, Simão Sabrosa (81m - Manú) e Nuno Gomes (89m - Kikin)
Cartões amarelos - Hjalte Norregaard (45m); Alcides (31m)
Árbitro - Yuri Baskarov (Rússia)
Num jogo de qualidade paupérrima, revelando existir ainda muito “trabalho de casa" por fazer – bem patente na descoordenação na marcação de livres ou de lançamentos de linha lateral, para além das inúmeras faltas de entendimento entre jogadores, resultantes em invariáveis passes extraviados – o Benfica denotou uma significativa falta de confiança, com a bola a “queimar nos pés", lateralizando muito o jogo, quando não jogando para trás.
Contra uma equipa sem nível europeu, que pareceu (também) não almejar mais que o empate (que a satisfez plenamente), a única nota de realce para a manifesta infelicidade de Paulo Jorge, aos 74 minutos, fazendo tudo bem feito, num drible a tirar os adversários do caminho, para, já com o pé esquerdo, acertar com estrondo no poste.
Nos últimos minutos da partida, chegou a ser deplorável a forma como o Benfica – seguindo instruções tácticas (culminando na substituição de Nuno Gomes por Kinkin aos 89 minutos) – adoptou uma estratégia de “queimar tempo", procurando preservar o nulo no marcador, que fez com que ambas as equipas saíssem satisfeitas do relvado.
Para o Benfica, claramente 2 pontos (mal) perdidos!
Benfica - Austria Wien - 3-0
22.08.2006 - Liga dos Campeões - 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão)
Benfica – Quim, Nélson, Anderson, Luisão e Ricardo Rocha; Katsouranis, Petit (74m - Beto), Manú, Rui Costa (65m - Fonseca) e Paulo Jorge (84m - Mantorras); Nuno Gomes
Austria Wien – Szabolcs Safar, Troyansky, Delano Hill, Mario Tokic, Arkadiusz Radomski, Sasa Papac (29m - Schicker), Jocelyn Blanchard, Wimmer, Sebastian Mila (46m - Lasnik), Nastja Ceh (53m - Pichlmann) e Wallner
1-0 - Rui Costa – 20m
2-0 - Nuno Gomes – 45m
3-0 - Petit – 56m
Cartões amarelos - Sebastian Mila (10m), Arkadiusz Radomski (44m), Andreas Schicker (73m), Mario Tokić (82m) e Gerd Wimmer (86m)
Árbitro - Terje Hauge (Noruega)
Austria Wien - Benfica - 1-1
08.08.2006 - Liga dos Campeões - 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão)
Austria Wien - Safar, Troyansky, Tokic, Radomski, Papac, Blanchard, Vachousek,Wimmer (46m - Mila), Lasnik (82m - Pichlmann), Wallmar e Aigner(45m - Ceh)
Benfica - Quim, Nélson, Luisão, Anderson e Ricardo Rocha; Katsouranis, Petit, Manú (69m - Marco Ferreira), Rui Costa e Paulo Jorge (87m - Nuno Assis); Nuno Gomes (79m - Fonseca)
0-1 - Nuno Gomes – 16m 1-1 - Blanchard – 35m
Cartões amarelos - Andreas Lasnik (35m), Arkadiusz Radomski (44m) e Mario Tokić (59m); Katsouranis (36m), Paulo Jorge (63m) e Ricardo Rocha (66m)
Árbitro - Stefano Farina (Itália)
2005-06
Barcelona - Benfica - 2-0
05.04.2006 - Liga dos Campeões - 1/4 Final (2ª mão)
Barcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ - Giuly), Van Bommel (84’ - Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ - Karagounis), Beto (72’ - Robert), Petit, M. Fernandes (82’ - Marcel), Simão; Miccoli
1-0 – Ronaldinho – 19m 2-0 – Eto’o – 88m
Cartões amarelos - Deco (9m) e Samuel Eto'o (51m); Manuel Fernandes (62m), Luisão (64m) e Anderson (83m)
Árbitro - Luboš Michel (Eslováquia)
Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica" holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.
No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.
O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande" à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.
Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.
Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.
Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.
Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro", chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar" a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó" em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.
O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.
Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.
A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.
Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa", rematando ao lado da baliza.
Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas"; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.
O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado" perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo", com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava" a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.
Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada" que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.
Benfica - Barcelona - 0-0
28.03.2006 - Liga dos Campeões - 1/4 Final (1ª mão)
Benfica - Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Laurent Robert (46' - Miccoli), Petit, Manuel Fernandes, Beto, Simão; Geovanni (68' - Karagounis)
Barcelona - Víctor Valdés; Juliano Belletti, Thiago Motta, Oleguer Presas, Giovanni van Bronckhorst; Henrik Larsson (76' - Ludovic Giuly), Deco (76' - Gabri García), Mark van Bommel, Ronaldinho; Andrés Iniesta, Samuel Eto'o
Cartões amarelos - Fabrizio Miccoli (72m); Andrés Iniesta (58m), Deco (73m) e Juliano Belletti (87m)
Árbitro - Stephen Bennett (Inglaterra)

Ponto prévio: o Barcelona podia ter saído hoje do Estádio da Luz com um resultado histórico: beneficiou de 1, 2, 3, 4, 5 flagrantes oportunidades de golo (três delas proporcionadas pela intranquilidade / inexperiência de Moretto; outras três negadas por Moretto... e pelos postes).
Dito isto, o Benfica conseguiu o seu objectivo prioritário: levar a discussão da eliminatória para a 2ª mão, em Barcelona, para onde parte sem ter nada a perder, antes pelo contrário...
Mais, o Benfica poderia ter acabado por vencer o jogo, para tal tendo disposto também de 2 ou 3 oportunidades.
A equipa portuguesa entrou no jogo de forma muito intranquila, nervosa, temerosa, entregando ao adversário, logo no primeiro quarto de hora da partida, o controlo do jogo.
Essa intranquilidade foi bem patente no guarda-redes, mas também em Anderson e Luisão (sem a confiança que habitualmente denota); ao mesmo tempo que Laurent Robert, pela sua falta de dinâmica ou mesmo lentidão, dificultava a tarefa de controlo a meio-campo.
Mas, passado o período inicial de adaptação ao adversário - em que, depois de "oferecer" 3 oportunidades de golo, acabou por beneficiar da protecção da fortuna, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza - começaram a evidenciar-se três excelentes exibições: primeiro, a de Ricardo Rocha, impecável na marcação ao melhor jogador do mundo, Ronaldinho (durante 60 minutos, em que o brasileiro esteve encostado à linha lateral esquerda, foi praticamente eclipsado por Ricardo Rocha); depois, Léo, pleno de confiança, "secando" Larsson e libertando a equipa para acções mais ofensivas, permitindo aos seus colegas da defesa "respirar" um pouco; por fim, Beto (a fazer porventura uma das suas melhores exibições ao serviço do Benfica), com um muito bom controlo do "mágico" criativo do Barcelona, Deco - e, de forma talvez surpreendente, sem que os jogadores benfiquistas tivessem de recorrer a jogo faltoso.
Se, ao intervalo, o empate era claramente lisonjeiro para o Benfica, as coisas complicaram-se bastante entre os 60 e os 70 minutos, quando Ronaldinho começou, primeiro, por mudar de flanco, e, de seguida, passando a "vagabundear" no ataque do Barcelona; o Benfica sentiu-se então perdido e algo "desnorteado", não acertando as marcações, também com Deco, Eto'o e Iniesta a girarem num estonteante "carrossel" que, só por sorte (e pela intervenção de Moretto), não se traduziu em golo(s).
Conseguindo readaptar-se novamente ao esquema do Barcelona, o Benfica pareceu, nos derradeiros 20 minutos, superiorizar-se fisicamente, omeçou a soltar-se (beneficiando do papel de distribuidor de jogo de Karagounis e da velocidade de Miccoli, em rápidos contra-ataques, também com o apoio de Simão)... e, com o jogo a assumir uma toada de "parada e resposta", finalizaria a partida levando o perigo junto da baliza catalã, podendo ter chegado por 2 ou 3 vezes ao golo, nomeadamente com uma (dupla) perdida difícil de explicar e, com uma grande penalidade que ficou por assinalar.
Em resumo, acabou por ser um excitante espectáculo de futebol, em que os adeptos do Benfica sofreram bastante; em que, tendo a consciência do grau de favoritismo do Barcelona, subsiste a esperança de um bom comportamento da equipa no jogo da 2ª mão.
Liverpool - Benfica - 0-2
08.03.2006 - Liga dos Campeões - 1/8 Final (2ª mão)
Liverpool - Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70' - Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63' - Djibril Cissé); Morientes (70' - Fowler), Crouch
Benfica - Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60' - Karagounis), Robert (70' - Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77' - Miccoli)
0-1 - Simão - 36m
0-2 - Miccoli - 89m
Cartões amarelos - Peter Crouch (31m), Xabi Alonso (41m) e Steven Gerrard (71m); Laurent Robert (1m), Nuno Gomes (62m) e Manuel Fernandes (90m)
Árbitro - Massimo De Santis (Itália)
Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).
Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a "respirar", subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em "slalom" frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.
Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do "gigante" Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).
O segundo golo, também num brilhante "pontapé de moínho" de Miccoli - já no final da partida - foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.
Com a "estrelinha" da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!
Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes "colossos" do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.
Benfica - Liverpool - 1-0
21.02.2006 - Liga dos Campeões - 1/8 Final (1ª mão)
Benfica - Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo (87' - Ricardo Rocha); Robert (77' - Nélson), Petit, Beto (58' - Karagounis), Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes
Liverpool - Reina; Finnan, Hyypia, Carragher, Riise; Luis Garcia, Sissoko (35' - Hamman), Xabi Alonso, Kewell; Morientes (78' - Gerrard), Fowler (66' - Djibril Cissé)
1-0 - Luisão - 84m
Cartões amarelos - Beto (29m); Luis García (1m) e Dietmar Hamann (54m)
Árbitro - Konrad Plautz (Áustria)

Em mais uma prova de personalidade, o Benfica alcançou uma justíssima vitória perante o Campeão Europeu em título, o histórico Liverpool, por 1-0, com um golo de Luisão, já depois dos 80 minutos.
Depois de uma primeira parte de futebol bastante pobre de ambas as equipas, não tanto receando-se mutuamente, mas antes denotando pouca ambição, o cariz da partida mudaria na meia hora final, em particular a partir do momento em que Karagounis começou a espalhar uma amostra do "perfume" do seu futebol, com destaque também para o desempenho de Petit, dando solidez ao meio-campo, numa altura em que o Benfica parecia ficar mais vulnerável face aos contra-ataques do Liverpool. Uma palavra de justiça também para a bela exibição de Léo!
Nesse período final, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, procurando a vitória; não tendo disposto de muitas oportunidades, acabou por ser feliz, ao conseguir chegar ao golo na sequência de um livre apontado por Petit, "picando" a bola sobre a barreira, para a entrada triunfal, de cabeça, de Luisão, mais uma vez a assumir-se como figura decisiva, corporizando o espírito e alma benfiquista.
O Benfica volta a ser um "grande" na Europa, tendo sido a única equipa a vencer em casa neste primeiro dia de 1ª eliminatória dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, em que equipas como o R. Madrid, Bayern e PSV Eindhoven parecem ter comprometido a sua continuidade na prova, em detrimento de Arsenal, AC Milan e Lyon, que, tal como os portugueses, partem com vantagem para a 2ª mão da eliminatória.
Benfica - Manchester United - 2-1
07.12.2005 - Liga dos Campeões - 6ª Jornada
Benfica – Quim, Alcides, Luisão, Anderson, Léo (90m - Ricardo Rocha), Nélson, Petit, Beto, Geovanni (80m - Mantorras), Nuno Assis (73m - João Pereira) e Nuno Gomes
Manchester United – Edwin van der Sar, Gary Neville, Rio Ferdinand, Mikaël Silvestre, John O'Shea (85m - Kieran Richardson, Cristiano Ronaldo (67m - Park Ji Sung, Alan Smith, Paul Scholes, Ryan Giggs (61m - Louis Saha), Wayne Rooney e Ruud van Nistelrooij
0-1 - Paul Scholes - 6m
1-1 - Geovanni - 16m
2-1 - Beto - 34m
Cartões amarelos - Beto (18m), Geovanni (44m) e Petit (65m); Cristiano Ronaldo (23m), Gary Neville (86m) e Rio Ferdinand (90m)
Árbitro - Kyros Vassaras (Grécia)


No regresso do Benfica às gloriosas noites mágicas europeias, um feliz reencontro com a história. Perante uma das melhores equipas do mundo, uma exibição personalizada, surpreendentemente confiante - após a "oferta" de um golo de avanço ao adversário, logo aos 6 minutos - com uma entrega generosa dos jogadores; uma vitória justíssima.
Estruturado numa sólida defesa (um quarteto brasileiro, com Alcides, Luisão, Anderson e Léo), seriam os outros 2 brasileiros a dar a vitória à equipa, com os golos de Geovanni (com uma das melhores exibições ao serviço do Benfica) e Beto. Mas também Nuno Gomes, Petit e um "surpreendente" Nuno Assis tiveram uma excelente prestação, com Nélson mais uma vez a contribuir decisivamente para desestabilizar a defesa contrária. A fechar o lote, também Quim respondeu presente, na única vez em que efectivamente foi colocado à prova.
Mesmo se, depois de uma primeira parte de muito bom nível, a equipa recuou no campo no segundo tempo, dando espaço ao Manchester United, que, não obstante, nunca se mostrou realmente ameaçador.
Com esta histórica vitória por 2-1, o Benfica segue em frente na Liga dos Campeões, integrando o grupo das melhores 16 equipas da Europa, afastando o Manchester United das competições europeias.
GRUPO D Jg V E D G Pt Villarreal-M. United....0-0 / 0-0
1 Villarreal6 2 4 - 3-1 10 Benfica-Lille...........1-0 / 0-0
2 Benfica6 2 2 2 5-5 8 Lille-Villarreal........0-0 / 0-1
3 Lille6 1 3 2 1-2 6 M. United-Benfica.......2-1 / 1-2
4 M. United6 1 3 2 3-4 6 M. United-Lille.........0-0 / 0-1
Villarreal-Benfica......1-1 / 1-0
Lille - Benfica - 0-0
22.11.2005 - Liga dos Campeões - 5ª Jornada
Lille - Tony Sylva, Stephan Lichtsteiner, Efstathios Tavlaridis, Rafael Schmitz, Grégory Tafforeau, Matthieu Chalmé (69m - Kevin Mirallas), Mathieu Bodmer, Jean Makoun, Geoffrey Dernis, Milenko Ačimovič (87m - Nicolas Fauvergue) e Matt Moussilou (75m - Hicham Aboucherouane)
Benfica - Quim, Alcides, Luisão, Anderson, Ricardo Rocha, Nélson, Petit, Beto, Léo, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (43m - Mantorras)
Cartões amarelos - Jean Makoun (20m), Efstathios Tavlaridis (67m) e Rafael Schmitz (79m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Benfica - Villarreal - 0-1
02.11.2005 - Liga dos Campeões - 4ª Jornada
Benfica - Rui Nereu, Nélson, Luisão, Anderson (84m - Nuno Assis), Léo, Petit, Geovanni (70m - João Pereira), Manuel Fernandes, Georgios Karagounis (70m - Mantorras), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
Villarreal - Mariano Barbosa, Javi Venta, Gonzalo Rodríguez, Quique Álvarez, Rodolfo Arruabarrena, Marcos Senna (90m - Juan Manuel Peña), Josico, Juan Román Riquelme, Juan Sorín, José María (71m - Antonio Guayre) e Diego Forlán (52m - Luciano Figueroa)
0-1 - Marcos Senna - 81m
Cartões amarelos - Javi Venta (56m), Gonzalo Rodríguez (68m) e Juan Pablo Sorín (89m); Nuno Gomes (81m)
Árbitro - Frank De Bleeckere (Bélgica)
Villarreal - Benfica - 1-1
18.10.2005 - Liga dos Campeões - 3ª Jornada
Villarreal - Sebastián Viera, Jan Kromkamp, Gonzalo Rodríguez, César Arzo, Rodolfo Arruabarrena (45m - Josico), Santiago Cazorla, Alessio Tacchinardi (84m - Roger García), Juan Sorín, Diego Forlán, Juan Román Riquelme e José María (80m - Luciano Figueroa)
Benfica - Quim (29m - Rui Nereu), Nélson, Luisão, Anderson, Ricardo Rocha, Petit, Geovanni (90m - Beto), Manuel Fernandes, Karagounis (66m - Karyaka), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
1-0 - Riquelme - 72m
1-1 - Manuel Fernandes - 77m
Árbitro - Florian Meyer (Alemanha)
O Benfica realizou hoje mais uma boa exibição, à semelhança do jogo de Manchester e, tal como com os ingleses, pareceu satisfazer-se com o empate, num misto de falta de ambição / falta de confiança de Koeman na equipa, pelo menos ao mais alto nível europeu.
Dominando claramente o Villarreal em largos períodos da primeira parte, nunca arriscou na procura da vitória; na segunda parte, os espanhóis surgiram mais agressivos e, aproveitando a retracção do Benfica, empurraram a equipa portuguesa para a sua defesa.
Até que, numa grande penalidade, o Villarreal marcaria o primeiro golo, iam decorridos 72 minutos. Foi quanto bastou para o Benfica de imediato reassumir a condução do jogo, rapidamente coroada com um magnífico golo de Manuel Fernandes, empatando a 1-1, apenas 5 minutos depois (aos 77). Até final do jogo, o Benfica sempre pareceu mais interessado em salvaguardar o ponto, do que partir à conquista dos 3 pontos. Estará Koeman a seguir a estratégia de Trapattoni, “jogando pelo seguro”?
Uma palavra final para a estreia do terceiro guarda-redes, o jovem Rui Nereu, que entrando a substituir o lesionado Quim (que rendera Moreira na semana passada, também lesionado), não se intimidou, mostrando grande personalidade, com uma extraordinária defesa e mais duas intervenções de bom nível.
Manchester United - Benfica - 2-1
27.09.2005 - Liga dos Campeões - 2ª Jornada
Manchester United - Edwin van der Sar, Phil Bardsley, Rio Ferdinand, John O'Shea, Kieran Richardson, Darren Fletcher, Alan Smith, Paul Scholes, Cristiano Ronaldo, Ryan Giggs e Ruud van Nistelrooij
Benfica - Moreira, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Beto (87m - Mantorras), Manuel Fernandes (87m - Geovanni), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (80m - João Pereira)
1-0 – Ryan Giggs – 39m
1-1 - Simão Sabrosa - 59m
2-1 - Ruud van Nistelrooij - 86m
Cartões amarelos - Luisão (57m) e Nuno Gomes (69m); Alan Smith (58m)
Árbitro - Luboš Michel (Eslováquia)
Foi uma personalizada equipa a do Benfica que hoje se apresentou em Old Trafford frente ao Manchester United, porém ainda em construção e em busca de maior confiança, a que se associou alguma falta de ambição do seu treinador que, satisfeito com o empate (que se registou até 4 minutos do termo da partida), acabou por sofrer a punição da derrota.
Uma equipa que patenteou as suas fragilidades, mas que chegou, a espaços, a silenciar o Old Trafford, podendo inclusivamente ter, já depois do 1-2, ter empatado o jogo, por intermédio de Mantorras.
Naturalmente, o Manchester teve mais oportunidades e van Nistelrooy não desperdiçou o momento de chegar à vitória.
Depois de um primeiro golo sofrido algo infeliz, já próximo do termo da 1ª parte - na sequência de um livre, com a bola a tabelar na barreira do Benfica, e a ter o seu caminho desviado de Moreira -, Simão Sabrosa, também na transformação de um livre, numa excelente conversão, igualaria no início da 2ª parte. O holandês van Nistelrooy fixaria o resultado final em 2-1 a 4 minutos do final.
Benfica - Lille - 1-0
14.09.2005 - Liga dos Campeões - 1ª Jornada
Benfica - Moreira, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha (45m - Anderson), Léo, Petit (67m - Karagounis), Manuel Fernandes, Geovanni (80m - Mantorras), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli
Lille - Tony Sylva, Chalmé, Plestan, Rafael, Tafforeau, Makoun, Cabaye, Gygax (45m - Debuchy), Bodmer, Dernis (84m - Lichtsteiner) e Moussilou (71m - Odemwingie)
1-0 - Miccoli - 90m
Cartões amarelos - Ricardo Rocha (20m); Gygax (8m), Plestan (11m) e Cabaye (54m)
Árbitro - Rene Temmink (Holanda)
Sete anos depois, no seu regresso à “Champions League”, o Benfica, “100 % vitorioso” (vitória sobre o Lille, vice-campeão de França) - e beneficiando do empate a zero entre o Villarreal e o Manchester United - lidera destacado o seu Grupo da Liga dos Campeões!…