MUNDIAL 2006
Diário do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006
09.06.2006
Grupo A - 1ª Jornada

4-2
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Bastian Schweinsteiger, Torsten Frings, Miroslav Klose (79m - Oliver Neuville), Philipp Lahm, Per Mertesacker, Tim Borowski (72m - Sebastian Kehl), Bernd Schneider (90m - David Odonkor), Lukas Podolski e Christoph Metzelder
Jose Porras, Luis Marin, Michael Umana, Gilberto Martinez (66m - Jervis Drummond), Danny Fonseca, Mauricio Solis (78m - Cristian Bolanos), Paulo Wanchope, Walter Centeno, Ronald Gomez (90m - Randall Azofeifa), Leonardo Gonzalez e Douglas Sequeira
1-0 - Philipp Lahm - 6m
1-1 - Paulo Wanchope - 12m
2-1 - Miroslav Klose - 17m
3-1 - Miroslav Klose - 61m
3-2 - Paulo Wanchope - 73m
4-2 - Torsten Frings - 87m
Melhor jogador – Miroslav Klose (Alemanha)
Amarelo - Danny Fonseca (30m)
Árbitro - Horacio Elizondo (Argentina)
Munich (17h00)

0-2
Artur Boruc, Mariusz Jop, Marcin Baszczynski, Jacek Krzynowek (78m - Kamil Kosowski), Jacek Bak, Miroslav Szymkowiak, Michal Zewlakow, Ebi Smolarek, Arkadiusz Radomski, Radoslaw Sobolewski (67m - Ireneusz Jelen), Maciej Zurawski (83m - Pawel Brozek)
Cristian Mora, Ivan Hurtado (69m - Jorge Guagua), Ulises de la Cruz, Agustin Delgado (83 m - Patricio Urrutia), Edison Mendez, Carlos Tenorio (65m - Ivan Kaviedes), Segundo Castillo, Luis Valencia, Giovanny Espinoza, Neicer Reasco, Edwin Tenorio
0-1 - Carlos Tenorio - 24m
0-2 - Agustin Delgado - 80m
Melhor jogador – Agustin Delgado (Equador)
Amarelos - Ebi Smolarek (37m); Ivan Hurtado (31m) e Edison Mendez (70m)
Árbitro - Toru Kamikawa (Japão)
Gelsenkirchen (20h00)
10.06.2006
Grupos B/C - 1ª Jornada

1-0
Paul Robinson, Gary Neville, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckam, Frank Lampard, Joe Cole (83m - Owen Hargreaves), Michael Owen (56m - Stewart Downing) e Peter Crouch
Justo Villar (8m - Aldo Bobadilla), Delio Toledo (82m - Jorge Nuñez), Carlos Gamarra, Julio Cesar Caceres, Roque Santa Cruz, Roberto Acuña, Carlos Paredes, Cristian Riveros, Nelson Valdez, Denis Caniza e Carlos Bonet (68m - Nelson Cuevas)
1-0 - Carlos Gamarra (p.b.) - 3m
Melhor jogador – Frank Lampard (Inglaterra)
Amarelos - Steven Gerrard (19m), Peter Crouch (63m); Nelson Valdez (22m)
Árbitro - Marco Rodriguez (México)
Frankfurt (14h00)

0-0
Shaka Hislop, John Avery, Brent Sancho, Dennis Lawrence, Christopher Birchall, Cyd Gray, Densill Theobald (66m), Whitley Aurtis, Carlos Edwards, Collin Samuel (52m - Glen Cornell), John Stern e Dwight Yorke
Rami Shaaban, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Niclas Alexandersson, Freddie Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic, Henrik Larsson, Tobias Linderoth (78m - Kim Kallstrom), Christian Wilhelmsson (78m - Mattias Jonson) e Anders Svensson (62m - Markus Allback)
Melhor jogador – Dwight Yorke (Trinidad e Tobago)
Amarelos - John Avery (16m) e Dwight Yorke (74m); Henrik Larsson (90m)
Vermelho - John Avery (46m)
Árbitro - Shamsul Maidin (Singapura)
Dortmund (17h00)

2-1
Roberto Abbondanzieri, Roberto Ayala, Juan Sorin, Esteban Cambiasso, Gabriel Heinze, Javier Saviola (75m - Lucho Gonzalez), Javier Mascherano, Hernan Crespo (64m - Rodrigo Palacio), Juan Riquelme (90m - Pablo Aimar), Maxi Rodriguez e Nicolas Burdisso
Jean-Jacques Tizié, Kanga Akale (62m - Bakari Koné), Arthur Boka, Kolo Touré, Didier Zokora, Bonaventure Kalou (55m - Aruna Dindane), Didier Drogba, Abdoulaye Meite, Kader Keita (72m - Arouna Koné), Vaya Touré e Emmanuel Eboué
1-0 - Hernan Crespo - 24m
2-0 - Javier Saviola - 38m
2-1 - Didier Drogba - 82m
Melhor jogador – Javier Saviola (Argentina)
Amarelos - Javier Saviola (41m), Gabriel Heinze (48m) e Lucho Gonzalez (81m); Emmanuel Eboué (62m) e Didier Drogba (90m)
Árbitro - Frank De Bleeckere (Bélgica)
Hamburg (20h00)
11.06.2006
Portugal - Angola - "Antes do jogo"
Algumas notas prévias:
- A primeira para saudar o jogo inaugural da selecção de Angola na fase final de um Campeonato do Mundo de Futebol, e, logo, tendo por parceiro nesta "grande estreia" a selecção de Portugal; neste momento, é-me inevitável pensar na alegria com que Jorge Perestrelo celebraria esta partida.
- Em relação a este encontro em concreto, em minha opinião, a selecção portuguesa é absolutamente favorita... desde que encare o jogo com seriedade e profissionalismo; naturalmente, os jogadores de Angola (alguns dos quais actuando em Portugal, em equipas da I Liga e da Liga de Honra) beneficiarão de uma motivação extrema, pela conjugação dos dois factores (partida de estreia e o facto de o adversário se chamar Portugal); os jogadores portugueses terão portanto de procurar atingir a mesma motivação e correr pelo menos tanto como se prevê que os angolanos venham a fazer.
- Em termos mais gerais, sobre a participação de Portugal neste Mundial: não são grandes as expectativas que tenho... para começar, o Grupo, sendo teoricamente acessível, tem selecções com algumas especificidades que poderão complicar bastante a nossa missão. Para além dos factores motivacionais de Angola, também os jogadores do Irão (beneficiando porventura, adicionalmente, de mais favoráveis condições físicas) se apresentarão em campo (por circunstâncias de ordem "política") com uma enorme dose de "patriotismo", dispostos a lutar até ao último minuto de cada partida. Por fim, em relação ao México, não podemos esquecer a posição que ocupa no ranking da FIFA, que faz com que seja um dos "cabeças-de-série" deste Mundial.
Acreditando, ainda assim, que, com maiores ou menores dificuldades, acabaremos por garantir o apuramento para a fase seguinte, jogando nos 1/8 Final (eventualmente) com a Argentina ou a Holanda, Portugal teria de se superar para poder prosseguir em prova.
E é esse espírito de superação que, à partida para esta prova, não antevejo caracterizar uma selecção cuja preparação não terá sido a ideal, com um treinador que continuo a pensar não ter a requerida capacidade de "leitura de jogo", para, a partir do banco, arriscar e procurar inverter eventuais situações de desvantagem (sem esquecer o magnífico jogo Portugal - Inglaterra, no EURO 2004, então num contexto particular, com milhões de portugueses a "empurrar" a sua selecção para o êxito).
Em resumo, não ficarei surpreendido quer Portugal chegue longe (numa prova em que o carácter de aleatoriedade pode ser determinante, por exemplo, por via de apuramentos decididos no desempate por grandes penalidades...), caso as individualidades consigam atingir o nível de desempenho que está ao seu alcance, quer se quede logo pela fase de grupos.
Uma conclusão me parece inequívoca: será imprescindível manter os "pés assentes na terra" e não nos deixarmos embalar pelas sucessivas vagas de falsas promessas de favoritismo, numa prova em que (à excepção de 1966) praticamente não temos "história" e em que, "no papel", haverá selecções bem mais apetrechadas (Argentina, Inglaterra, Holanda, R. Checa, Itália, França, Espanha... para além do "incontornável" Brasil).
Grupos C/D - 1ª Jornada

0-1
Dragoslav Jevric, Ivica Dragutinovic, Igor Duljaj, Goran Gavrancic, Mateja Kezman (67m - Danijel Ljuboja), Savo Milosevic (46m - Nikola Zigic), Dejan Stankovic, Predrag Djordjevic, Nenad Djordjevic (43m - Ognjen Koroman), Albert Nadj e Mladen Krstajic
Edwin van der Sar, Jori Mathijsen (86m - Khalid Boulahrouz), Giovanni van Bonckhorst, Phillip Cocu, Ruud van Nistelrooy (69m - Dirk Kuyt), Arjen Robben, Andre Ooijer, John Heitinga, Robin van Persie, Marco van Bommel (60m - Denny Landzaat) e Wesley Sneijder
0-1 - Arjen Robben - 18m
Melhor jogador – Arjen Robben (Holanda)
Amarelos - Dejan Stankovic (34m), Ognjen Koroman (64m), Ivica Dragutinovic (81m) e Goran Gavrancic (90m); Giovanni van Bonckhorst (56m) e John Heitinga (85m)
Árbitro - Markus Merk (Alemanha)
Leipzig (14h00)

3-1
Oswaldo Sanchez, Ricardo Osorio, Rafael Marquez, Carlos Salcido, Gerardo Torrado (46m - Luis Perez), Pavel Pardo, Jared Borgetti (52m - Jose Fonseca), Omar Bravo, Gonzalo Piñeda, Mario Mendez e Guillermo Franco (46m - Zinha)
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Yahya Golmohamaddi, Rahman Rezaei, Javad Nekounam, Ali Karimi (63m - Mehrzad Madanchi), Vahid Hashemian, Ali Daei, Hossein Kaabi, Nosrati (81m - Arash Borhani) e Andranik Teymourian
1-0 - Omar Bravo - 28m
1-1 - Yahya Golmohamaddi - 36m
2-1 - Omar Bravo - 76m
3-1 - Zinha - 79m
Melhor jogador – Omar Bravo (México)
Amarelos - Gerardo Torrado (18m); Javad Nekounam (55m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Nuremberg (17h00)

0-1
Compelida a iniciar a partida com 3 alterações face ao previsto "onze titular" (Petit, Tiago e Simão Sabrosa substituíram, respectivamente, Costinha, Maniche e Deco, cuja condição física não lhes permitiria garantir 90 minutos de competição ao nível requerido), a equipa portuguesa entrou em campo com uma boa atitude e, ainda antes dos 15 segundos, já Pauleta surgia isolado a desviar a bola do alcance do guarda-redes, saindo ligeiramente ao lado do poste.
Pouco depois, aos 4 minutos, numa excelente arrancada de Figo, rompendo por entre a (algo frágil) defesa angolana, desmarcou Pauleta, que, com muita calma, colocou a bola no fundo da baliza, inaugurando o marcador.

Nos minutos imediatos, o jogo parecia poder revelar-se fácil; contudo, a partir do quarto de hora, a selecção nacional passou a jogar lento e com passes em profundidade, facilitando a tarefa defensiva da equipa angolana, que começou a libertar-se, chegando mesmo a criar duas ou três situações ameaçadoras.
No final da primeira parte, Portugal denotava querer acordar da letargia em que deixara caír a partida, mas prevalecia a ideia da necessidade de mais determinação e, sobretudo, de imprimir mais velocidade e ritmo ao jogo, de forma a evitar que a partida de pudesse eventualmente vir a complicar-se.
No segundo tempo, a história do jogo não sofreria grandes alterações, com a equipa portuguesa, esforçada, mas a revelar alguma tensão e nervosismo; o tempo ia correndo, as coisas não saíam bem.
Em boa verdade, Angola nunca evidenciou capacidade para poder inverter o rumo dos acontecimentos e, nos últimos minutos, Portugal acabou a resguardar o resultado que lhe deu os primeiros três pontos nesta prova.
Para além do golo, destaque principal para um forte remate de cabeça de Cristiano Ronaldo (ainda na primeira parte), com a bola a embater com estrondo na barra e, quase no final da partida, para o sinal de inconformismo transmitido por Maniche, com um poderoso remate de "meia-distância", a obrigar o guarda-redes angolano, João Ricardo, "à defesa da noite".
Objectivo cumprido, num jogo que poderia eventualmente apresentar-se problemático (pela sua conjuntura, opondo dois países de língua portuguesa, com ambições diferenciadas), não obstante uma exibição sofrível. A distinção de "melhor jogador em campo" seria atribuída a Figo, o "maestro" que pautou as tentativas de ataque organizado da equipa de Portugal.
Uma palavra final para o exemplar comportamento, quer do público, quer dos jogadores, fazendo deste jogo uma verdadeira festa.
João Ricardo, Delgado, Jamba, Kali, Loco, André, Mateus, Mendonça, Figueiredo (80m - Miloy), Zé Kalanga (70m - Edson) e Akwá (60m - Mantorras)
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Petit (72m - Maniche), Tiago (83m - Hugo Viana), Figo, Cristiano Ronaldo (60m - Costinha), Simão Sabrosa e Pauleta
0-1 - Pauleta - 4m
Melhor jogador – Luís Figo (Portugal)
Amarelos - Jamba (28)m), Loco (45m) e André (52m); Cristiano Ronaldo (26m) e Nuno Valente (79m)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Koln (20h00)
12.06.2006
Grupos E/F - 1ª Jornada

3-1
Mark Schwarzer, Neill Lucas, Craig Moore (61m - Joshua Kennedy), Marco Bresciano (53m - Tim Cahill), Jason Culina, Brett Emerton, Mark Viduka, Harry Kewell, Vince Grella, Scott Chipperfield e Luke Wilkshire (75m - John Aloisi)
Yoshikatsu Kawaguchi, Yuichi Komano, Tsuneyasu Miyamoto, Hidetoshi Nakata, Naohiro Takahara, Shunsuke Nakamura, Atsushi Yanagisawa (79m - Shinji Ono), Alessandro Santos, Takashi Fukunishi, Keisute Tsuboi (56m - Teruyuki Moniwa; 90m - Masashi Oguro) e Yuji Nakazawa
0-1 - Shunsuke Nakamura - 26m
1-1 - Tim Cahill - 84m
2-1 - Tim Cahill - 89m
3-1 - John Aloisi - 90m
Melhor jogador – Tim Cahill (Austrália)
Amarelos - Vince Grella (33m), Craig Moore (58m), Tim Cahill (69m) e John Aloisi (78m); Tsuneyasu Miyamoto (31m), Naohiro Takahara (40m), Teruyuki Moniwa (68m)
Árbitro - Essam Abd El Fatah (Egipto)
Kaiserslautern (14h00)

0-3
Kasey Keller, Pablo Mastroeni (46m - John O’Brien), Eddie Lewis, Steve Cherundolo (46m - Eddie Johnson), Claudio Reyna, Bobby Convey, Brian McBride (77m - Josh Wolff), Marcus Beasley, Landon Donovan, Oguchi Onyewu e Eddie Pope
Petr Cech, Zdenek Grygera, Tomas Galasek, Marek Jankulovski, Pavel Nedved, Jan Koller (45m - Vratislav Lokvenc), Tomas Rosicky (86m - Jiri Stajner), Karel Poborsky (82m - Jan Polak), Jaroslav Plasil, Tomas Ujfalusi e David Rozehnal
0-1 - Jan Koller - 5m
0-2 - Tomas Rosicky - 36m
0-3 - Tomas Rosicky - 76m
Melhor jogador – Tomas Rosicky (R. Checa)
Amarelos - Oguchi Onyewu (5m) e Claudio Reyna (60m); David Rozehnal (16m), Vratislav Lokvenc (59m), Tomas Rosicky (81m) e Zdenek Grygera (88m)
Árbitro - Carlos Amarilla (Paraguai)
Gelsenkirchen (17h00)

2-0
Gianluigi Buffon, Cristian Zaccardo, Fabio Grosso, Daniele de Rossi, Fabio Cannavaro, Luca Toni (82m - Alessandro Del Piero), Francesco Totti (56m - Mauro Camoranesi), Alberto Gilardino (64m - Vincenzo Iaquinta), Alessandro Nesta, Simone Perrotta e Andrea Pirlo
Richard Kingston, Asamoah Gyan (89m - Alex Tachie-Mensah), Samuel Kuffour, John Mensah, Emmanuel Pappoe (46m - Illiasu Shilla), Michael Essien, Stephen Appiah, Sulley Muntari, Matthew Amoah (68m - Razak Pimpong), John Pantsil e Eric Addo
1-0 - Andrea Pirlo - 40m
2-0 - Vincenzo Iaquinta - 83m
Melhor jogador – Andrea Pirlo (Itália)
Amarelos - Daniele de Rossi (10m), Mauro Camoranesi (62m) e Vincenzo Iaquinta (88m); Sulley Muntari (41m) e Asamoah Gyan (65m)
Árbitro - Carlos Simon (Brasil)
Hannover (20h00)
13.06.2006
Grupos F/G - 1ª Jornada

2-1
Woon Jae Lee, Young Chul Kim, Jin Cheul Choi, Jin Kyu Kim (46m - Jung Hwan Ahn), Ji Sung Park, Young Pyo Lee, Eul Yong Lee (68m - Nam Il Kim), Chun Soo Lee, Ho Lee, Jae Jin Cho (83m - Sang Sik Kim), Chong Gug Song
Kossi Agassa, Dare Nibombe, Jean-Paul Abalo, Emmanuel Adebayor, Massamasso Tchangai, Moustapha Salifou (86m - Yao Aziawonou), Cherif Touré Mamam, Alaixys Romao, Kader Mohamed, Yao Junior Senaya (55m - Assimiou Touré) e Ludovic Assemoassa (62m - Richmond Forson)
0-1 - Kader Mohamed - 31m
1-1 - Chun Soo Lee - 54m
2-1 - Jung Hwan Ahn - 72m
Melhor jogador – Jung Hwan Ahn (Coreia do Sul)
Amarelos - Jean-Paul Abalo (23m), Alaixys Romao (24m) e Massamasso Tchangai (90m); Young Chul Kim (41m) e Chun Soo Lee (51m)
Vermelho - Jean-Paul Abalo (53m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Frankfurt (14h00)

0-0
Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Zinedine Zidane, Sylvain Wiltord (84m - Vikash Dhorasoo), Thierry Henry, Lilian Thuran, Willy Sagnol e Frank Ribery (70m - Louis Saha)
Pascal Zuberbuehler, Ludovic Magnin, Philippe Senderos, Johann Vogel, Ricardo Cabanas, Raphael Wicky (82m - Xavier Margairaz), Alexander Frei, Marco Streller (56m - Daniel Gygax), Tranquillo Barnetta, Patrick Mueller (75m - Johan Djourou) e Philipp Degen
Melhor jogador – Claude Makelelé (França)
Amarelos - Eric Abidal (64m), Zinedine Zidane (72m) e Willy Sagnol (90m); Ludovic Magnin (42m), Marco Streller (45m), Philipp Degen (56m), Ricardo Cabanas (72m) e Alexander Frei (90m)
Árbitro - Valentin Ivanov (Rússia)
Stuttgart (17h00)

1-0
Dida, Cafu, Lúcio, Juan, Emerson, Roberto Carlos, Adriano, Kaká, Ronaldinho, Zé Roberto e Ronaldo (69m – Robinho)
Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Josip Simunic, Robert Kovac, Igor Tudor, Dario Simic, Marko Babic, Dado Prso, Niko Kovac (41m - Jerko Leko), Ivan Klasnic (56m - Ivica Olic), Nico Kranjcar
1-0 - Kaká - 44m
Melhor jogador – Kaká (Brasil)
Amarelos – Emerson (42m); Niko Kovac (32m), Robert Kovac (67m) e Igor Tudor (90m)
Árbitro - Benito Archundia (México)
Berlin (20h00)
14.06.2006
Grupo H - 1ª Jornada / Grupo A - 2ª Jornada

4-0
Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Xavi, Fernando Torres, Luis Garcia (77m - Cesc Fabregas), Xabi Alonso (55m - David Albelda), Sergio Ramos, Marcos Senna, David Villa (55m - Raul) e Pablo
Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmachnyi, Anatoliy Tymoschuk, Vladimir Yezerskyi, Andriy Rusol, Andriy Shevchenko, Oleg Gusev (46m - Andriy Vorobey), Andriy Voronin, Andriy Gusin (46m - Oleg Shelayev), Vladyslav Vashchuk e Ruslan Rotan (64m - Serhiy Rebrov)
1-0 - Xabi Alonso - 13m
2-0 - David Villa - 17m
3-0 - David Villa - 48m (g.p.)
4-0 - Fernando Torres - 81m
Melhor jogador – Xavi (Espanha)
Amarelos - Andriy Rusol (17m), Vladimir Yezerskyi (53m)
Vermelho - Vladyslav Vashchuk (47m)
Árbitro - Massimo Busacca (Suíça)
Leipzig (14h00)

2-2
Ali Boumnijel, Karim Haggui, Zied Jaziri, Hatem Trabelsi, Yassine Chikhaoui (82m - Karim Essediri), Jaouhar Mnari, Riadh Bouazizi (55m - Mehdi Nafti), Adel Chedli (69m - Kaies Ghodhbane), Radhi Jaidi, David Jemmali e Hamed Namouchi
Mabrouk Zaid, Ahmed Dokhi, Redha Tukar, Hamad Al Montashari, Omar Al Ghamdi, Mohammed Noor (75m - Mohammed Ameen), Hussein Sulimani, Saud Kariri, Khaled Aziz, Nawaf Al Temyat (67m - Malek Al Hawsawi) e Yasser Al Kahtani (82m - Sami Al Jaber)
1-0 - Zied Jaziri - 23m
1-1 - Yasser Al Kahtani - 57m
1-2 - Sami Al Jaber - 84m
2-2 - Radhi Jaidi - 90m
Melhor jogador – Zied Jaziri (Tunísia)
Amarelos - Karim Hagui (35m), Riadh Bouazizi (36m), Adel Chedli (65m) e Yassine Chikhaoui 79m)
Árbitro - Mark Shield (Austrália)
Munich (17h00)

1-0
Jens Lehmann, Arne Friedrich (64m - David Odonkor), Bastian Schweinsteiger (77m – Tim Borowski), Torsten Frings, Miroslav Klose, Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bernd Schneider, Lukas Podolski (71m - Oliver Neuville) e Christoph Metzelder
Artur Boruc, Marcin Baszczynski, Jacek Bak, Radoslaw Sobolewski, Jacek Krzynowek (77m - Mariusz Lewandowski), Maciej Zurawski, Michal Zewlakow (83m - Dariusz Dudka), Ebi Smolarek, Arkadiusz Radomski, Bartosz Bosacki e Ireneusz Jelen (90m - Pawel Brozek)
1-0 - Oliver Neuville - 90m
Melhor jogador – Philipp Lahm (Alemanha)
Amarelos - Michael Ballack (58m), David Odonkor (68m), Christoph Metzelder (70); Jacek Krzynowek (3m), Radoslaw Sobolewski (28m) e Artur Boruc (89m)
Vermelho - Radoslaw Sobolewski (75m)
Árbitro - Luis Medina Cantalejo (Espanha)
Dortmund (20h00)
15.06.2006
Grupos A/B - 2ª Jornada

3-0
E, logo ao 7º dia, completado o 18º jogo da prova, Polónia e Costa Rica são os primeiros países eliminados (não obstante terem ainda de cumprir a partida que oporá ambas as equipas), reduzindo-se assim a 30 os "candidatos" à conquista do Mundial.
Por seu lado, Equador (pela primeira vez na sua história) e Alemanha são os primeiros apurados para os 1/8 Final, disputando entre si, na última jornada desta fase, o 1º lugar do Grupo (partindo os equatorianos - de forma surpreendente - em vantagem, dado que lhes bastará empatar a derradeira partida para assegurar a vitória no Grupo).
Cristian Mora, Ivan Hurtado, Ulises de la Cruz, Edison Mendez, Agustin Delgado, Segundo Castillo, Luis Valencia (73m - Patricio Urrutia), Giovanny Espinoza (69m - Jorge Guagua), Neicer Reasco, Edwin Tenorio e Carlos Tenorio (46m - Ivan Kaviedes)
Jose Porras, Luis Marin, Michael Umana, Danny Fonseca (29m - Alvaro Saborio), Mauricio Solis, Paulo Wanchope, Walter Centeno (84m - Bernard Kurt), Ronald Gomez, Leonardo Gonzalez (56m - Carlos Hernandez), Harold Wallace e Douglas Sequeira
1-0 - Carlos Tenorio - 8m
2-0 - Agustin Delgado - 54m
3-0 - Ivan Kaviedes - 90m
Melhor jogador – Agustin Delgado (Equador)
Amarelos - Segundo Castillo (44m), Ulises de la Cruz (54m) e Cristian Mora (60m); Luis Marin (10m) e Mauricio Solis (28m)
Árbitro - Coffi Codjia (Benin)
Hamburg (14h00)

2-0
No termo de uma difícil partida, em que apenas nos derradeiros 10 minutos foi capaz de transpor a muralha defensiva tobaguenha, a Inglaterra junta-se a Equador e Alemanha, sendo a terceira selecção a garantir o apuramento para os 1/8 Final da competição.
Paul Robinson, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckam, Frank Lampard, Michael Owen (58m - Wayne Rooney), Joe Cole (75m - Stewart Downing), Jamie Carragher (58m - Aaron Lennon) e Peter Crouch
Shaka Hislop, Brent Sancho, Dennis Lawrence, Christopher Birchall, Cyd Gray, Aurtis Whitley, Carlos Edwards, Stern John, Kenwine Jones (70m - Glen Cornell), Densill Theobald (85m - Evans Wise) e Dwight Yorke
1-0 - Peter Crouch - 83m
2-0 - Steven Gerrard - 90m
Melhor jogador – David Beckham (Inglaterra)
Amarelos - Frank Lampard (64m); Densill Theobald (18m), Aurtis Whitley (19m), Kenwine Jones (45m), Shaka Hislop (47m) e Cyd Gray (56m)
Árbitro - Toru Kamikawa (Japão)
Nuremberg (17h00)

1-0
Um golo de Ljungberg no penúltimo minuto da partida provocou a eliminação do Paraguai (terceira equipa eliminada no dia de hoje, após a Polónia e a Costa Rica), ao mesmo tempo que deixa a Suécia à beira do apuramento para os 1/8 Final (apenas seria eliminada se, perdendo com a Inglaterra, Trinidad e Tobago vencer o Paraguai, conseguindo anular a sua actual desvantagem a nível de golos).
Andreas Isaksson, Olof Mellberg, Teddy Lucic, Erik Edman, Tobias Linderoth, Niclas Alexandersson, Freddie Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic (46m - Marcus Allback), Kenrik Larsson, Kim Kallstrom (86m - Johan Elmander) e Christian Wilhelmsson (68m - Mattias Jonson)
Aldo Bobadilla, Jorge Nuñez, Carlos Gamarra, Julio Cesar Caceres, Carlos Bonet (81m - Edgar Barreto), Roque Santa Cruz (63m - Dante Lopez), Roberto Acuña, Carlos Paredes, Cristian Riveros (62m - Julio dos Santos), Nelson Valdez e Denis Caniza
1-0 - Freddie Ljungberg - 89m
Melhor jogador – Freddie Ljungberg (Suécia)
Amarelos - Tobias Linderoth (14m), Teddy Lucic (48m) e Marcus Allback (60m); Denis Caniza (3m), Roberto Acuña (51m), Jorge Nuñez (54m), Carlos Paredes (74m) e Edgar Barreto (85m)
Árbitro - Lubos Michel (Eslováquia)
Berlin (20h00)
16.06.2006
Grupos C/D - 2ª Jornada

6-0
Na sequência de uma autêntica "avalanche" de futebol da Argentina, uma absolutamente inesperada goleada frente à Sérvia e Montenegro, que, sublinhe-se, fora "apenas" a selecção menos batida de todo o mundo na fase de qualificação para o Mundial (1 único golo sofrido!).
Hoje, tudo correu bem aos argentinos, perante uns desorientados sérvios e montenegrinos que se revelaram impotentes para travar a escalada de futebol do adversário, acabando por, definitivamente, "baixar os braços", após a expulsão de Kezman, consentindo mais 3 golos nos últimos 12 minutos, a somar aos três que haviam "encaixado" já na primeira parte da partida.
Não só pelo resultado deste encontro, a Argentina confirma-se como uma das equipas mais sólidas da competição e uma das principais candidatas à conquista do ceptro mundial... que, não obstante, está ainda "longe".
Roberto Abbondanzieri, Roberto Ayala, Juan Sorin, Lucho Gonzalez (17m - Esteban Cambiasso), Gabriel Heinze, Javier Mascherano, Hernan Crespo, Juan Riquelme, Javier Saviola (59m - Carlos Tevez), Maxi Rodriguez (75m - Lionel Messi) e Nicolas Burdisso
Dragoslav Jevric, Albert Nadj (46m - Ivan Ergic), Igor Duljaj, Goran Gavrancic, Mateja Kezman, Dejan Stankovic, Predrag Djordjevic, Milan Dudic, Savo Milosevic (70m - Zvonimir Vukic), Mladen Krstajic e Ognjen Koroman (50m - Danijel Ljuboja)
1-0 - Maxi Rodriguez - 6m
2-0 - Esteban Cambiasso - 31m
3-0 - Maxi Rodriguez - 41m
4-0 - Hernan Crespo - 78m
5-0 - Carlos Tevez - 84m
6-0 - Lionel Messi - 88m
Melhor jogador – Juan Riquelme (Argentina)
Amarelos - Hernan Crespo (36m); Ogjjen Koroman (7m), Albert Nadj (27m), Mladen Krstajic (42m)
Vermelho - Mateja Kezman (65m)
Árbitro - Roberto Rosetti (Itália)
Gelsenkirchen (14h00)

2-1
Após as vitórias da Argentina e Holanda, são já 5 os países apurados para os 1/8 Final, com estas duas selecções a juntarem-se a Equador, Alemanha e Inglaterra.
No "reverso da medalha", há já 5 equipas eliminadas: para além de Polónia, Costa Rica e Paraguai, hoje foi a vez de Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro, selecções que infirmaram a expectativa que poderia haver quanto à possibilidade de chegarem longe na competição.
E, se a Costa do Marfim, com duas derrotas tangenciais, ante as poderosas equipas da Argentina e Holanda (ambas por 1-2) não deslustra, já a participação da Sérvia e Montenegro acaba por se saldar numa inesperada "hecatombe".
Edwin van der Sar, John Heitinga (46m - Khalid Boulahrouz), Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst, Ruud van Nistelroy (73m - Denny Landzaat), Phillip Cocu, Wesley Sneijder (50m - Rafael van der Vaart), Arjen Robben, Andre Ooijer, Robin van Persie e Mark van Bommel
Jean-Jacques Tizié, Arouna Koné (73m - Kanga Akale), Arthur Boka, Kolo Touré, Didier Zokora, Romaric (62m - Gilles Yapi Yapo), Didier Drogba, Abdoulave Meite, Bakary Koné (62m - Aruna Dindane), Yava Touré e Emmanuel Eboué
1-0 - Robie van Persie - 23m
2-0 - Ruud van Nistelroy - 27m
2-1 - Bakari Koné - 38m
Melhor jogador – Arjen Robben (Holanda)
Amarelos - Arjen Robben (34m), Joris Mathijsen (35m), Mark van Bommel (58m) e Denny Landzaat (90m); Didier Zokora (25m), Didier Drogba (41m) e Arthur Boka (66m)
Árbitro - Oscar Ruiz (Colômbia)
Stuttgart (17h00)

0-0
As selecções africanas não têm tido na presente competição um desempenho ao nível do esperado, já com 5 derrotas, apenas a Tunísia tendo alcançado um empate. Hoje, a equipa de Angola começou a construir um pouco de história, forçando um empate com uma selecção com bastantes mais "pergaminhos", como a do México.
E, se a equipa angolana voltara a entrar na partida denotando algum receio do poderio do adversário, evidenciou, no decurso da segunda parte, algumas fases em que "perdeu o respeito" e poderia ter sido até mais consequente nas suas jogadas ofensivas.
O empate final - com uma importante participação do guarda-redes João Ricardo, considerado o melhor jogador em campo - deixa tudo em aberto para os jogos em falta no Grupo de Portugal, com as quatro selecções ainda na disputa dos dois lugares de qualificação; as equipas a apurar neste Grupo sabem já que - de alguma forma, como esperado - terão se enfrentar, nos 1/8 Final, a Argentina ou a Holanda.
Oswaldo Sanchez, Carlos Salcido, Rafael Marquez, Ricardo Osorio, Gerardo Torrado, Pavel Pardo, Gonzalo Pineda (78m - Ramon Morales), Mario Mendez, Guillermo Franco (74m - Jose Fonseca), Omar Bravo e Zinha (52m - Jesus Arellano)
João Ricardo, Jamba, Kali, Zé Kalanga (83m - Miloy), André, Mateus (68m - Mantorras), Akwá, Mendonça, Figueiredo (73m - Rui Marques), Loco e Delgado
Melhor jogador – João Ricardo (Angola)
Amarelos - Gonzalo Pineda (59m); Delgado (13m), André (44m), Zé Kalanga (50m) e João Ricardo (86m)
Vermelho - André (79m)
Árbitro - Shamsul Maidin (Singapura)
Hannover (20h00)
17.06.2006
Portugal - Irão - "Antes do jogo"
Não obstante a presente edição do Campeonato do Mundo de Futebol se encontrar ainda numa fase preliminar, algumas equipas começaram já a "colocar as cartas na mesa", apresentando as suas "credenciais" como candidatas à conquista do troféu máximo do futebol mundial, em particular, nos casos da Argentina, Espanha, mas também Inglaterra e Alemanha (selecções que, à 2ª jornada, garantiram já o apuramento para os 1/8 Final).
Numa prova ainda relativamente longa como esta, as vitórias mais "impressivas" da Argentina e Espanha podem não significar necessariamente que os respectivos desempenhos em fases mais adiantadas da competição tenham a mesma sequência; é importante não "perder o gás", mantendo uma constância no desempenho e resultados.
Portugal tem hoje uma oportunidade que não pode desperdiçar; a, de vencendo, garantir também, desde já, o apuramento... não deixando arrastar a decisão para um último jogo, de desfecho imprevisível.
A equipa do Irão, que conhecemos mal, será sem dúvida aguerrida, mas a realidade não pode ser escamoteada: Portugal é claramente favorito, deve assumir esse papel e - se pretende de facto deixar a marca da sua presença neste Mundial - vencer categoricamente, de preferência com uma boa exibição.
Portugal terá, necessariamente, de jogar mais e melhor que na estreia, frente a Angola. Mas tal está perfeitamente ao alcance da nossa equipa.
Grupos D/E - 2ª Jornada

2-0
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche (67m - Petit), Figo (88m - Simão Sabrosa), Deco (80m - Tiago), Cristiano Ronaldo e Pauleta
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Yahya Golmohamaddi (88m - Sohrab Bakhtiarizadeh), Rahman Rezaei, Javad Nekounam, Ali Karimi (65m - Ferydoon Zandi), Vahid Hashemian, Hossein Kaabi, Andranik Teymourian, Mohammad Nosrati e Mehrzad Madanchi (66m - Rasoul Khatibi)
Com uma atitude determinada, Portugal teve uma forte entrada na partida, traduzida por um impressionante rácio de 70 % / 30 % em termos de posse de bola, por volta dos 20 minutos.
Não obstante, o Irão surpreendeu, não só pelo porte físico dos seus jogadores, mas também pelo bom "toque de bola" e pela forma como encarou o "jogo pelo jogo", não se remetendo à defesa, proporcionando espaços à equipa portuguesa.
E, com Portugal a assumir, logo de início, a condução de uma partida, de que praticamente manteve sempre o controlo - não dispondo contudo de muitas oportunidades de golo, pese embora o ataque continuado e persistente -, os iranianos dariam um sinal de "pré-aviso" aos 30 minutos, rematando ao poste, num lance entretanto anulado pelo árbitro, por posição de "fora-de-jogo".
Com dificuldade em manter o ritmo elevado com que entrara no encontro, e já no decorrer da segunda parte, as coisas pareciam poder vir a complicar-se, à medida que o Irão ia dando sinais de que o empate a zero lhe poderia servir e começava a bloquear os caminhos para a sua área.
Até que, numa boa jogada, Figo se escapou pelo flanco esquerdo, Nuno Valente "arrastou" consigo um defesa iraniano, abrindo espaço para a entrada de trás de Deco, na zona frontal, ainda longe da baliza; a espontaneidade do remate não deu possibilidade de defesa ao guarda-redes. Portugal chegava ao golo, cumprindo a tarefa mais difícil, a de quebrar a resistência psicológica iraniana.
Logo aí se anteviu que a vitória e o apuramento estavam alcançados, não obstante a pronta resposta iraniana, com um jogador a surgir isolado frente ao guarda-redes português, com o remate a sair ao lado. Aos 77 minutos, Ricardo seria ainda obrigado a "dizer presente", defendendo com autoridade um perigoso remate de cabeça.
Na jogada imediata, surgiu a grande penalidade, a castigar um derrube de Figo, à entrada da área iraniana. Cristiano Ronaldo, que denotara sintomas de alguma ansiedade, na busca do golo, nem sempre com o discernimento necessário, "respirou fundo" e, convertendo irrepreensivelmente o castigo máximo, conseguia o 2-0, que dava tranquilidade absoluta à equipa portuguesa.

Uma palavra sobre o árbitro, que pareceu em má consição física, acompanhando os lances à distância, nem sempre ajuizando da melhor forma, denotando alguma dualidade de critérios, em particular na forma condescentente que adoptou relativamente a jogadas faltosas, a que os jogadores do Irão recorreram com alguma insistência.
Numa boa partida, em particular no que respeita à atitude positiva com que encarou o jogo, com Deco a assumir o seu papel de "maestro" (distinguido como melhor jogador em campo), a selecção portuguesa, embora algo em "esforço", cumpre os "serviços mínimos", atingindo o seu primeiro objectivo, garantindo desde já o apuramento para os 1/8 Final da prova, começando a "reconstruir" a história, 40 anos depois. E, se Portugal é o sexto país a conseguir o apuramento... por seu lado, a equipa do Irão é a sexta já eliminada nesta Fase Final do Mundial.
Resistindo e contornando a pressão de "não poder falhar" neste grupo teoricamente acessível, espera-se que a equipa portuguesa se liberte nos próximos jogos, espalhando o "perfume" do seu futebol, frente a adversários bem mais conceituados: no imediato, o México, numa partida sem pressão (Scolari deveria, em meu entender, dar oportunidade aos "suplentes" da selecção); e, depois, "a sério", contra Argentina ou Holanda (duas das melhores selecções mundiais).
1-0 - Deco - 63m
2-0 - Cristiano Ronaldo - 80m (g.p.)
Melhor jogador – Deco (Portugal)
Amarelos - Pauleta (45m), Deco (48m) e Costinha (61m); Javad Nekounam (20m), Mehrzad Madanchi (32m), Hossein Kaabi (73m) e Yahya Golmohammadi (88m)
Árbitro - Eric Poulat (França)
Frankfurt (14h00)

0-2
Petr Cech, Zdenek Grygera, Marek Jankulovski, Jaroslav Plasil (68m - Libor Sionko), Tomas Rosicky, Pavel Nedved, Vratislav Lokvenc, Karel Poborsky (56m - Jiri Stajner), Tomas Galasek (46m - Jan Polak), Tomas Ujfalusi e David Rozehnal
Richard Kingson, John Mensah, Illiasu Shilla, Michael Essien, Otto Addo (46m - Derek Boateng), Stephen Appiah, Sulley Muntari, Habib Mohamed, John Pantsil, Matthew Amoah (80m - Eric Addo) e Asamoah Gyan (85m - Razak Pimpong)
Ao oitavo jogo, a primeira vitória de uma selecção africana pode vir "baralhar" bastante as contas do grupo e, eventualmente, provocar a surpresa da eliminação de uma das mais poderosas selecções da Europa, a da R. Checa (semi-finalista do EURO 2004), precisamente uma das que mais tinha "chamado a atenção" na jornada inaugural da competição, com a sua categórica vitória de 3-0 ante os EUA.
0-1 - Asamoah Gyan - 2m
0-2 - Sulley Muntari - 82m
Melhor jogador – Michael Essien (Ghana)
Amarelos - Vratislav Lokvenc (49m); Otto Addo (18m), Michael Essien (37m), Asamoah Gyan (66m), Derek Boateng (75m), Sulley Muntari (84m) e Habib Mohamed (90m)
Vermelho - Tomas Ujfalusi (65m)
Árbitro - Horacio Elizondo (Argentina)
Koln (17h00)

1-1
No termo de um jogo "esquisito", com um auto-golo e 3 expulsões (primeiro, a Itália a ficar, desde muito cedo, em inferioridade numérica e, depois, no final da 1ª parte e, de imediato, no recomeço, dois jogadores estado-unidenses a serem expulsos), o empate será porventura o resultado mais ajustado, que leva a decisão do grupo para uma empolgante 3ª jornada, com todas as equipas ainda com hipóteses, em dois jogos que serão como que duas "finais" (Itália - R. Checa e Ghana - EUA).
Gianluigi Buffon, Cristian Zaccardo (54m - Alessandro del Piero), Daniele de Rossi, Fabio Cannavaro, Luca Toni (61m - Vincenzo Iaquinta), Francesco Totti (35m - Gennaro Gattuso), Alberto Gilardino, Alessandro Nesta, Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta e Andrea Pirlo
Casey Keller, Carlos Bocanegra, Pablo Mastroeni, Steve Cherundolo, Clint Dempsey (62m - Marcus Beasley), Claudio Reyna, Bobby Convey (52m - Jimmy Conrad), Brian Mc Bride, Landon Donovan, Oguchi Oniyewu e Eddie Pope
1-0 - Alberto Gilardino - 22m
1-1 - Cristian Zaccardo (p.b.) - 27m
Melhor jogador – Kasey Keller (EUA)
Amarelos - Francesco Totti (5m) e Gianluca Zambrotta (70m); Eddie Pope (21m)
Vermelhos - Daniele de Rossi (28m); Pablo Mastroeni (45m) e Eddie Pope (47m)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Kaiserslautern (20h00)
18.06.2006
Grupos F/G - 2ª Jornada

0-0
Yoshikatsu Kawaguchi, Tsuneyasu Miyamoto, Hidetoshi Nakata, Mitsuo Ogasawara, Naohiro Takahara (85m - Masashi Oguro), Shunsuke Nakamura, Atsushi Yanagisawa (61m - Keiji Tamada), Alessandro Santos, Takashi Fukunishi (46m - Junichi Inamoto), Akira Kaji e Yuji Nakazawa
Stipe Pletikosa, Darijo Srna (87m - Ivan Bosnjak), Josip Simunic, Robert Kovac, Igor Tudor (70m - Ivica Olic), Dario Simic, Marko Babic, Dado Prso, Niko Kovac, Ivan Klasnic e Niko Kranjcar (78m - Luka Modric)
Melhor jogador – Hidetoshi Nakata (Japão)
Amarelos -Tsuneyasu Miyamoto (21m), Yoshikatsu Kawaguchi (42m) e Alessandro Santos (72m); Robert Kovac (32m) e Darijo Srna (69m)
Árbitro - Frank de Bleeckere (Bélgica)
Nurenberg (14h00)

2-0
Dida, Cafu, Lúcio, Juan, Emerson (72m - Gilberto Silva), Roberto Carlos, Adriano (88m - Fred), Kaká, Ronaldo (72m - Robinho), Ronaldinho e Zé Roberto
Mark Schwarzer, Lucas Neill, Craig Moore (69m - John Aloisi), Tim Cahill (56m - Harry Kewell), Jason Culina, Tony Popovic (41m - Marco Bresciano), Brett Emerton, Mark Viduka, Vince Grella, Scott Chipperfield e Mile Sterjovski
Num jogo mais difícil do que porventura seria esperado pelos brasileiros, apenas alcançando o golo da "tranquilidade" no último minuto, após uma fase de alguma pressão da Austrália em busca do empate, o Brasil é o 7º país a garantir o apuramento para os 1/8 Final do Campeonato do Mundo de Futebol.
1-0 - Adriano - 49m
2-0 - Fred - 90m
Melhor jogador – Zé Roberto (Brasil)
Amarelos - Cafu (29m), Ronaldo (31m) e Robinho (83m); Brett Emerton (13m), Jason Culina (39m)
Árbitro - Markus Merk (Alemanha)
Munich (17h00)

1-1
Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (88m - Vikash Dhorasoo), Thierry Henry, Lilian Thuram, Willy Sagnol, Zinedine Zidane (90m - David Trezeguet) e Sylvain Wiltord (60m - Frank Ribery)
Woon Jae Lee, Young Chul Kim, Dong Jin Kim, Jin Cheul Choi, Nam Il Kim, Ji Sung Park, Chun Soo Lee (72m - Jung Hwan Ahn), Eul Yong Lee (46m - Ki Hyeon Seol), Young Pyo Lee, Ho Lee (69m - Sang Sik Kim) e Jae Jin Cho
1-0 - Thierry Henry - 9m
1-1 - Ji Sung Park - 81m
Melhor jogador – Ji Sung Park (Coreia do Sul)
Amarelos - Eric Abidal (79m) e Zinedine Zidane (85m); Ho Lee (11m) e Dong Jin Kim (29m)
Árbitro - Benito Archundia (México)
Leipzig (20h00)
19.06.2006
Grupos G/H - 2ª Jornada

0-2
Kossi Agassa, Dare Nibombe, Emmanuel Adebayor, Massamasso Tchangai, Kuami Agboh (25m - Moustapha Salifou), Thomas Dossevi (69m - Yao Junior Senaya), Cherif Touré Mamam (87m - Robert Malm), Richmond Forson, Alaixys Romao, Kader Mohamed e Assimiou Touré
Pascal Zuberbuehler, Ludovic Magnin, Philippe Senderos, Johann Vogel, Ricardo Cabanas (77m - Marco Streller), Raphael Wicky, Alexander Frei (87m - Mauro Lustrinelli), Daniel Gygax (46m - Hakan Yakin), Tranquillo Barnetta, Patrick Mueller e Philipp Degen
Não obstante os jogadores togoleses não terem cumprido a velada promessa de "greve", a derrota do Togo tem como consequência que a sua selecção seja a 7ª eliminada neste Mundial.
0-1 - Alexander Frei - 16m
0-2 - Tranquillo Barnetta - 88m
Melhor jogador – Alexander Frei (Suíça)
Amarelos - Moustapha Salifou (45m), Emmanuel Adebayor (47m) e Alaixys Romao (53m); Johann Vogel (90m)
Árbitro - Carlos Amarilla (Paraguai)
Dortmund (14h00)

0-4
Mabrouk Zaid, Ahmed Dokhi (55m - Abdulaziz Khathran), Redha Tukar, Hamad Al Montashari, Omar Al Ghamdi, Mohammed Ameen (55m - Malek Al Hawsawi), Mohammed Noor (77m - Sami Al Jaber), Hussein Sulimani, Saud Kariri, Khaled Aziz e Yasser Al Kahtani
Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmacghnyi, Anatoliy Tymoschuk, Andriy Rusol, Andriy Shevchenko (86m - Artem Milevskiy), Oleg Shelayev, Oleg Gusev, Andriy Voronin (79m - Andriy Gusin), Serhiy Rebrov (71m - Ruslan Rotan), Maksym Kalinichenko e Vyacheslav Sviderskyi
A Ucrânia "desforrou-se" dos 0-4 sofridos na primeira jornada (frente à Espanha) com uma vitória… por 4-0 sobre a Arábia Saudita.
0-1 - Andriy Rusol - 4m
0-2 - Serhiy Rebrov - 36m
0-3 - Andriy Shevchenko - 46m
0-4 - Maksym Kalinichenko - 84m
Melhor jogador – Maksym Kalinichenko (Ucrânia)
Amarelos - Ahmed Dokhi (41m), Omar Al Ghamdi (57m) e Saud Kariri (73m); Andriy Nesmachnyi (22m), Maksym Kalinichenko (77m) e Vyacheslav Sviderskyi (89m)
Árbitro - Graham Poll (Inglaterra)
Hamburg (17h00)

3-1
Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Xavi, Fernando Torres, Luis Garcia (46m - Raul), Xabi Alonso, Sergio Ramos, Marcos Senna (46m - Cesc Fabregas), David Villa (57m - Joaquin) e Pablo
Ali Boumnijel, Karim Haggui, Zied Jaziri, Hatem Trabelsi, Mehdi Nafti, Jaouhar Mnari, Riadh Bouazizi (57m - Kaies Ghodhbane), Adel Chedli (80m - Haykel Guemamdia), Radhi Jaidi, Anis Ayari (57m - Alaeddine Yahia) e Hamed Namouchi
Depois de praticamente ter entrado a ganhar na folgada vitória de 4-0 sobre a Ucrânia, a Espanha "entrou a perder" no encontro de hoje frente à Tunísia, tendo de sofrer bastante para conseguir dar a volta ao resultado, com três golos nos últimos 20 minutos, garantindo também o apuramento para os 1/8 Final, com Fernando Torres a isolar-se como melhor marcador até ao momento, já com 3 golos em 2 jogos.
0-1 - Jaouhar Mnari - 8m
1-1 - Raul - 71m
2-1 - Fernando Torres - 76m
3-1 - Fernando Torres - 90m (g.p.)
Melhor jogador – Xabi Alonso (Espanha)
Amarelos - Carlos Puyol (30m) e Cesc Fabregas (89m); Anis Ayari (32m), Hatem Trabelsi (40m), Radhi Jaidi (70m), Haykel Guemamdia (81m), Zied Jaziri (85m) e Jaouhar Mnari (90m)
Árbitro - Carlos Simon (Brasil)
Stuttgart (20h00)
No termo da segunda jornada da prova, 15 equipas definiram já o seu futuro próximo (não obstante estar ainda em disputa a atribuição do 1º lugar em todos os 8 Grupos):
- 8 selecções já apuradas - Equador, Alemanha, Inglaterra, Argentina, Holanda, Portugal, Brasil e Espanha
- 7 selecções já eliminadas - Polónia, Costa Rica, Paraguai, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro, Irão e Togo
Disputarão portanto a qualificação, na derradeira jornada, 17 dos 32 países:
- Grupo B - Suécia (a quem bastará um empate) e Trinidad e Tobago
- Grupo D - México (também apurado se empatar) e Angola (apenas com hipóteses caso Portugal derrote o México, necessitando os angolanos de vencer e anular uma desvantagem relativa de 3 golos)
- Grupo E - Itália, R. Checa, Ghana e EUA (quem ganhar será apurado, com algumas restrições no caso dos EUA; a Itália ou R. Checa podem ser eliminadas se o Ghana vencer; em alternativa, poderão apurar-se ambas se, empatando, houver também um